Vaticano se posiciona com relação a ideologia de gênero

Igreja se pronuncia oficialmente sobre a ideologia de gênero e a educação.

Em defesa do ser humano

O texto foi publicado no dia 10 de junho e dá as diretrizes para as questões de gênero dentro da educação nas instituições de ensino católicas.

Segundo o Cardeal Giuseppe Versaldi o documento pretende desfazer a confusão entre os estudos de gênero, que buscam aprofundar o conhecimento entre o masculino e o feminino, da ideologia de gênero que quer se impor como pensamento único na educação fundamental do ser humano.

A ideia é propor a visão da antropologia cristã para as bases da educação nos institutos religiosos. Para isso o documento propõe três passos: ouvir, analisar e propor.

No parágrafo 6 o documento faz questão de abrir o diálogo a partir destes três passos com as pessoas que estudam as questões concernentes ao gênero e que buscam aprofundar o modo de viver em sociedade nas relações homem e mulher.

O contrário não acontece com aqueles que querem impor uma ideologia fechada à complementaridade excluindo o encontro.

Segue uma síntese feita pelo site O Catequista:

OUVIR

Um breve histórico demonstra como uma legítima preocupação pelo reconhecimento da igualdade de homens e mulheres em dignidade acabou sendo manipulada ideologicamente para construir uma identidade totalmente individualista e desvinculada da verdadeira humanidade.

“Esta ideologia induz a projetos educativos e a orientações legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferença biológica entre masculino e feminino.

A identidade humana é entregue a uma opção individualista, mutável com o tempo, expressão do modo de pensar e agir, hoje difundido, que confunde «a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir»”. (22)

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ANALISAR

Essa seção considera, à luz da razão, os motivos pelos quais a “ideologia de gênero” deve ser entendida como um erro que vem tentando se impor como resposta (evidentemente errada) a uma demanda justa da sociedade por igual dignidade entre sexos e respeito aos indivíduos.

Aqui o documento fala da impossibilidade de um terceiro “gênero” do ponto de vista médico/biológico, aponta a importância da alteridade sexual para construção de identidade do indivíduo e lembra que a complementariedade fisiológica entre homens e mulheres é a única condição que torna viável a procriação.

O texto é claro ao enfatizar que, embora se possa lançar mão de recursos técnicos para permitir a geração de filhos entre pessoas do mesmo sexo, tal conduta não condiz com a dignidade que se deve dar à reprodução humana.

“(…) o uso das tecnologias não equivale à concepção natural, na medida que comporta manipulação de embriões humanos, fragmentação da parentalidade, instrumentalização e/ou mercantilização do corpo humano, sem esquecer a redução da criança a um objeto de uma tecnologia científica”. (24)

PROPOR

Feita a identificação dos problemas relacionados à “ideologia de gênero”, o documento propõe que a educação católica retome a Antropologia Cristã como base para a estruturação do percurso educativo.

“(…) sem uma clarificação convincente da antropologia sobre a qual se funda o significado da sexualidade e da afetividade não é possível estruturar de modo correto um percurso educativo coerente com a natureza do homem como pessoa, com o fim de orientá-lo para a plenitude da sua identidade sexual no contexto da vocação ao dom de si.

E o primeiro passo desta clarificação antropológica consiste no reconhecimento que « também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece ». (…)” (30)

O documento coloca a família como “o lugar natural no qual a comunhão entre homens e mulheres encontra plena atuação” (36) e, portanto, deve ser o grande ponto de referência para a educação.

É pedido que as escolas católicas, atuando com as famílias, tornem-se verdadeiras comunidades educativas.

Aos educadores católicos, o documento pede que mesmo atuando em escolas não católicas, devem dar “testemunho da verdade sobre a pessoa humana e estar a serviço da sua promoção” (40).

O documento finaliza reconhecendo a existência de um grande desafio: o de acolher respeitosamente as diferentes inclinações existentes hoje em dia, abrindo um diálogo franco e sincero, mas propondo a única via que de fato responde às verdadeiras exigências humanas.

A proposta cristã supera qualquer tentativa ideológica de responder ao homem. Aos educadores católicos, pede-se caridade e testemunho.

“Para além de qualquer reducionismo ideológico ou relativismo homologante, as educadoras e os educadores católicos – na correspondência à identidade recebida da inspiração evangélica – são chamados a transformar positivamente os desafios atuais em oportunidades, percorrendo os caminhos do acolhimento, da razão e da proposta cristã, e também testemunhando com as modalidades da própria presença a coerência entre as palavras e a vida.” (54)

O documento é lúcido e riquíssimo! Se você trabalha com educação ou se interessa pelo tema, leia o texto completo em português clicando aqui.

Segundo Fonte de O Catequista

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