bebê vestido de Clark Kent e Superman

Qual é o super herói da minha geração?

Um canal do Youtube chamado Hablando em Cristiano (literalmente Falando em Cristão). Nele vários padres usam de elementos da cultura pop para anunciar o Evangelho, com analogias e parábolas.

O problema das gerações

Num vídeo intitulado “Qual é o super herói da minha geração” Padre Xavier Gutierrez, L.C. (legionário) faz uma comparação entre super heróis e um problema levantado no Sínodo dos Jovens; a brecha geracional.

A brecha geracional é o vazio que existe entre um geração e outra, entre pai e filhos, netos e avós que causa grandes conflitos e desconexão entre as gerações; não se aproveita o que a anterior tinha de bom, simplesmente a descarta.

Ele faz ressalta a desconexão entre os baby boomers (1940-1960), a geração x (1960-1970) e os millenials (1990 em diante).

“Eu creio que se queremos superar esta brecha temos que ler muitíssimos comics”, começa.

“Minha tese é a seguinte: Superman é um babyboomer, Batman é um x generetion e Spiderman é um millenial. Vamos descrever as diferenças”.

Superman

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Clark Kent agindo como Superman.

Claro que ao longo dos seus 80 anos de existência o Superman teve vários rostos e roupas, o importante é saber que Clark Kent é um homem de valores, guiado por um altruísmo natural.

Ele tem um certo ar de onipotência, divindade. Talvez por isso o querem matar em todos os filmes; quase para dizer “Deus está morto”.

Portanto, não importa quantas vezes o matem; sua virtude, seu patriotismo e sua moral inflexível, o permite de ser o ícone dos baby boomers.

Estes nasceram no fim e pós II Guerra e foram criados com mais disciplina e rigidez valorizando virtudes como lealdade e compromisso.

Batman

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De dia ele é Bruce Wayne.

Este super herói está a todo momento à procura do seu lugar.

Na década de 60, no seriado de TV que projetou o personagem, ele tinha um uniforme bem peculiar (com um cinto em cima do estômago), uma pitada de humor que não fazia parte do projeto original.

Batman porém, representa a geração x, pessoas que nasceram depois de duas Guerras Mundiais, no meio de uma Guerra Fria, com a construção do Muro de Berlim.

Tudo isso nos indica que o mundo não é mais Metrópolis, mas Gotham; uma cidade escura, violenta; esse é o mundo da Geração X, chamada também de “a geração do desencanto”.

Não serviam mais semideuses vestidos de bandeira, agora só precisamos de um homem que esteja disposto a combater o mal à partir das sombras e usando todos os meios para proteger os inocentes, o que significa também, sujar suas mãos de sangue.

Spider-man

Peter Parker como Spider-man
Um autêntico millenial.

Ele é um millenial; já não estamos na utópica Metrópolis e nem na distópica cidade de Gotham, estamos em Nova York.

Ele não é rico e nem poderoso. Peter Parker é um eterno adolescente que recebe uma vocação, e este será o seu drama – “Todo grande poder traz uma grande responsabilidade” – disse certa vez seu tio Ben Parker.

Spiderman luta para encontrar um lugar no mundo sem perder sua identidade.

Ele é um nerd e não esconde isso. Os millenials cresceram vendo como os nerds dominaram o mundo hoje (Steve Jobs, Mark Zuckenberg, Bill Gates, etc.) e por isso é um super herói mais social, eloquente.

Não é estranho, portanto, que ele antes de combater seu adversário use de ironias e persuasão. Superman lança raios laser. Peter não; ele analisa como se estivesse numa partida de xadrez.

Spiderman tem um jeito mais diplomático, globalizado. Além do mais, é um fotógrafo mal pago e o inventor da selfie. Existe algo mais millenial que isto?

Deadpool

deadpool
Deadpool, o anti-herói.

Este é um personagem consciente de estar num comic; é quase imortal, então, não se preocupa em fazer grandes planos ou estratégias. Fala muito, mas nem tanto, pois não interessa entrar na zona do adversário. É um anti-herói que vai contra a tradição.

É irônico, sínico, irreverente, sexualista e profundamente pós-moderno. Ele vive num comic e combate o mal com piadas e memes.

Visão cristã

Esta explicação obviamente é uma paródia a respeito de todos os moldes que tentam colocar a humanidade. Colocar as pessoas em caixas facilita na hora de dirigir uma mensagem, manipular e vender coisas.

Toda a paródia transmite uma verdade. Neste caso, sim, existe uma brecha geracional. Cada geração guarda uma parte do tesouro que nos fazem verdadeiramente humanos e também problemas que cada um toma como se fosse o todo.

A solução cristã para o problema geracional não consiste em olharmos uns aos outros para nos comparar e ver quem fez errado e quem está certo. A solução está em fazer com que todos olhem na mesma direção.

Todas as gerações se encontrarão quando deixarem de olhar para um ponto e passarem a olhar para cima.

Falando em cristanês “Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. (Jo 12, 32)

Com informações de Hablando Cristiano

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