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O que torna a mulher tão importante para o mundo?

No dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher. Mas, o que é a mulher?

A mulher é um dom de Deus para a humanidade, foi pelo ventre de uma mulher que a Salvação entrou no mundo.

Mas, o que a mulher tem de diferente do homem?

Pontos a partir da neurociência

A neurociência nos diz que já no cérebro encontramos diferenças entre os homens e as mulheres. Algumas diferenças interessantes são:

  • O cérebro das mulheres é aproximadamente 10% menor que o dos homens, porém, possui maior número de conexões entre as células nervosas;
  • O corpo caloso que faz a comunicação entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo costuma ser mais desenvolvido nas mulheres. Isso leva a uma melhor integração de diferentes estímulos entre os dois lados do cérebro feminino. Geralmente, as mulheres fazem várias tarefas simultâneas como cozinhar, ler, cuidar da casa e dos filhos de forma mais eficiente que os homens;
  • O lobo parietal inferior, área envolvida em atividades matemáticas, é maior no cérebro masculino, por isso, os homens costumam ser melhores em tarefas matemáticas, enquanto as mulheres se saem melhor em atividades verbais;
  • As mulheres são mais emotivas e expressam com mais facilidade seus sentimentos do que os homens, porque o sistema límbico delas é mais desenvolvido do que o deles.

Ou seja, a mulher tem uma tendência maior ao cuidado, à atenção, ao sentimento e à capacidade de fazer diversas tarefas ao mesmo tempo. Já o homem é mais voltado às coisas práticas, ao trabalho manual e ao pensamento analítico.

A feminilidade

Santa Edith Stein falava sobre a grande característica das mulheres: a feminilidade, em seus escritos: A Mulher, e a Espiritualidade da Mulher Cristã.

Para ela, a feminilidade é a chave para compreender a capacidade da mulher de se conectar com Deus através do amor, pois o amor materno se assemelha muito ao amor de Deus.

Segundo Edith Stein, a mulher é chamada a “buscar o caminho que leva de Eva à Maria”.  Cada mulher tem a missão de restaurar a pureza da natureza feminina, assim como Maria que é o maior exemplo.

4 pilares da feminilidade

A feminilidade para a Santa possui 4 grandes pilares, que possuem base da essência do amor, são eles:  A receptividade, a generosidade, a dignidade e a maternidade.

As mulheres possuem em si uma grande capacidade para dar e receber amor, de cuidarem e serem cuidadas, nisso reside as 2 primeiras características típicas da feminilidade.

“A atenção da mulher se centra naturalmente nas pessoas, enquanto a experiência nos mostra que os homens buscam mais a eficácia externa para se concentrarem em ações objetivas”.

Toda mulher possui uma dignidade única, a dignidade de responder a sua vocação de forma completa, sendo mãe de carne ou mãe espiritual, sobre isso Edith Stein disse: “Toda mulher que vive à luz da eternidade pode responder à sua vocação – não importa se é para o matrimônio, para uma comunidade religiosa ou uma profissão”.

Por fim, a Santa afirma em comunhão com toda a Igreja, que uma mulher que se deixa conduzir por Deus vive de forma profunda a sua vocação e expressa com sua vida toda a graça da feminilidade, e assim se une a Deus através do amor.

A capacidade de amar da mulher é natural, assim como a de Deus. Por isso, esse amor gera vida, a vida de crianças, mas também a vida espiritual da Igreja. Por isso, a mulher é essencial no caminho da Igreja e do homem.

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Mulheres que geraram vida na Igreja

Ao longo da história da Igreja foram milhares de mulheres que com sua feminilidade e capacidade únicas geraram vida na Igreja, centenas foram canonizadas, martíres que deram a vida por amor a Cristo, douturas da Igreja que com seus escritos edificaram a nossa fé.

Mães, religiosas, solteiras, que com seu dom particular contribuíram para manter a Esposa de Cristo de pé.

Santa Catarina de Sena tinha tamanha autoridade que exortava o próprio Papa e este a ouvia.

Santa Teresa de Jesus chegou à 7ª morada na vida mística e reformou a Ordem dos Carmelitas.

Santa Perpétua e Felicidade morreram por amor a Cristo.

Santa Joana D’Arc morreu por amor à Igreja e a Cristo.

Santa Teresinha do menino Jesus, com seu coração amável se tornou a padroeira das evangelizações.

Santa Hidelgarda contribuiu para a Igreja Mística e também com a ciência.

Santa Clara e Santa Escolástica fundaram ramos femininos de suas ordens, e demonstraram um profundo amor pelos sacramentos e pela Igreja.

Santa Edith Stain, reconhecida até fora da Igreja como uma grande filósofa, mas que quis perder tudo por amor à Cristo.

Albertina Berkenbrock, Benigna Cardoso e Isabel Cristina, 3 brasileiras que preferiram a morte ao pecado e tantas outras que dedicaram sua vida à fé ou morreram por sua fé.

E, é claro, a Virgem Maria, o maior exemplo de mulher, que com o seu Sim trouxe ao mundo o Salvador.

Essas são algumas mulheres verdadeiramente “empoderadas”, essas são mulheres verdadeiramente femininas que levaram até o fim sua missão de serem mulheres e gerarem vida.

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