homem em situação de rua almoça no Benvindo

Restaurante Benvindo e uma lição sobre não fazer acepção de pessoas

Homem em situação de rua é atendido no Benvindo.

Uma história comovente vem conquistando as pessoas nas redes sociais. Fala de caridade e serviço sem acepção de pessoas.

Uma tarde comum

Tudo aconteceu no Benvindo um dos restaurantes mais charmosos de Belo Horizonte/MG, no bairro de Lourdes, região Centro-Sul da capital, na tarde do dia 4/12.

Um homem em situação de rua foi ao bistrô para almoçar e, ao contrário do que muita gente poderia imaginar, foi atendido como qualquer outro cliente.

Por meio de um post no Facebook, uma cliente relatou o fato e do tratamento que aquele homem recebeu.

A professora de Direito Daniela Laje Zapata foi a responsável pelo registro. Ela fez uma foto que mostra o homem descalço e vestido com roupas simples sentado à mesa em que foi servido, com direto a uma garrafa de vinho. O texto diz:

“Estava almoçando com amigas quando ele [o homem] entrou e pediu para almoçar. Antes, estava sentado perto de uma árvore do lado de fora.

Em um primeiro momento, ficamos em alerta para ter a certeza de que ele não teria nenhum direito violado, já que somos professoras de Direito.

O garçom, então, lhe indicou a mesa e perguntou o que ele queria, como faz com todo mundo. Foi aí que bateu aquela sensação de alegria e felicidade.

Não falamos nada, apenas observamos da mesa em que estávamos. Eu acredito que ele tenha se preparado para comer lá, estava tranquilo, confortável com a situação. Pediu um vinho e um prato de massa, além de uma entrada de bacalhau.

Estava feliz. Aquele momento era seu, aquele lugar lhe cabia. Almoçou serenamente. Antes de pedir a conta, ainda pediu um guaraná.

A bondade e empatia

Garçon do Benvindo conversa com homem em situação de rua.
Garçon do Benvindo conversa com homem em situação de rua.

Satisfeito, pagou o almoço com sua nota de 50,00 o que, nós sabíamos, não seria suficiente para pagar a conta. Qual foi a postura do restaurante? Recebeu a quantia e lhe deu R$ 20,00 de troco. Sim. Você entendeu. Nós também. Vimos que o homem insistia que a conta deveria ter dado mais, mas o restaurante cobrou muito menos”.

O gerente Paulo Abreu, de 66 anos, também presenciou a cena. “Ele foi tratado com mais exclusividade do que qualquer outra pessoa. Cheguei a perguntar se a presença dele incomodava outras pessoas, infelizmente ainda é uma realidade.

Se fosse o caso, eu o levaria lá para dentro para comer. A gente é humano, não podemos desprezar ninguém. Eu gostaria que esse olhar empático fosse algo natural. A gente fica satisfeito em fazer o bem“, contou o funcionário, que trabalha no bistrô há cinco anos.

Políticas da empresa

Em conversa com o repórter Roberth Costa do site Bhaz, o proprietário do Benvindo diz que esta ação do funcionário é fruto dos valores da empresa. “Nada do que ocorreu foi feito pensando em repercussão. Ele queria almoçar e não podíamos negar isso, o que seria até mesmo um crime.

Ele tinha dinheiro para pagar e demonstrou humildade, então aceitamos um valor simbólico. Foi até o garçom quem definiu, eu estava lá e vi que ele queria pagar de todo o jeito. Fiquei orgulhoso do pessoal, que o tratou do mesmo jeito que outros frequentadores são tratados.

O nome do cliente não se sabe, pois devido à sua situação de rua não há informações precisas até agora. O bistrô fez juz ao seu nome Benvindo. Que as pessoas que encontramos todos os dias sejam acolhidas por nós da melhor forma, pois fazer acepção de pessoas é um erro que fere o coração de Deus.

“Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? (Tiago 2, 5)

Com informações de BHAZ

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