China ordena que os Dez Mandamentos sejam substituídos

Igreja na China

China ordena que os 10 mandamentos sejam substituídos por frases de políticos. É mais um absurdo do país que propôs alterar versículos bíblicos para adaptá-los à ideologia vigente.

A Igreja “Oficial”

Os cristãos da China não têm a vida muito fácil; existe a Igreja clandestina e a oficial. Esta última é obrigada a obedecer às normas do partido comunista chinês e não aos bispos e ao Papa.

Recentemente, um acordo entre Vaticano e China foi muito criticado, pois não significava dar mais liberdade aos cristãos, mas que a Igreja reconhecesse os bispos indicados pelo partido comunista.

Por que alterar os 10 mandamentos?

Simplesmente pelo fato de expressarem o ideal do regime comunista que na sua essência quer substituir a religião e o culto à divindade. Os 10 Mandamentos seriam substituídos por frases de Xi Jinping.

Em resumo, os Mandamentos são o código de conduta moral do cristão e substituí-los faz parte do processo “sinização” (tonar chinês) do Cristianismo. As Igrejas que se recusaram a fazê-lo foram fechadas e os nomes dos fiéis colocados na lista negra do Governo.

As sanções do Governo a estas pessoas vai desde a restrição no acesso à educação e até o impedimento de conseguir empregos melhores.

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Sofrem cristãos católicos e evangélicos. Um pastor que não quis se identificar disse que tirar os Dez Mandamentos das Igrejas faz parte do processo de secularização das Igrejas e que inclui tirar as cruzes e colocar bandeiras do partido e inserir câmeras de vigilância nos templos.

Um templo na província de Henan teve que apagar de um cartaz o primeiro Mandamento “Não terás outros deuses além de Mim”, sob a acusação de que este mandamento vai contra a política nacional e contra o líder. Hoje o templo só tem em frente ao púlpito os nove mandamentos.

O que diz os “Novos mandamentos”

Os mandamentos do partido chinês foram tirados de um discurso do líder Xi Jinping de 2015:

– Os principais valores socialistas e a cultura chinesa ajudarão a imergir várias religiões da China;

– Apoie a comunidade religiosa na interpretação de pensamentos, doutrinas e ensinamentos religiosos de uma maneira que esteja de acordo com as necessidades do progresso dos tempos;

 – Resolutamente, proteja-se da infiltração da ideologia ocidental e conscientemente resista à influência do pensamento extremista.

Outras medidas

O Governo também ordenou a retirada das palavras Deus, Cristo e Bíblia de certas histórias usadas na educação infantil de romances clássicos como “Robinson Crosué”.

Os jovens menores de 18 anos são proibidos de se associar a trabalhos comunitários e pastorais.

A venda on-line da Bíblia foi proibida para que se tenha o maior controle de quem as possui.

Existem na China cerca de 9,3 milhões de católicos, sendo 5,7 milhões afiliados à Associação Católica Patriótica Chinesa (CCPA), que é a Igreja oficial do governo.

Os demais fazem parte da Igreja clandestina estritamente ligada e obediente à Roma e seus bispos são aprovados pela Santa Sé.

Segundo Fonte de Life Site News

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