criança aflita

O perigo por traz da personagem Momo

Foto/Instagram: Exposição numa galeria de artes no Japão escultura de nome “mulher-pássaro”.

De tempos em tempos na internet “viralizam” conteúdos bobos e outros muito perigosos. Foi o caso da “baleia azul” que levou alguns jovens ao suicídio em 2017. Agora é a vez da Momo, personagem bizarra, que esconde pessoas de má índole.

Momo tem origem numa exposição de artes no Japão. A escultura, de nome “mulher-pássaro” é realmente assustadora e começou a ser divulgada no Instagram, segundo informações do site BBC Brasil.

Ola Momo!

Tomaram a imagem, deram-lhe o nome de Momo e associaram-na a um número desconhecido no Whatsapp. Então, num grupo de Facebook no México, as pessoas eram desafiadas a comunicar-se com este personagem. Quem enviasse mensagem para ela “Helo Momo” passava a sofrer assédio moral e psicológico.

As pessoas que se envolveram disseram que recebiam imagens de violência, eram importunadas com mensagens de madrugada e até recebiam ameaças.

No Brasil, o desafio chegou com as mesmas características. O principal objetivo é intimidar a pessoa e dominá-la pelo medo e, além de extorsão, as pessoas são incitadas a desafios que levam ao suicídio.

Alvos: jovens e crianças

Recentemente no Brasil, uma mãe de Rondônia publicou em sua conta no Facebook um depoimento emocionado, sobre como quase perdeu o seu filho por causa deste jogo.-

Halla Cristina é funcionária pública e disse que, quando se preparava para sua caminhada matinal, percebeu que na sala, seu filho estava tendo um conversa estranha enquanto assistia um vídeo na internet.

“Meu filho estava na sala assistindo a um vídeo que o ensinava como se matar. Meu filho tem 8 anos!”, disse. Aquiles é autista e costuma ver muitos vídeos no Youtube, local onde teve contato com a Momo.

Ela diz que o menino foi assediado pela Momo enquanto assistia um desenho no YouTube. “Esse vídeo invade as redes e ele pode estar assistindo um desenho e aí na hora aparece a Momo. Ela ensina as crianças a se matarem, a fazerem agressões aos pais e a desrespeita-los”.

Logo ela bloqueou o vídeo, tirando o filho daquela situação. Resolveu, então, investigar o histórico de navegação de seu filho nos últimos tempos e percebeu que haviam acessos a vários vídeos da Momo no seu celular e no computador.

Ela admite o erro de não ter monitorado o que seu filho acessava, por estar muito atarefada e faz um alerta aos pais: “Então peço que vocês, pais, acompanhem seus filhos. Eu não acompanhei e quase perdi ele hoje”, desabafou. “Como ele é uma criança autista e tem uma ‘ideia’ muito além de outras crianças, ele começa a fazer coisas químicas, mexe com fogo e faca. Em cinco minutos que eu estava na sala ouvi o vídeo ensinando ele a se matar”, disse ela.

“Vejo mães reclamando que o índice de aprendizado diminui e diz não saberem o porquê”, conta Halla. “Mas é que a gente deixa o celular na mão deles achando que o celular vai minimizar a inquietação e não, é um erro. Estou aqui para dizer que errei”, lamenta.

Os pais têm prioridade na educação dos filhos. Não se pode deixar eles terem acesso a tudo, pois, o material midiático tem grande influência em suas mentes. Fica o alerta.

Com informações de:

Sempre Família
BBC Brasil

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