São Francisco de Assis além da ecologia

Gravura de São Francisco ao fundo Rosto de Cristo

Ah, São Francisco, pequeno grande santo que faz até hoje tanto “barulho” por suas ações e santidade inegáveis, no que te transformaram?

A figura deste grande santo foi se transformando de uma tal forma que hoje quando se pensa nele, logo vem à mente um rapaz com passarinhos ao seu redor abraçando árvores e pregando a paz e o amor.

Quase um hippie dos anos 70, com exceção da vida promíscua (antes de sua conversão talvez…).

O que é importante lembrar do Pobre de Assis?

Toda vez que a Igreja reconhece a santidade de alguém ela quer apontar para uma via, uma forma de se viver Cristo e de ser cristão. Quando ela investiga suas ações, observa o que escreveu ou o que as pessoas testemunharam sobre a vida, ela leva em conta os frutos; o que aquele santo irradiou naquele lugar?

Sobre São Francisco se sabe muitas coisas, pois as fontes foram bem conservadas pelos seus confrades que beberam de sua experiência até o último momento.

Um jovem bem de vida

Jovem de família abastada, cresceu em meio às vaidades que o dinheiro podia lhe oferecer. Tinha por característica ser muito vaidoso e extremamente impetuoso; aquilo que despertasse o seu desejo ele queria possuir.

Era um boêmio, dava festas nas tabernas para seus amigos, regadas à música, danças, comida em fartura, bebedeiras e sexo. Pois é, nosso amigo poderia muito bem ser o personagem de uma das músicas de qualquer forrozeiro atual.

Ele cultivava um desejo de realização pessoal muito comum para os jovens da época: se tornar um cavaleiro e partir para as cruzadas, tornando-se um herói e conquistando prestígio. Sua primeira batalha não foi, porém, na Terra Santa, mas nas disputas territoriais com uma cidade vizinha, Perugia.

A conversão

Francisco tinha aproximadamente 18 anos. Durante a batalha, seu grupo foi capturado e mantido em cativeiro como despojo de guerra, pois eram jovens nobres.

Este período em prisão mexeu sobremaneira com a mente Francisco; seu físico também se debilitou fazendo com que o jovem percebesse a fugacidade da vida e o quanto aquilo que o moveu foi inútil. Ali no fracasso em realizar seus sonhos mundanos, encontrou a Deus.

Quando por fim foi liberto já não era o mesmo Francisco, o rei da noite. Ele estava mais calado e compenetrado, percebendo que trabalhar para o seu pai não satisfazia mais.

Mergulhava nas leituras do Evangelho e com a mesma impetuosidade com que perseguia seus sonhos, desejou viver concretamente cada palavra de Cristo.

Quando percebeu que a Palavra de Deus lhe pedia para ajudar os pobres, começou a tirar parte do dinheiro dos lucros de seu pai (comerciante de tecidos finos) para a esmola e a compra de comida para os miseráveis da cidade. Além disso, também levava tecidos para cobrir aqueles não tinham roupas.

Totalmente entregue a Deus

Ao descobrir isso, o pai de Francisco se enfureceu e o puniu severamente com uma surra.

Francisco entendeu que não havia lugar para ele em sua própria casa e partiu a viver com os pobres; andava com roupas maltrapilhas e pedia esmolas de porta em porta.

Seu pai não aguentando a vergonha, recorreu ao bispo para julgar a causa e fazer com que o filho devolvesse tudo o que foi dado aos pobres. Então, a famosa cena acontece: lentamente, peça por peça, o pobrezinho vai tirando suas roupas até ficar completamente nu diante de centenas de pessoas, dobrando e entregando ao seu pai.

O bispo vendo a cena, o cobre com sua capa e se compadece daquele pequeno apaixonado por Deus.

A verdadeira fama

Daí para frente, Francisco se torna realmente famoso, não por sua pompa ou dinheiro, mas pela vivencia radical da Palavra de Deus. Jovens de toda Itália e Europa são atraídos por seu testemunho e querem viver como ele.

Ele era um homem extremamente penitente e entregue à oração, realizava dois grandes períodos de jejum total por ano, onde se isolava numa gruta no meu das montanhas (Quaresma e Quarentena de São Miguel).

Num desses períodos ele recebeu nas mãos, costela e pés, as marcas de Jesus Crucificado, os santos estigmas. Com o passar do tempo, seu corpo não foi suportando as duras provas que Francisco o submetia.

Primeiro adoeceu gravemente nos olhos até ficar cego. Com o passar do tempo, foi ficando mais e mais debilitado até que no dia 3 de outubro de 1226 morre aos 42 anos.

Seus feitos? Muitos. Sim, ele pregou para as andorinhas, tornou-se amigo de um lobo feroz, dormia sob o céu estrelado e chamava cada elemento da natureza de irmão e irmã. Mas, por que ele o fazia?

Porque percebeu que era filho e por sua escolha de pobreza radical, não tinha nada mais do que o Pai do Céu e tudo o que Ele havia criado. Francisco adorava acima de tudo a Deus e obedecia única e exclusivamente sua Voz.

Ele nos ajuda a amar não somente a criação, mas a amar o Criador acima de tudo.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

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