A UNIDADE NO NOME DE JESUS

Nesta terra nada é mais desejável do que estar na Presença de Deus. É ela o nosso repouso, abrigo, força. A unidade em Jesus nos dá isto. Leia mais.

O desejo do nosso coração

“Enquanto conversavam e discutiam entre si…” (Lc 24,15a).

Deus quer estar presente no meio de nós! Sim, entre nós Ele quer estabelecer a Sua morada.

Nesta terra nada é mais desejável do que estar na Presença de Deus. É ela o nosso repouso, abrigo, força, pois precisamos mais dela do que do ar para respirarmos. Com ela, tudo nos vem por acréscimo. Sem essa presença, somos como terra árida e sem água. Sem a presença de Deus nada tem sentido.

Moisés, no livro do Êxodo, capítulo 33, recebeu de Deus a promessa de que iria conquistar a terra prometida e vencer os inimigos, porém, não teria a presença do Senhor, ainda que acompanhado pelo seu anjo.

Ele se recusou determinantemente a partir, até que o próprio Senhor, movido pela súplica de Moisés, prometeu a sua Presença e o Senhor foi com ele. Se esta presença é tão preciosa, não podemos poupar esforços para tê-la viva no meio de nós. Existem de fato algumas “condições” para que o Senhor esteja presente no meio de nós. Em Mt 18, 20 podemos ver as condições essenciais:

Dois ou três

A Palavra não fala de dois ou três santos, mas de qualquer irmão que se coloque em acordo com outro irmão. Mesmo um pecador pode desejar esta unidade “em nome de Jesus”.

Não se trata de buscar a santidade pessoal, mas “a comunhão que” – como dizia Orígenes – “contém e atrai a Presença do Senhor”. É na unidade que o Senhor se manifesta.

Por isso, também, Jesus, após a sua Ressurreição, aparece aos Apóstolos reunidos e Tomé, que estava ausente, acaba não experimentando a sua Presença ao duvidar dela (cf. Jo 20,24ss).

Padre João Henrique: Jesus se revela na comunhão com os irmãos

Estar em acordo

Este “acordo” se dá na contínua busca pela comunhão que exige algumas escolhas concretas. É preciso que a comunhão seja declarada.

Colocarmo-nos em acordo, em uma mesma escolha que expresse o desejo de darmos a vida pelo outro. É preciso continuamente tomarmos a iniciativa nos atos de amor, colocando-nos em sintonia, como as cordas do violão que precisam “ser esticadas” até o ponto certo para que estejam “em acordo”, “no mesmo acorde”, em harmonia.

Isto exige sabermos nos perdoar, recomeçarmos sempre; exige que o amor seja recíproco.

É preciso vencermos a tentação de “nos acomodar” para “acordar-nos”. Não existe nada mais divino do que nos perdoar, recomeçarmos em comunhão. Unidos em nome de Jesus: esta é a última condição e também o segredo da Unidade Divina. Quanto mais nos aproximarmos do

Senhor, mais unidos estaremos entre nós, como os raios que se unem ao sol. Renovemos, então, a escolha de Santa Faustina:

“a partir de hoje não farei mais a minha vontade. A partir de hoje farei a Vontade de Deus em tudo, sempre, custe o que custar…” (Diário de Santa Faustina, p.1264).

Decididamente, façamos como Moisés; não demos nenhum passo sem termos entre nós a Presença viva de Deus que tudo fecunda. Se estiverem de acordo, peçam qualquer coisa!

Pedir qualquer coisa

Neste viver na presença de Jesus, acontece a graça que só Ele pode nos dar. Peçam qualquer coisa, pois lhes será concedido pelo Pai que está no céu. É com muita preocupação e cautela que nos permitimos tocar nesta verdade.

Quando dizemos qualquer coisa, referimo-nos a tudo, sem exclusão de nada. Obviamente, cabe às pessoas procurarem somente o bem e a vontade de Deus, excluindo o pecado.

Na nossa mente podemos, então, pensar em pedir tudo, com a certeza de que seremos atendidos pelo Pai que está no céu. Unamo-nos, em acordo, na oração, pedindo insistentemente ao Pai este dom.

“Em verdade ainda vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhe será concedido por meu Pai que está no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,19-20).

Jesus promete que se Ele estiver no meio de nós, podemos pedir diretamente ao Pai e Ele nos dará o que pedirmos.

Confiança e abandono

Às vezes, pensamos que o Pai só quer nos dar coisas grandes, mas não é assim. Jesus mesmo falou que como o Pai do céu pensa em dar a comida para os passarinhos e vestir os lírios dos campos, Ele cuidará de tudo, sem nenhuma reserva nem limites, para os seus filhos que Ele tanto ama. (cf. Mt 6,26ss)

Por isto, colocando-nos em acordo e fazendo um pacto de amor entre nós, não teremos medo de pedir qualquer coisa, sejam coisas materiais ou espirituais.

Sim, é assim mesmo! Tudo, tudo podemos pedir, sem exceção alguma. O Pai está pronto para nos escutar e realizar nossos pedidos, sendo de sua Vontade. É só experimentarmos para acreditarmos.

Lembremo-nos sempre de que Deus Pai é um Pai bondoso, que quer ver feliz seus filhos que vivem neste mundo de trevas. Então, por que não aproveitarmos?

Pe João Henrique
Fundador da Aliança de Misericórdia

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