Foto de Rhuan

E se o menino Rhuan fosse um cachorro?

Foto de Rhuan
Rhuan teve seu grito silenciado pela injustiça e maldade.

O martírio do menino Rhuan não deve ser esquecido, pois imagine quantos “Rhuans” estão sofrendo calados em algum canto deste imenso país, sem ninguém para escutar seu grito.

A banalidade

Dia após dia as informações chegam até nós por diversos meios; nas timelines, nas mensagens do WhatsApp, pelos telejornais, na padaria da esquina.

A maioria dos assuntos nem são tão úteis assim, mas fazemos questão de consumi-los como se fossem essenciais. Coisas passam e a vida segue e pergunto: você conhece o caso do menino Rhuan?

Na madrugada de 1 de junho o corpo do garoto Rhuan, de 9 anos, foi encontrado pela polícia. O estado do corpo e a forma como foi morto chocaram ainda mais. Ele foi esquartejado e os pedaços colocados em mochilas escolares. Os autores do crime: a própria mãe e companheira dela.

Terminada a perícia os detalhes do bárbaro crime deixam qualquer roteiro de filme de terror para trás.

Enquanto dormia o menino foi esfaqueado pela mãe e decapitado ainda vivo. Depois, tentaram queimar sua carne e triturar seus ossos. Sem sucesso, colocaram as partes dentro das mochilas e jogaram num bueiro.

A humanização dos animais

Chocante? Pois é, este talvez seja o crime mais hediondo cometido no Brasil até hoje, mas por que não ganhou notoriedade, destaque nos grandes jornais, hashtags com os dizeres #somostodosRhuan?

Antes de entender vamos recordar outro caso; o do cãozinho do Carrefour. A imagem do segurança tirando a cadelinha se repetia diversas vezes em todos os lugares. Para os comentários nas redes sociais não faltavam adjetivos; “monstro“, “esse homem não é um ser humano“, “por isso prefiro os animais“, e por aí vai.

ONGs e pessoas comuns foram protestar na porta do hipermercado, políticos e celebridades se compadeceram. Várias iniciativas nasceram da comoção pela sua morte, como por exemplo a inauguração de um hospital veterinário com o seu nome e até uma marca de cerveja artesanal.

A animalização do ser humano

Ah, Rhuan se você fosse um animalzinho, talvez tivesse ganhado uma fundação com o seu nome e que combatesse o abuso contra crianças, mas não foi assim…

É claro, a violência aos animais deve nos indignar, mas e as proporções? A vida humana vale menos do que a de um cãozinho?

Se nos aprofundarmos nos detalhes da história de Rhuan e fizermos um esforço de nos colocar em seu lugar, rapidamente a dor e a revolta crescem no coração.

Ele foi separado da família paterna aos cinco anos de idade, logo depois da separação dos pais. Sua mãe Rosana Auri, o havia sequestrado e o levado ao Distrito Federal com sua companheira Kacyla Santiago. Havia outra criança, uma filha de criação um ano mais nova que Rhuan.

As duas crianças sofreram de maneira indescritível nas mãos destas mulheres.

Segundo o depoimento da menina ao conselho tutelar, as mulheres obrigavam os dois irmãos a terem relação sexual.

Além disso, a perícia descobriu que o menino tinha sido mutilado; sua própria mãe tirou o seu pênis pois, segundo ela, o garoto queria ser menina.

O sofrimento humano não toca mais!

Charge de Jesus acolhendo Rhuan
Charge de Jesus acolhendo Rhuan.

Poucas pessoas ao saberem disto se indignaram de fato, personalidades como o ator Carlos Vereza chamou de “massacre” o que aconteceu com Rhuan e culpou a ideologia de gênero pelo contexto violento do crime.

Já o jornalista Alexandre Garcia ressaltou o silêncio dos meios de comunicação: “Não se fala mais do maior crime que eu já vi, que foi o assassinato do menino Rhuan! Por muito tempo falou-se dos Nardoni e todos os outros casos. Mas agora, não sei por que, houve um boicote a esse fato”.

Por que será? O menino não tem importância? O crime é corriqueiro? Como bem recordou Alexandre Garcia, outros assassinatos até hoje têm repercussão e este por que fingem quem nunca aconteceu?

Será que não entrou em cena uma certa proteção pelo fato de o assassinato ter sido praticado por um casal de lésbicas? Sim, o silêncio de uma parte que quer pintar a comunidade LGBTQ+ como uma minoria vítima e oprimida? É só uma pergunta.

O fato é; a maldade bate à porta de todos os corações independentemente de cor, classe social ou opção sexual e a justiça é para todos.

O martírio do menino Rhuan não deve ser esquecido, pois imagine quantos “Rhuans” estão sofrendo calados em algum canto deste imenso país, sem ninguém para escutar seu grito.

O você o que vai fazer para não esquecer? Rezemos pela alma do pequeno e para que a justiça Divina alcance também as mentes daqueles que têm o poder para barrar a violência.

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