Por que não consigo definir a vocação? Saiba os erros mais comuns nesta hora

Erros e armadilhas que o jovem pode encontrar no caminho de discernimento vocacional que podem atrapalhar e muito a vida.

Experiência com vocacional

Sobre o assunto vocacional vamos ouvir as dicas de Padre Amadeo Cencini. Ele é italiano, tem 69 anos e é religioso canossiano. Mestre em Ciências da Educação e doutor em Psicologia, professor de pastoral vocacional e formação para o discernimento na Universidade Salesiana de Roma e consultor da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica desde 1995.

Então, ele deve saber o que fala!

Numa entrevista concedida ao site Sempre Família foi questionado acerca de diversos aspectos da escolha vocacional e erros mais comuns.

Ao reponder à pergunta  se a escolha vocacional pode acontecer antes do encontro com Cristo ele foi enfático: a verdadeira resposta a vocação pressupõe o encontro com Cristo.

A vocação geralmente é despertada quando o jovem se depara com situações dramáticas e sofridas que o provocam a dar uma resposta. A vocação se torna uma possibilidade de fazer alguma coisa. Todavia no meio do caminho pode ser que a pessoa erre na sua escolha.

Por isso é importante seguir alguns passos para fazer um caminho vocacional saudável.

Caminho formativo

Jovem olha para o horizonte
O discernimento vocacional nunca é feito sem o acompanhamento de alguém.

Muitas escolhas que fazemos ao longo da vida são influenciadas pelo contexto atual: o que sabemos sobre nós, sobre o mundo a nossa volta, sobre a fé e as pessoas. Algumas se perpetuam e outras não.

Não é diferente com a escolha da vocação, por isso é necessário entender o caminho vocacional como um tempo formativo.  Os responsáveis por este setor nas congregações e comunidades devem colocar os jovens em condições para discernir o próprio caminho, sem influências de terceiros.

Ninguém pode dizer “sua vocação é esta ou aquela”, a resposta virá da própria pessoa no tempo certo.

Leia mais: Como fazer um bom caminho vocacional

Não ignorar o seu mundo interior

Se você está no caminho de discernimento vocacional, nunca, nunca, nunca ignore o que se passa dentro de você. Não é só porque o celibato, ou matrimônio te atrai que o caminho seja este. Sempre questione seus sentimentos, mesmo os positivos.

Coloque-os de maneira simples para a pessoa que te orienta, pois na Igreja nada se faz sozinho.

O Canto da Sereia 

O Padre Cenccini chama o celibato de “canto da sereia”, pois quando o jovem começa a descobrir a beleza da Igreja, a vida dos santos e místicos se sente fortemente atraído. Tudo parece seguro e perfeito se confrontado com um mundo cheio de incertezas e inseguranças.

O adolescente, principalmente tem necessidade de saber exatamente para onde vai e aqueles que têm certa insegurança com relação à sua sexualidade pode ver no celibato uma maneira de não enfrentar o problema.

Esta geração está acostumada com relações virtuais sem muito contato físico e pode obter uma gratificação sem comprometimento. Por isso, não acham que o celibato será um problema. “Eu costumo dizer aos jovens religiosos: se você me disser que o celibato não lhe cria problemas, é porque você é o problema” – conclui o padre, quando vê jovens religiosos despreocupados sobre este aspecto.

O sofrimento faz parte

É necessário distinguir o sofrimento causado por uma determinada situação daquele que é fruto do nosso comportamento. Quando um evangelizador sofre porque determinado grupo não acolheu a Palavra, aquilo se torna uma cruz e motivo de aprendizado.

Por outro lado, se parte deste sofrimento for por causa da vaidade e da vergonha de ter fracassado e não ter tido sucesso este sofrer “não é autêntico e nem redentor. Não é bom que eu sofra por isso“.

O Síndrome do Discernimento Perpétuo

Esta contribuição foi dada pelo Padre Paulo Ricardo e é muito simples de se entender. Quem sofre desta “síndrome”, nunca decide para onde quer ir esperando uma espécie de “revelação divina”.

Tudo bem que cada um tem o seu tempo, porém se a pessoa anda de retiro em retiro e nunca consegue decidir entre A e B, porque não sente que é a vontade de Deus, ela pode estar caindo no pecado da presunção.

Deus não é obrigado a elaborar um plano de vida para cada um e apresentar de forma milagrosa em forma de revelação!

Então, qual a vontade de Deus para mim?” A reposta foi dada por Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento” e “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 34-40).

Você que sabe que está com esta “doença”, basta amar e todo o caminho à sua frente de iluminará, tenha certeza disso. Confie e no final dirá como São João Paulo II “O amor me explicou tudo”.

Sempre Família

Padre Paulo Ricardo

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