Você sabe o que é o Jejum de Daniel? Benefícios para o corpo e alma

Mesa repleta de legumes e hortaliças

Em dezembro de 2018 Chris Pratt, protagonista de “Guardiões da Galáxia”, publicou em seu Instagram que está fazendo o Jejum de Daniel. Claro, isso despertou a curiosidade de muitos dos seus milhões de seguidores.

Não é só uma modinha

“São 21 dias de oração e jejum”, explicou nos stories da rede social. O astro de Hollywood tornou a prática conhecida, mas ela já havia ganhado fama em 2007 com a escritora Susan Gregory.

Ela criou um plano de alimentação baseado nos princípios alimentares da tradição judaica, principalmente para a prática do jejum. É um cardápio muito semelhante ao do vegetariano com algumas exceções.

Nada de pão e vinho

Quem pratica os 21 dias de jejum bebe água e alimentos cultivados como frutas, verduras e legumes. Vinho, pão e peixe ficam de fora.

Os grãos integrais, nozes, castanhas e óleos vegetais saudáveis são benvindos, porém, produtos industrializados, café, energéticos, carne de qualquer animal, ovos, laticínios, açúcar e outras bebidas com álcool não entram.

As regras foram baseadas no Livro de Daniel 1, 8-16:

“Daniel tomou a resolução de não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Pediu ao chefe dos eunucos para deles se abster… Mas Daniel disse ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia confiado o cuidado de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

‘Rogo-te, faze uma experiência de dez dias com teus servos: que só nos sejam dados legumes a comer e água a beber’. 

Depois, então, compararás nossos semblantes com os dos jovens que se alimentam com as iguarias da mesa real, e farás com teus servos segundo o que terás observado”.

O despenseiro concordou com essa proposta e os submeteu à prova durante dez dias. No final desse prazo, averiguou-se que tinham melhor aparência e estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias da mesa real.

Em consequência disso, o despenseiro retirava os alimentos e o vinho que lhes eram destinados e mandava servir-lhes legumes”.

O Jejum de Daniel é saudável?

Bom, para começo de conversa o Jejum de Daniel representa uma cultura. Daniel estava exilado num país que cultuava outros deuses, com costumes que feriam as suas práticas religiosas. Hoje pessoas com prática em oração aplicam este jejum aliado a orações para suplicar a Deus por uma causa urgente.

Não é portanto uma dieta para emagrecer na sua essência. Lógico, ela traz benefícios reais e estes foram estudados.

Escola de Estudos de Saúde da Universidade de Memphis, nos Estados Unidos, pesquisaram o método do jejum e conseguiram demonstrar os benefícios à saúde com os voluntários estudados.

Se destacaram os seguintes benefícios:

1 – Com três semanas, a dieta ajudou a reduzir os fatores de risco para doenças metabólicas e cardiovasculares, como pressão alta e colesterol, e reduzir o estresse oxidativo;

2 – É a dieta mais eficiente que a vegana. Richard Bloomer, líder dos estudos, afirmou à revista TIME, pois ela elimina alimentos processados que podem conter açúcar, gordura, sal e conservantes;

3 – Ela é uma desintoxicação. Ao propor a substituição do pão por legumes, o consumo de frutas e legumes e ter como única bebida a água, a dieta elimina toxinas, proporcionando o desinchaço e o emagrecimento.

A especialista em alimentação natural e vegetariana, Marcela Caron, ressalta que por ser uma restrição alimentar de curto prazo ela não traz grandes riscos à saúde. Todavia, diabéticos, idosos, gestante e crianças devem consultar o médico antes de realizar este jejum.

Efeitos colaterais

Nos primeiros dias do jejum, pode ser que algumas pessoas sintam dores de cabeça, câimbras e dores nas costas — sintomas descritos no livro “O Jejum de Daniel”, como efeitos da desintoxicação.

Isso acontece porque as toxinas ficam armazenadas no tecido adiposo (local que acumula gordura) e quando o processo de jejum se inicia, o corpo lança as toxinas na corrente sanguínea, o desencadeia os sintomas. Estes são atenuados com a ingestão de muita água, pois ela vai acelerar a desintoxicação.

Pare o jejum se os sintomas persistirem.

Seja para uma intenção de oração ou para melhorar a sua saúde se quiser fazer o jejum de Daniel, segue um cardápio destes 21 dias:

O que pode

a – Água;
b – todos os tipos de frutas e vegetais frescos, congelados, secos ou enlatados;
c – todos os tipos de grãos integrais e legumes;
d – óleos vegetais saudáveis (canola, milho, uva, sementes, oliva, amendoim, cártamo, soja e girassol);
todos os tipos de nozes e sementes.

O que não pode

a – Todos os tipos de carnes e alimentos derivados de origem animal;
ovos;
b – todos os laticínios, como leite, queijo e manteiga;
c – todos os tipos de açúcares e adoçantes naturais ou artificiais, incluindo mel e melado.
d – pães ou qualquer outro alimento fermentado;
c – todos os alimentos refinados ou processados, incluindo aromatizantes artificiais, aditivos alimentares, d – arroz branco, farinha branca e alimentos com conservantes;
e – alimentos fritos, incluindo salgadinhos, batata-frita e chips;
f – gorduras sólidas, incluindo margarina, banha e alimentos com alto teor de gordura;
g – bebidas como café, chás, bebidas gasificadas, energético e álcool.

Se a sua intenção é fazer um pedido a Deus faça junto com orações regulares. No primeiro dia seria ideal ir à confissão e definir horários de oração e meditação.

“Três vezes por dia ele (Daniel) se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus”. (Dn 6, 10) 

Com informações de Sempre Família

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