Missão com refugiados venezuelanos próximo à fronteira

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas é o Senhor que firma seus passos.” (Pr 16,9)

A Missão Duc In Altum, que em tradução livre significa lançar-se ao largo, está em sua terceira edição e tem como objetivo levar a Palavra de Deus à lugares de difícil acesso e onde os corações estão sedentos de ouvir a Boa Nova do Reino.

Neste ano, o objetivo inicial era chegar até a Venezuela, onde aconteceriam as evangelizações em Ciudad Bolívar. A Aliança mantém uma missão permanente no país desde 2013.

Entretanto, o Senhor por vezes tem caminhos que somente Ele conhece, “O coração do homem planeja o seu caminho, mas é o Senhor que firma seus passos.” (Pr 16,9), e ao chegar na cidade de Pacaraima/RR, especificamente na fronteira entre Brasil e Venezuela, eles se depararam com um bloqueio para entrada no país.

Saiba mais sobre o primeiro dia de missão

Todos os participantes ficaram durante todo o dia aguardando a possibilidade de entrada e enquanto isso aconteceram momentos de oração, intercessão e ainda uma Santa Missa, contando com a presença de alguns venezuelanos. Foi um momento muito rico de oração e entrega ao Senhor.

Seguindo adiante

Nossa missão de evangelização na Venezuela foi bloqueada na fronteira, mas parece que eles podem reabrir a fronteira em poucos dias… Enquanto esperávamos a resposta, oramos, celebramos e jejuamos para abrir as portas dos corações e os portões das fronteiras. Isso repercutiu na mídia. Percebemos mais uma vez que o Espírito faz tudo… aparentemente bloqueado, acabamos dando testemunho da presença da Igreja entre os pobres, entre os que sofrem. Aproveitamos também a oportunidade de evangelizar aqui em Boa Vista, onde milhares de venezuelanos vivem nas ruas da cidade em estado de pobreza. Deus, que sabe tudo, nos leva aonde quer que ele queira. Confiamos nele e em sua oração“. Falou Padre João Henrique, Fundador da Aliança de Misericórdia.

Ao conversar com os militares que faziam a barreira um deles disse “Seguimos ordens, mas também queremos sair daqui!”, é nítido que todos sofrem, que não há dois lados.

Na impossibilidade de entrarem no país, todos voltaram para Boa Vista, Capital de Roraima, para seguirem em Missão. Na cidade há muitos refugiados venezuelanos morando nas ruas e em situação de precariedade extrema.

A Venezuela está aqui

Ontem fomos a um acampamento de refugiados e a situação é muito triste. Só crianças até 13 anos são abrigadas em barracas e comem apenas uma refeição no dia. Muitas famílias, crianças, mães e pais que vieram em busca de melhores condições hoje vivem na miséria aqui, além da prostituição e fome que são realidades muito presentes. Por enquanto vamos dando nosso pouco que é tudo o que temos… A Palavra de Deus ainda é esperança para eles e acalenta o coração em meio a fome de pão”. Relatou em suas redes sociais a missionária Danubia do Menino Jesus.

Atualmente a Missão conta com 33 participantes, entre voluntários, missionários e padres da Aliança. Todos foram acolhidos na cidade de Boa Vista, onde seguem realizando atividades, como momentos de oração, partilhas, Missas, animação e também brincadeiras com as crianças, que estão em número altíssimo.

Ontem no fim da tarde, aconteceu uma Missa celebrada pelos padres Marcelo e Evandro, e a homília foi feita em português e traduzida em espanhol, para que todos os presentes pudessem compreender e viver aquela Palavra, que contou com um lindo momento de oração onde juntos todos clamavam por paz e também perdão.

Tem sido dias de incrível experiência onde muito mais se recebe do que se dá. Todos estão felizes em realizar a Missão onde o Senhor os permitiu, pois como disse o Pe. Evandro “assim como o Espírito Santo bloqueou São Paulo de ir em determinada cidade e ele foi para outra, assim somos nós também“.

Criança venezuelana refugiada

A árvore se reconhece pelos frutos

Que sejamos sempre livres e dóceis à ação do Espírito que nos leva aonde quer. Os frutos são perceptíveis, e já podem ser colhidos, como o sorriso de gratidão desta criança.

Veja que belo testemunho da Maria Clara, que está participando da Missão:

Ontem, por volta das 17h30, este pão foi dado por mim a esta criança e ela chorou quando deu a primeiro mordida. Meu coração muito mais. Do povo venezuelano, tudo lhes foi tirado. A dor física é dolorosa, mas a dor da alma nos machuca muito e dói, profundamente, muito mais!

É necessário ir, com Jesus, de encontro ao sofrimento da alma de cada um destes, para que assim não percam a esperança, não deixem de sonhar e, principalmente, para que nunca se esqueçam que Deus não as desamparam”.

 

 

 

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