A inquietação e o medo de não ser o que nasci pra ser

Nesse mês de outubro, época em que a Igreja nos recorda nossa missão enquanto batizados, a Geração Acordi trouxe um conteúdo bem interessante a respeito disso, que é o Ebook “Revolucionando uma Geração”. “Eu nasci pra ser o quê?”, nos questiona o material.

Nele, o padre Leandro Rasera nos fala sobre a necessidade de sermos aquilo que nascemos pra ser, e a partir disso, assumir a nossa missão particular.

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A respeito disso, no texto dessa semana, encerrando esse mês e reforçando o convite a refletir sobre “Quem eu sou e pra quê existo?”, leia o testemunho de uma jovem colaboradora.

“Pra quê? Qual é o motivo de fazer o que estou fazendo? Onde me levará? E se minha vida acabar amanhã, o que tenho que fazer hoje pra deixar algo de bom no mundo? Como posso contribuir para o mundo ser melhor? Como uma semente plantada, que cresce, vira uma árvore e frutifica, qual é o meu fruto?…?”

A inquietação e o medo de não ser o que nasci pra serO início

O falar da vida sempre me aguçou. Filosofar sobre o cotidiano é instigante, sempre tem algo novo pra ver, sentir, ouvir, observar…aprender! E com esse jeito de imergir em mim o mundo a minha volta, com 21 anos uma pergunta, que começou baixinha, despretensiosa, foi tomando proporção, envolvendo minha forma de olhar, meu coração, meus ouvidos, meu entender…meu aprender.

Estava na faculdade, trabalhava na área como estagiária de uma multinacional e sim, tinha muitos sonhos, baseados no sucesso que o mundo a minha volta me apresentava. Só que quando essa pergunta começou a colocar à prova tudo que o que sabia de mim e tudo que aspirava dali pra frente, me vi “na beira de um abismo”.

Qual o sentido da minha vida?

Pode parecer drástica a analogia, mas o abismo melhor ilustrava a minha falta de direção. E não era só isso, seguir diante do futuro que eu já tinha planejado em minha mente me dava sensação de vazio.

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E depois de um tempo, a despretensiosa pergunta a respeito do sentido, que habitava só dentro, se apresentou diariamente no meu cotidiano. A vida externa, que tanto me aguçava refletir, parecia agora carregada de critérios pra me deixar contemplá-la. Foi um tempo de muita agitação.

O que me deu coragem

Pra quê? Qual é o motivo de fazer o que estou fazendo? Onde me levará? E se minha vida acabar amanhã, o que tenho que fazer hoje pra deixar algo de bom no mundo? Como posso contribuir para o mundo ser melhor? Como uma semente plantada, que cresce, vira uma árvore e frutifica, qual é o meu fruto?…?

Disso estava cheio o meu coração. Com ele agi pra encontrar respostas. Fui buscá-las na vocação. Era a primeira pista do “caça-tesouro”. A grande certeza de que aquele era mesmo o terreno valioso, foi encontrar em cada passo dado a riqueza da bondade de Deus e Sua presença contemplada na história que até ali havia vivido.

Eu já quis salvar o mundo

A busca ainda continuou, e durante um bom tempo o medo de não chegar a ser o que eu nasci pra ser, me inquietou. Sim, eu queria salvar o mundo. Achava que com minhas boas intenções, vontade, forças…o pouco que sabia da vida, seria capaz de causar uma revolução.

Primeira descoberta: eu não sabia quem eu era. Eu não sou a salvadora. Precisava ocupar o meu lugar.
Conhecendo mais do verdadeiro Salvador, foi onde pude conhecer a mim. Minha verdadeira identidade está nAquele que me criou e salvou.

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Foi um processo de descoberta tão bonito que a cada novo entendimento, escrevia em uma folhinha colorida e colocava no meu diário espiritual. Eu estava começando a construção do mosaico de mim mesma.

Saber o que procura

E claro, mesmo após essa oportunidade de conhecimento tão profundo, a inquietação sobre sentido da minha vida ainda me despertava a cada manhã. Até que um dia, conversando com Deus na capela, disse a Ele que já não sabia mais onde encontrar a reposta, nem se realmente haveria. Que estava cansada de me sentir assim! Dele, senti como que me dizendo: – “Respostas certas para perguntas certas”.

Como assim? Não é possível que de tantas perguntas que me moveram por 5 anos, nenhuma delas questionava o que poderia trazer o repouso às minhas agitações. Percebi naquele momento, tendo mais de mim, que o que me inquietava era entender a minha missão.

Quando não sabemos o que procuramos, corremos um grande risco de não perceber quando o encontramos e passar a vida toda atrás daquilo que sempre esteve dentro. Dali em diante, foi como começar a buscar receitas de comidas em livros de culinária, e não mais em artigos científicos.

A resposta estava naquilo que Ele sonhou em mim e pra mim. Mais uma vez, foi olhando pra Ele que descobri.

FoiO Amor [que] me explicou todas as coisas” (São João Paulo II)

Acordar pra viver

Esse entendimento me invadiu como raio de sol na escuridão da noite, dando início a um novo dia e me fazendo acordar pra então viver e ser aquilo que nasci pra ser! E claro, isso se faz caminhando!

Descubra quem você é. Descubra seu chamado

Se perguntas como essas ainda te inquietam, te convido a adentrar na aventura dessa busca. É revolucionário. O padre e missionário Leandro Raseira, escreveu um E-book: Revolucionando uma Geração: “Quem eu sou? Pra quê existo?”, que justamente trata da importância dessas respostas em nossa vida.

Motivada por esse conteúdo, resolvi contar um pouco da minha experiência. Baixe o seu e espero que você também possa partilhar conosco sobre a sua, e chegar a dizer, como Santo Agostinho, que encontrou o que traz repouso a seu coração.

“O corpo, devido ao peso, tende para o lugar que lhe é próprio, porque o peso não só tende para baixo, mas também para o lugar que lhe é próprio. (…) As coisas que não estão no próprio lugar agitam-se, mas quando o encontram, ordenam-se e repousam. O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá, é ele quem me leva (Santo Agostinho).

Juliana Costa
Colaboradora Aliança de Misericórdia

 

 

 

 

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