Pais de São João Paulo II

Pais de São João Paulo II | Caminho de santidade no lar

Pais de São João Paulo II. Emilia e Karol Jósef Wojtyla.

Pode estar perto a abertura do processo de beatificação dos pais de São João Paulo II, Emilia Wojtyla e Karol Jósef Wojtyla.

Quem comunicou a possibilidade foi o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia e secretário pessoal de João Paulo II durante 39 anos. A abertura, porém, estaria nas mãos do atual bispo Marek Jędraszewski.

Para Dziwisz “não há dúvida de que a atitude espiritual do futuro papa e santo se formou na família, graças à fé de seus pais”, disse o cardeal em uma missa que presidiu na Paróquia Santa Ana, na cidade polonesa de Wohyn. “Eles poderiam se tornar um exemplo para as famílias modernas e padroeiros de nossas famílias [polonesas]”.

Um homem digno

Karol Joséf Wojtyla nasceu em 18 de julho de 1879 numa família de alfaiates. Aos 21 foi nomeado para o serviço militar, realizado no 56º Regimento de Infantaria em Wadowice e depois na Escola de Cadetes em Lviv. Em 1904 conheceu Emilia Kaczorowska e no ano seguinte se casaram em Cracóvia.

As qualidades de Karol eram notadas por todos; “homem inteligente, de caráter justo, sério, bem-comportado e modesto. Honrado, com um sentido forte de cumprir seus deveres, trabalhador e muito gentil”, dizia uma carta de indicação de um de seus superiores

Em 1906 nasce o primeiro filho do casal, Edmund e mais tarde, no meio da Primeira Guerra Mundial nasce-lhes a segunda filha, Olga, que infelizmente, morreu 16h horas depois do parto. Perda que foi muito sentida pela família.

Mãe responsável e corajosa

Emilia tinha mais de 35 anos e estava com medo de não ter mais filhos, por isso orava a Deus pedindo esta graça. Três anos depois ela engravidaria, o que é uma grande alegria para todos.

No entanto, um conhecido ginecologista e obstetra de Wadowice, ao examiná-la afirmou que a gravidez era de risco; ela e o bebê poderiam morrer. “Você não vai sobreviver a esta gravidez – disse – por favor, faça um aborto”, disse ele. A mulher e o esposo recusaram e procuraram um segundo médico que tratou para que a gravidez corresse em segurança até o fim.

E foi assim que no dia 18 de maio de 1920, nasceu o fruto das orações do casal, o terceiro filho, que logo recebe o nome do pai, Karol, apelidado carinhosamente de Lolek.

Calvário familiar

Emilia tinha uma saúde muito frágil e após o parto começou a ficar muito doente. Em 1927, ela estava tão doente que Karol teve que antecipar sua aposentadoria assumindo assim toda a tarefa doméstica.

Os amigos de Edmund e Lolek (João Paulo II) relatavam que várias vezes quando iam brincar, encontravam o senhor Wojtyla, em algum trabalho doméstico ou exercendo a alfaiataria para completar a renda familiar.

Até que em 1929, Emilia veio a falecer devido a problemas no coração e nos rins. O capitão do exército polonês assumiu, então, o papel de pai e mãe dos rapazes, educando na fé e ensinando de maneira muito firme o amor à pátria.

Todavia, o flagelo da perda não se afastou da família, e em 1932, aos 26 anos veio a falecer de escarlatina, Edmund.

Quando Karol filho foi estudar em Cracóvia levou consigo o pai, e tiveram um belo convívio entre pai e filho. Enquanto o jovem estudava e se destacava, o pai fazia as compras, limpava a casa, fazia comida e até seus ternos.

Um chefe de família apoiado em Deus

Todo este sofrimento, ao invés de abater o pai, só o fez intensificar a sua espiritualidade e vida de oração.

João Paulo II, certa vez relatou: “quando ele ficou viúvo, tornou-se ainda mais constante na vida de oração. Às vezes aconteceu de eu acordar no meio da noite e encontrar meu pai de joelhos; sempre o vi assim na igreja paroquial…este exemplo de meu pai foi para mim o primeiro Seminário”. 

O Papa tinha razões para dizer que seu lar foi o primeiro seminário: às 7h da manhã, antes das aulas, pai e filho iam à Santa Missa. Encontravam depois um tempo para lerem a Bíblia em casa, (o que não era tão comum naquela época), além de rezarem juntos o Rosário e cantarem o Ofício à Bem-Aventurada Virgem Maria.

Em 1940, no meio da Segunda Guerra Mundial, com escassez de trabalho, Karol filho começou a trabalhar em fábricas químicas Solvay, como pedreiro. Com o salário conseguia sustentar ambos; o alimento era unicamente feijão, batatas e às vezes repolho.

“Um homem extraordinário”

Neste mesmo ano o senhor Karol ficou muito doente e o filho conseguiu com muito custo uma consulta e comprar os remédios prescritos pelo médico. Certo dia, como de costume, saiu do trabalho e passou na casa de um senhor que preparava um alimento reforçado para o seu pai.

Quando chegou em casa com a comida, viu que ele estava sentado numa cadeira, já sem vida. Chorou como uma criança, se ajoelhou ao lado do pai e permaneceu ali durante toda a noite orando. Era 18 de fevereiro de 1941.

Certa vez João Paulo II disse: “Na minha juventude pude me conectar com a figura do meu pai, cuja vida espiritual, depois de perder sua esposa e filho mais velho, se aprofundou ainda mais. Eu olhei de perto para a sua vida, eu vi como ele poderia exigir de mim o melhor; eu o vi se ajoelhar para rezar. 

Um pai que sabia exigir de si mesmo, em certo sentido, ele não precisava exigir algo mais de seu filho. Olhando para ele, aprendi que você precisa definir os caminhos e se dedicar aos seus próprios deveres. Eu considero meu pai um homem extraordinário”.

Com informações de Sempre Família, Jan Pawel 2 e Niedziela.pl

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