Foto da imagem de São Frei Galvão

Trajetória de São Frei Galvão – Um santo talentoso e com dons extraordinários

Um jovem talentoso

Aquarela-de-JB debret-Guaratingueta de 1827
Aquarela de JB Debret retrata a Guaratingueta de 1827.

Antônio Galvão nasceu na cidade Guaratinguetá/SP, na região do Vale do Paraíba numa família nobre. Sua mãe era descente de Fernão Dias e seu pai, que também se chamava Antônio, era português de nascimento, e ocupava o cargo de prefeito, além de ser comerciante e pertencente à Ordem Terceira Franciscana.

Quando completou 13 anos, o rapaz foi enviado para estudar no Seminário Jesuíta na Bahia, onde se juntou ao seu irmão mais velho.

Em 1755 recebeu a notícia da morte de sua mãe. Tal perda o fez apegar-se à Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, da qual mais tarde assumiria o nome como consagrado.

Devido à grande perseguição do Marquês de Pombal contra os jesuítas, seu pai o aconselhou a sair da ordem e ingressar nos Franciscanos, na cidade de Itaboaraí/RJ.

Ordenado padre, ele foi enviado para o Convento de São Francisco em São Paulo/SP, continuando os estudos de filosofia.

Novo Esplendor do Convento

Ganhou cargos de confiança no convento, como o de confessor, pregador e porteiro. Tanto se dedicou no ofício que até a prefeitura lhe conferiu um título de “Novo Esplendor do Convento”.

Mais tarde foi ser confessor às irmãs devotas de Santa Teresa de Ávila, em São Paulo. Conheceu lá a irmã Helena Maria, mística que dizia ter recebido de Jesus o pedido de abrir um novo convento. Ele, com outros teólogos, examinaram e julgaram autênticas as revelações à irmã.

Por ordem do Marquês de Pombal, as construções de mosteiros, conventos e igrejas estavam proibidas em todo Império, porém, assumindo todos os riscos Frei Galvão fundou o Recolhimento Nossa Senhora da Luz, no dia 2 de fevereiro (em referência a Nossa Senhora das Candeias).

Ele também escreveu os estatutos e as regras da nova ordem que inicialmente contou com três irmãs, que se deslocaram para um pequeno casebre no meio do mato. No lugar está hoje o atual Mosteiro da Luz.

Perseverança nas provações

Pintura à óleo de Alex Tavares. Construção do Mosteiro da Luz.
Pintura à óleo de Alex Tavares. Construçâo do Mosteiro da Luz/Acervo do Museu de Fre Galvao.

Um ano depois, a irmã Helena, que era superiora da ordem, morreu. O que fez com que Frei Galvão assumisse o comando da obra. O número de vocações aumentou tanto que o casebre já não comportava mais as jovens irmãs. O frei então, muito habilidoso em engenharia, começou o projeto do Mosteiro da Luz.

Os primeiros a colocarem a mão na massa foram as próprias irmãs e o Frei Galvão, o que fez com que as famílias das jovens que enviassem escravos para ajudar na construção.

Também a vizinhança vendo o tamanho da obra ajudava com mantimentos e materiais de construção.
Um novo governador resolveu seguir à risca as ordens do Marquês de Pombal e enviou um mandado para o fechamento da ordem.

As irmãs, porém se recusaram a ir embora, fazendo com que o Governador enviasse tropas para tirá-las a força.

Como a população se revoltou e queria a presença do mosteiro o governador voltou atrás de sua decisão.

Além da fama de ser uma pessoa muito bondosa que ajudava pobres e injustiçados, várias pessoas testemunharam seus dons de bi locação, telepatia, levitação, e outros dons extraordinários.

Sua morte

Quando Frei Galvão faleceu, a 23 de dezembro de 1822, a fama de sua santidade já se havia espalhado por todo o Brasil. O povo que compareceu em massa ao velório, desejoso de guardar uma relíquia sua, foi cortando pedacinhos de seu hábito, que ficou reduzido até os seus joelhos.

Como ele somente possuía aquele hábito, vestiram-lhe um de outro frade, que lhe ficou igualmente muito curto. Desse modo Frei Galvão foi sepultado à frente do altar-mor da igreja da Luz, por ele edificada.

A origem das pílulas

Foram dois casos de risco de vida que deram origem às Pílulas de Frei Galvão. Um foi o de uma parturiente e outro foi o de um rapaz, com cálculos nos rins. Em ambos, por não poder acudir pessoalmente aos necessitados, Frei Galvão escreveu em latim uma jaculatória, em um pequeno pedaço de papel, que enrolou e recortou em forma de pílulas, pedindo que as dessem aos doentes.

Tanto o rapaz, como a parturiente e sua criança se salvaram, daí partindo a extraordinária fama das pílulas, e a notável fé que os devotos nelas depositam.

“Pos partum, Virgo, Inviolata permanansisti! Dei Genitrix, intercede pro nobis” (Depois do parto, ó Virgem, permaneceste Intata! Mãe de Deus, rogai por nós), é o texto da jaculatória escrita por Frei Galvão no papel.

Em razão desses fatos terem envolvido inicialmente uma parturiente, e referindo-se a jaculatória ao parto da Virgem, Frei Galvão passou a ser popularmente considerado “patrono das parturientes”.

O milagre

Gravura retratando Frei Galvão, de Tom Maia
Gravura retratando Frei Galvão, de Tom Maia/Acervo do Museu Frei Galvao.

Para ser canonizado, a Igreja exige a comprovação de dois milagres (fatos inexplicáveis pela ciência) acontecidos pela intercessão do santo. Assim, as curas de Sandra Grossi de Almeida e Daniella Cristina da Silva, acontecidas pela intercessão de Frei Galvão, são verdadeiros milagres inexplicáveis cientificamente.

Sandra Grossi possuía uma malformação uterina que impossibilita qualquer mulher de manter um feto por mais de quatro meses. Pois, em 1999, após tomar as pílulas e pedir a Frei Galvão, ela prosseguiu com a gravidez e deu à luz ao menino Enzo.

Daniella Cristina da Silva, então com quatro anos de idade, sofria de uma hepatite considerada incurável pelos médicos. Após tomar as pílulas e rezar fervorosamente, ficou curada inexplicavelmente.

Que este santo brasileiro possa interceder por todos nós para mais e possamos conhecer a Deus!

Com informações de: ACI DigitalCruz Terra Santa e Casa de Frei Galvão

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