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Quaresma e a Misericórdia

A Quaresma é um tempo em que o Senhor nos convida à conversão, a rasgarmos nossos corações e voltarmos para Ele.

A Igreja nos instrui a viver no tempo da quaresma as práticas do Jejum, da Esmola e da Oração como caminhos que nos conduzem ao Senhor.

O tempo quaresmal é um tempo muito especial na Igreja, não é um tempo de sofrimento, mas um tempo de misericórdia, sim, um tempo aonde o Senhor volta de forma especial Seu olhar para nós, filhos pródigos, e coloca uma sandália em nossos pés, um anel em nosso dedo e nos convida a entrar na casa e festejar com Ele a Sua Páscoa.

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Mas, para festejar com Ele, para ressuscitar com Ele, precisamos primeiro passar pelo deserto e deixar-nos ser guiados e amados, precisamos nos reconciliar com Aquele que morreu por cada um de nós.

Esse é o verdadeiro convite da quaresma: arrependidos de todos os nossos pecados, de dissiparmos toda nossa herança, voltarmos à Casa do Pai que é infinitamente misericordioso, através do Sacramento da Reconciliação: a confissão!

Quando confessamos nossos pecados com um profundo e sincero arrependimento, Deus nos tira da “mansão dos mortos” e passamos da morte do pecado para a vida e o banquete do Ressuscitado.

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Nesse instante Deus nos reveste com Sua túnica, nos dá uma nova vida por Seu infinito amor, e nos diz: “este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado” (Lc 15, 24).

O Senhor que nos mostrou o tamanho de Sua misericórdia, nos convida a sentar à mesa, a tomarmos o nosso lugar de filhos e a partir daí vivermos dignamente como herdeiros do Reino dos Céus.

A misericórdia de Deus está sempre presente em nossa vida, mas, em especial, o tempo da quaresma nos mostra de maneira mais clara o tamanho do amor de Deus por nós.

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Quando somos convidados a aprofundar nossa oração, nossas obras de caridade e a praticarmos penitência, vemos que o nosso sofrimento não se compara ao sofrimento de Cristo por nós, que nossa oração é ainda muito dispersa e que quando nos colocamos em oração para falar com Deus, Ele já estava lá esperando há muito tempo ansioso para falar conosco.

Percebemos que nossa caridade é ainda muito fraca e muitas vezes deixamos que o Senhor passe por nós e não O alimentamos, cobrimos, ou visitamos, mas que mesmo assim Ele continua nos amando e perdoando a cada instante.

Vocês já viram o sorriso de uma criança quando ganha um novo presente? A alegria estampada no rosto? Essa deveria ser a nossa expressão ao sairmos da confissão, pois nesse momento, recebemos o maior dos presentes: a misericórdia do Deus Todo-Poderoso, uma misericórdia que não merecemos, um amor que não retribuímos, uma graça que vem exclusivamente dEle.

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Talvez nessa quaresma devemos nos alegrar mais como as crianças que receberam um novo presente, nos alegrar com a misericórdia de Deus que nos alcançou, buscar o sacramento da reconciliação, procurar viver as obras de misericórdia e um contato íntimo com Deus.

Que nesses 40 dias possamos viver com profundidade o chamado ao arrependimento e à conversão que Deus nos faz, para que no domingo de Páscoa possamos festejar com o Pai a alegria da salvação e da misericórdia.

Vamos, então, correr ao encontro do Pai para o abraço e o beijo festivo do amor reconciliador!

Boa quaresma!

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