São Camilo de Lellis e a Vocação ao Cuidado dos Enfermos.

“Assistam aos enfermos com carinho de uma mãe para com seu único filho doente” (São Camilo de Lellis).

Quem foi São Camilo Lellis

São Camilo Lellis
São Camilo Lellis

São Camilo de Lellis foi um religioso italiano, ele é o padroeiro dos enfermos e dos hospitais. São Camilo teve uma úlcera no pé, que o acompanhou desde os 17 anos até o dia de sua morte, quando foi, milagrosamente, curada.

Buscando tratar essa ferida, São Camilo começou a trabalhar como auxiliar de enfermagem, e começou a ter contato com os doentes, e encontrar neles a sua missão.

São Camilo observou que os pobres doentes sofriam muito e precisavam de ajuda, por isso, começou a procurar pessoas que aceitassem socorrer os pobres e doentes e assim fundou a congregação São Camilo.

Foi muito atuante em Roma, no período da Peste, andando de casa em casa, socorrendo os enfermos e levando-os ao hospital.

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Inspiração para a Aliança

São Camilo de Lellis foi um exemplo de vida dedicada aos doentes, e é uma grande inspiração para a Aliança de Misericórdia que realiza diversas evangelizações com os doentes.

Hoje, a Aliança de Misericórdia trabalha a evangelização com os doentes em duas frentes: nos Hospitais, onde busca levar o amor de Cristo e um pouco de conforto e alegria aos doentes. Constantemente, os membros da Aliança vão em diversos hospitais pelo Brasil para evangelizar, sejam hospitais católicos, públicos, psiquiátricos, centros de tratamento de hanseníase, entre outros.

Além desse trabalho, dentro do Carisma, trazendo o arco-íris como símbolo dessa aliança de misericórdia que Deus faz conosco, a cor roxa é exclusivamente para os irmãos enfermos que desejam oferecer a Deus suas dores e sofrimentos. São as Vítimas da Misericórdia, que fazem o vínculo com no Movimento e recebem acompanhamento espiritual para a caminhada.

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Profissão e Missão

Ligados ao nosso Carisma, existem muitos membros que atuam na área da saúde. Desde missionários de vida, que são médicos e enfermeiros, a amigos e missionários de aliança, que compreendem ter sua profissão como uma missão de vida.

Dra. Claudia Vieira Ramos - Anestesiologista e Especialista em Dor
Dra. Claudia Vieira Ramos – Anestesiologista e Especialista em Dor

A doutora Cláudia, médica que participa do Movimento no Rio de Janeiro, testemunhou algumas experiências:

“Até hoje, eu me surpreendo com a cara de espanto que as pessoas fazem quando eu digo que sou, não só católica, mas que eu vivo a fé. Isso, porque a diferença entre essas realidades é muito grande, né?!

A partir do momento que a gente entende que: primeiro, Deus existe; Segundo, Ele caminha em nossa história e; Terceiro, nem tudo é coincidência, que tudo é, de fato providência (porque Deus não manda dor, mas através da dor Ele pode renovar todas as coisas e fazer todas as pessoas novas), então, a gente começa a ver um sentido maior em tudo que acontece. E é assim que eu procuro viver a medicina. Eu me deixo surpreender por Deus e, todo dia, Ele me surpreende na fé dos meus pacientes. Eventualmente, na falta de fé de alguns.

 

Outro dia, fiz anestesia em um paciente. Ele está internado há meses, e eu já fiz várias anestesias nele. Ele é diabético, tem pouco mais de 40 anos e acabou tendo que amputar uma perna. Além disso, ele teve dois infartos e tem várias feridas no corpo. É impressionante o fato dele estar vivo. Outro dia, sua esposa disse que ele teve um sonho com Jesus. À maneira entregue como ele está aceitando tudo, ele entende que é um projeto de Deus para sua vida. Eu disse: ‘ele precisa consagrar essas feridas, para unir essa dor a dor de Deus, unir o seu sofrimento ao sofrimento de Jesus na Cruz’. E ele entende isso perfeitamente. À maneira que ele se porta, eu vejo um santo deitado na cama, tendo uma força que eu, certamente, não teria.

 

Outra experiência, foi a anestesia numa paciente que precisaria ficar acordada, com uma sedação muito leve. Eu expliquei como ia ser a cirurgia, e falei que estaria do lado dela o tempo todo. Contei uma experiência pessoal, durante um procedimento de saúde bem delicado, onde eu rezei o terço para conseguir me manter ali. E ela falou: ‘doutora, é isso que eu vou fazer’.

 

Na hora do momento mais tenso da cirurgia eu estava rezando a ‘Ave Maria’. Minha auxiliar, sem eu saber, estava rezando o ‘Pai Nosso’. Quando acabou, eu dei os parabéns à paciente e disse que ela havia se comportado muito bem.

 

Ela falou: ‘doutora, eu vi uns raios de luz prata correndo pela sala’. Eu falei, ‘eram os anjos’. Contei a ela que eu estava rezando na hora da angioplastia, e ela falou: ‘eu também’, e a minha assistente disse: ‘eu também’. Então, não tem coincidência, tem presença. Quando a gente acredita, de verdade, que Deus está, Ele move tudo, tem presença”.

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