Jovens ajoelhadas oram

Novas descobertas sobre o impacto da oração no cérebro

Jovens ajoelhadas oram
Na adolescencia e vida adulta os estímulos para a oração ficam enfraquecidos.

A revista italiana Wellbeing, Saúde com Alma, publicou um artigo científico mostrando os efeitos psicofísicos da fé. O autor é o jornalista científico Piero Bianucci.

O Baú das Lembranças

A revista italiana Wellbeing, Saúde com Alma, publicou um artigo cientfico mostrando os efeitos psicofísicos da fé. O autor é o jornalista científico Piero Bianucci.

O jornalista baseou-se no livro Psicoterapia de Deus (Psychothérapie de Dieu , em francês) escrito pelo psiquiatra francês Boris Cyrulnik, que mostra que, através de exames de ressonância magnética, que a oração e experiências emocionais relacionadas à fé ativam os lobos pré-frontais, estes estão conectados ao sistema límbico – responsável pelas memórias e emoções fortes (altamente estimuladas na infância).

Leia mais: A Oração e o Silêncio

Os estudos mostram que tais experiências religiosas criam um ambiente estruturado e deixam uma marca biológica em nosso cérebro. Uma vez ali armazenadas são acessados todos os sentimentos de êxtase e transcendência adquiridos na infância.

Esta área é como um baú pronto para ser aberto; podemos acessá-los quando quisermos. Sabe quando abrimos este baú? Quando recitamos por exemplo uma oração que costumávamos fazer com nossos pais antes do dormir, ou recitávamos o rosário com a avó.

Quando a adolescência e a vida adulta chegam este acesso é esquecido, porém estão lá e não morrem. Estas memórias ficam impressas nesta região e um dia, quando o filho pródigo voltar, irão reaparecer com o mesmo vigor.

Agora aquela famosa música do Padre Zezinho ganha ainda mais sentido:

“Eu era pequeno, nem me lembro
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava apressado
Mas rezava como alguém que ama“. (Maria da Minha Infância)

A Liturgia

E por falar em cantar, a música também desempenha um papel importante neste processo. Esta pesquisa também descobriu que ao cantar um hino (canto religioso) o cérebro entende que a pessoa não está sozinha.

Outros rituais também colaboram: os objetos sagrados, os gestos que exprimem a fé o estar com irmãos tira a ansiedade e o sentimento de solidão.

A Santa Missa neste sentido é o ápice desta manifestação. Nela há momentos de silêncio, gestos, cantos em coro e a alegria de estar entre irmãos vai curando os corações.

Também o Rosário tem um lugar especial, pois não é uma mera repetição, dando ao longo do tempo grandes frutos na mente de quem mantem esta devoção.

Vida Plena

Outra notícia que surpreendeu o pesquisador vem da clausura. Ele constatou que essas pessoas, longe de estarem tristes por estarem à margem da sociedade, transbordam alegria.

“Um grupo de pesquisadores ficou surpreso quando descobriu que a expectativa de vida das freiras é particularmente alta, enquanto a taxa de ocorrência da doença de Alzheimer é muito baixo.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que é o ambiente do convento, estruturado na fé e nos rituais, que favorece um maior tempo de vida e que mantém o cérebro das irmãs funcionando de maneira eficiente” – disse o jornalista Piero Bianucc.

Os nossos irmãos enclausurados nos dão as pistas para uma vida realmente plena neste mundo. Verdadeiramente neles se cumpre a Palavra: “Os que confiam no Senhor renovam as suas forças...”(Sl 125)

Com informações de Aleteia/Inglês

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