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Palavra do Mês – Março – “Pai Nosso – Pão nosso”

Sempre precisamos voltar ao essencial. Voltar a “beber na fonte”.  A vida cristã é simples como o Evangelho que proclamamos.

Uma só família

Temos um Deus que é Pai e que nos ama apaixonadamente; Ele não quer que se perca nenhum dos Seus filhos (cf. Jo 6,39). A Sua alegria é perdoar e “Ele amou tanto o mundo que enviou o Seu Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3,17).

Se Ele é Pai, nós somos irmãos, todos irmãos, “tutti fratelli”, como nos lembrou ultimamente o Papa Francisco em sua encíclica. Por isso, São João nos lembra em sua carta que “quem não ama o irmão que vê, não pode amar a Deus que não vê. Este é o mandamento que recebemos d’Ele: quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (1Jo 4,20b-21).

Toda a Palavra de Deus nos confirma e não é por acaso que Jesus, ensinando os apóstolos a orar, ensinou que o Amor devido ao Pai Nosso se concretiza no repartir o “pão nosso” com nossos irmãos. Só assim poderemos testemunhar a vida divina e manifestar a glória do Pai: “Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece conosco e Seu Amor acontece em nós de forma perfeita” (1Jo 4,12).

Uma humanidade “fraticida”

Este simples princípio levou o Santo Padre São João Paulo II, na Jornada da Juventude de Buenos Aires, a dizer para os jovens que o maior drama do nosso tempo é ter uma humanidade que se esqueceu do Pai. Uma humanidade órfã esquece dos irmãos e se torna, assim, uma humanidade “fraticida”, como Caim.

“Pai Nosso… Pão Nosso”

Quem ama o Pai, partilha com os irmãos, e este amor concreto se torna a mais clara proclamação da Palavra. Mesmo “sem palavras”, nosso comportamento manifesta a Presença de Deus, de um Deus vivo. Assim os primeiros cristãos evangelizavam os pagãos. Viviam a comunhão dos bens e os pagãos diziam “olha como se amam” e aderiam a fé, tornando concreta a Palavra que diz: “para que os homens vendo suas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos Céus!” (Mt 5,16).

Nestes dias ficou conosco, na Cidade Rahamim”, uma jovem da Colômbia, apaixonada por ecologia, mas que dizia “não ter religião”. Ao ir embora, disse:

“Aqui vi uma Igreja viva, uma Igreja que não conhecia. Olhava para vocês que vão na rua, na Cracolândia, que acolhem os pobres, que vivem de Providência e partilham quanto tem. Eu não teria capacidade de viver assim e penso que aqui tem algo que o mundo não conhece. Algo lindo, grande, que me surpreendeu e que queria conhecer, descobrir. Obrigada pela sua vida que devolve esperança ao coração de tantos!”

Pessoalmente, creio que a “beleza converterá o mundo” e que não existe nada de mais belo, de mais nobre, de mais luminoso, do que irmãos que vivem juntos no Amor do Pai.

“Pai Nosso… Pão Nosso”

A Palavra vivida

Como viver esta Palavra? Colocando a mão no bolso e o pé na estrada! Não é possível amar de verdade sem partilhar o pão, as forças, o trabalho, o tempo em favor dos outros. Como você vive a comunhão dos bens? Sabe doar a Deus com generosidade “as primícias” dos tantos bens que d’Ele recebe generosamente, em dinheiro, força, tempo, capacidades? Lembra-se ainda que o “dízimo” é lei do Antigo Testamento, mas que a verdadeira Igreja de Cristo vive a “comunhão dos bens”?

Não se esqueça: não tem Deus como Pai quem não tem os outros como irmãos. Profana a Eucaristia quem, na mesma comunidade, come demais, enquanto outros passam fome (cf. 1Cor 11,17-34). Não pode dizer “Pai Nosso”, quem não pode dizer também que o pão é nosso! “Como pode o amor de Deus permanecer em quem possui os bens deste mundo, se esse tal vê o seu irmão passando necessidade e lhe fecha o coração?” (1Jo 3,17).

Seja este o mês da partilha, da fraternidade, da alegria e da condivisão! Abra o seu coração, seu armário, sua despensa, sua carteira e descubra que realmente “há mais alegria em dar do que em receber!” (At 20,35) e que sem partilha não há família!

A alegria do Senhor é a nossa força e fonte de fecundidade infinita! Eu o(a) abençoo de coração, no Coração do Pai Misericordioso e Santo!

Padre João Henrique
Fundador da Aliança de Misericórdia

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