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Palavra do Mês de Julho – O Natal de São José

“Encontrarão um menino, envolto em panos, deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Na última aparição em Fátima, São José apareceu junto à Sagrada Família, e a multidão presente entendeu seu papel neste tempo da batalha apocalíptica. José é unido de forma única à sua Esposa Castíssima, a sempre Virgem Maria, na luta contra o maligno que quer destruir a mulher e sua descendência (Cf.  Ap.12).

“O Triunfo do Coração Imaculado de Maria”, prometido em Fátima, prefigurado desde gênesis (cap. 3) até o último livro da bíblia (Ap 12), percorre toda a história da Salvação. Por isso, a missão de São José tem uma particular importância, especialmente neste tempo, como afirma o magistério pontifício. Por essa razão, o Papa Pio IX, proclamou, em 1870, São José como Patrono da Igreja.

Ele percebeu a tristeza do tempo e da época: o ataque à Igreja feito por todos os lados, a ponto de os homens ímpios pensarem que, finalmente, as portas do inferno teriam prevalecido sobre ela.

“Encontrarão um menino, envolto em panos, deitado numa manjedoura” (Lc. 2,12).

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Sabemos que essa batalha tenta demolir especialmente as duas colunas da criação divina: a vida e a família. Estamos hoje diante da mais violenta tentativa satânica dando origem à “anticriação” ou “antigêneses”.

Meditar sobre o “Natal de São José” se torna um poderoso antídoto contra o primeiro ataque do anticristo: a vida humana desde a sua concepção até à morte! Meditemos, portanto, três dimensões deste “Natal”:

1° Não havia lugar para eles na sala:

 Hoje também a vida humana é desvalorizada, excluída, marginalizada. Quantos homens e mulheres são excluídos do banquete da vida, pela fome, que mata diariamente 100 mil pessoas perante a nossa indiferença!

Chegamos a um absurdo, no qual encontramos cerca de 820 milhões de pessoas sofrendo de fome no mundo e 830 milhões de pessoas obesas. Ou seja, a quantidade de obesos ultrapassa a dos famintos! A nossa indiferença mata, mas a “ditadura cultural” em que vivemos, mata mais ainda e nos leva a pensar na vida humana como um “peso”, a concepção como um “problema”, o nascimento de uma nova vida como uma “ameaça” ao nosso bem-estar.

A mentalidade contraceptiva, materialista e consumista, nos leva a esquecer, como diz o poeta indiano Tagore: “cada criança que nasce nos lembra que Deus ainda não cansou dos homens!”. Essa cultura de contracepção nos leva a esquecer que “toda criança não é um peso, mas meu irmão!” como dizia, nosso querido Dom Luciano Mendes, bispo brasileiro, hoje servo de Deus.

Jesus também, ao entrar no mundo, sentiu-se “excluído” do convívio social. Também para ele “não havia lugar” na hospedaria da vida.

Podemos imaginar com quanto sofrimento e amor José fez todo o possível para transformar aquela manjedoura em “morada de Deus” e transformar a precariedade daquele Natal em festa do Céu: “Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). O Natal de José nos revela a preciosa riqueza de cada vida humana.

2° “Encontrarão um menino envolto em faixas, deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

 Aqui está encerrado o grande mistério. Naquela criança, envolta em faixas, deitada numa manjedoura, se revela não apenas a dignidade do homem, de cada homem, mas o próprio rosto de Deus que, encarnado no seio da Virgem Maria, quis se identificar com cada homem ao ponto de nos ensinar que: “Tudo o que fizermos a qualquer um desses pequeninos, teremos feito a Ele” (Mt 25,40).

José nos ensina a contemplar, com Maria, e revelar aos pastores e ao mundo a sacralidade da vida humana e a sua natureza divina. No encontro com esse pequenino, aprendemos que “não podemos amar a Deus que não vemos, se não amarmos ao irmão que vemos” (1Jo 4,20).  O Natal de José nos releva a dimensão divina da vida do homem. “O Filho de Deus se fez homem para permitir que os homens se transformassem em filhos de Deus” (Santo Agostinho).

3° “Levanta-te, fuja para o Egito, porque Herodes vai procurar o Menino e matá-lo!” (Mt 2, 13).

O Natal de José nos ensina, finalmente, a lutar contra a cultura de morte que nos envolve.

Hoje também, como nunca na história, os vários “Herodes” ou “faraós” que existem, são representados pelos poderes mundiais. Querem exterminar, através do hediondo crime do aborto, as vítimas e indefesas crianças inocentes, no seio das suas mães.

Precisamos seguir com coragem e ousadia, o exemplo de São José! Ativo contra o mal, defensor da vida, terrível contra o demônio homicida desde o princípio. Satanás, “que seduz toda terra” (Cf. Apocalipse 5, 13) tenta transformar um nefasto crime, como diz o Vaticano II, num “direito” da mãe. Esta perversidade, quer chamar o bem de mal e a luz de trevas.

Não podendo atingir a Deus, o demônio quer destruir a imagem de Deus: o homem. Não tendo conseguido matar o Cristo, recém-nascido, quer matar o seu “corpo místico”.  Esta manifestação do anticristo exige que se levantem homens fortes, como José, pois é certo que a “ousadia do mal é por causa da omissão dos bons” (Papa Leão XIII).

“Encontrarão um menino, envolto em panos, deitado numa manjedoura” (Lc. 2,12).

 O Natal de José, nos ensina, então, que a vida humana é sagrada desde a sua concepção.

E nós, permaneceremos indiferente e omissos perante os 55,7 milhões de crianças sacrificadas anualmente por meio do aborto?

Não se esqueça: a nossa indiferença mata! Não podemos ficar acomodados! Estamos envergonhados, inconformados…  “Levanta-te, pois, Herodes vai procurar o Menino para matá-lo”.

Que o Senhor nos fortaleça contra a morte e nos determine em defesa da vida.

São José, intercedei por nós!

 

Padre João Henrique
Fundador da Aliança

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