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Solenidade da Mãe de Deus

No primeiro dia do ano a liturgia propõe para toda a Igreja celebrar a Solenidade de Maria Mãe de Deus. Mas, você sabe de onde vem este título dado à Maria?

História

Por volta do século III a teologia cristã estava se estruturando; bispos e estudiosos se envolviam em acalorados debates sobre os dogmas da fé cristã.

Neste tempo a discussão era acerca da divindade e humanidade de Cristo. Os primeiros cristãos tratavam a mãe de Jesus como Mãe de Deus. A questão era: como uma criatura pode ser mãe do seu Criador?

Os pensadores e teólogos tiveram uma missão muito difícil. Alguns sugeriram dar à Maria o título de Mãe de Cristo (Christotókos) sendo ela mãe somente da humanidade de Jesus. Todavia, tal resolução impactaria na compreensão da unidade das duas naturezas em Cristo. Ele seria então uma pessoa fragmentada, com duas vontades?

Foi no ano de 431, no Concílio de Trento, que a discussão foi concluída. Em Cristo coexistem, em unidade a natureza humana e divina. Logo, não há problemas de atribuir o título de Theotókos (Mãe de Deus) à Maria.

A partir daí a devoção mariana explodiu em todos os lugares e vários santuários foram dedicados à Virgem Mãe de Deus (Santa Maria Maior em Roma foi o primeiro).

É nesta atribuição que se apoiam todos os outros títulos dados à Maria. Ele põe em evidência sua vocação e missão na história da salvação. Ela é a criatura humana eleita por Deus para ser mãe do Salvador; no presépio oferece o Menino para que o mundo O contemple.

Receber Maria

Numa homilia no dia 02 de janeiro de 2008, o então Papa Bento XVI, fez questão de ressaltar que todos os títulos têm a intenção de nos aproximar de Maria e não de nos afastar.

“…de fato, estando totalmente com Deus, esta Mulher está muito próxima de nós e ajuda-nos como mãe e como irmã. Também o lugar único e irrepetível que Maria ocupa na Comunidade dos crentes deriva desta sua vocação fundamental para ser a Mãe do Redentor. Precisamente como tal, Maria é também a Mãe do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. Precisamente porque é Mãe da Igreja, a Virgem é também Mãe de cada um de nós, que somos membros do Corpo místico de Cristo. Da Cruz Jesus confiou a Mãe a cada um dos seus discípulos e, ao mesmo tempo, confiou cada discípulo ao amor da sua Mãe”.

Bento XVI, fala ainda, do trecho do Evangelho de São Lucas 19, 27 “o discípulo a recebeu em sua casa”. A tradução do grego diz “e o discípulo a recebeu na sua realidade, no seu ser”.

“Desta forma, faz parte da sua vida e as duas vidas compenetram-se; e este aceitá-la (εiς tά íδια) na própria vida é o testamento do Senhor. 
Portanto, no momento supremo do cumprimento da missão messiânica, Jesus deixa a cada um dos seus discípulos, como herança preciosa, a sua própria Mãe, a Virgem Maria”.

Imagem de Maria em sépia

Segundo fonte de Vatican.va 

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