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Palavra do Mês de agosto – José: o homem do “sim” à Obra de Deus

Aceitar o dom da obediência

Nas meditações do Evangelho de Mateus pudemos acompanhar a história de Jesus pela história de José. Ler sobre sua genealogia, sonhos, aceitação de Maria como esposa, nos permite perceber a intenção do autor sagrado apresentando José como um homem comum repleto de grandes virtudes e iluminado pela Sabedoria Divina.

A primeira virtude que ocupou um lugar de honra na vida de São José, e com a qual gostaria de meditar com todos, foi a obediência.

Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel” (Mt 2,20)

Qual é a profundidade e o sentido que esta palavra carrega? Citamos alguns: prontidão, disponibilidade, docilidade, silêncio… tais virtudes o acompanhavam tornando-o verdadeiramente pai de Jesus.

José é o servidor ao qual o Senhor coloca seu bem-querer. Parece um absurdo a realidade em que José é posto para servir. Contudo, a cada indicação do céu que lhe era direcionada, o santo Patriarca, entregava-se e, sempre disposto, cumpria.

Sua submissão não fraquejou, nunca discutiu, nunca levantou objeções e nem pediu explicações. A obediência era característica de sua alma! Alma forte e humilde que lhe concedeu um privilégio incomparável diante de Deus. Em um silêncio tal, o Evangelho não mostra uma palavra sua, ele sabia que a função do servo era escutar a voz do seu senhor.

Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel” (Mt 2,20)

Grande modelo para nosso tempo, no qual os homens não têm conhecimento da verdadeira grandeza destas virtudes, envoltos por grandes barulhos e revoltas interiores, não sabem lidar com confrontos à sua própria vontade. Não sabem obedecer porque não sabem escutar.

Tantas vezes também nós nos encontramos nesta situação do homem moderno: planejamos, mas se tudo se torna diferente daquilo que programamos, somos tomados de muitas dúvidas e imediatismos, não compreendemos e obedecemos a muitas vozes, exceto à Voz de Deus.

Peguemos um exemplo: Eu escolho entrar na Aliança de Misericórdia, mas com o tempo vejo que não era como eu sonhara. Iludido, sou contrariado pela realidade que me é apresentada. Assim, que movimento deveria ter dentro de mim, à luz do exemplo de São José? Eu deveria silenciar e servir, sem agitações. Contudo, será que é assim que acontece?

A fecundidade da vida nasce quando eu decido me dedicar a cumprir consciente e amorosamente o dever dado pelo Senhor, com o intuito de somente agradá-Lo, submetendo-me e esquecendo das minhas ilusões.

A submissão de José não expressou somente sua obediência diante dos desígnios de Deus, mas também sua homenagem à Majestade Divina. Por isso, ele é um homem justo, e mesmo diante de tantas realidades minimamente pensadas, ele teve que se decidir! E assim o fez: obedecendo!

Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel” (Mt 2,20).

O Pai do céu pediu a José para ter uma confiança plena n’Ele. Realizar conforme havia lhe ordenado através dos sonhos. E é assim que o Senhor também age comigo e com você: nos pede confiança e obediência plena!

Observe, por exemplo, uma crise de um filho em um novo trabalho, em uma nova responsabilidade como coordenador de um grupo, fraternidade, algo que exige além de suas capacidades. Como notamos, as situações são realmente humanas e concretas. Assim, como as que José viveu com Maria e, diante desta, teve que tomar uma decisão. Nós também somos convidados e devemos fazer uma escolha diante de cada realidade que circunda nossa vida, nosso trabalho, nossa família. É a Vontade Divina aguardando nossa resposta.

Portanto, compreendamos que TODA VIDA tem este caminho. Preciso continuamente me perguntar: vivo só pelo que vejo ou vivo pela fé, por uma realidade superior?

Deus não brinca com as pessoas, com seus filhos! Posso fazer a escolha de ver tudo puramente humano e natural e, no dia-a-dia, vou ficando caído, com os olhos sempre para as coisas da terra, para baixo. Contudo, eu posso aderir à graça que o exemplo de São José me oferece. Posso dar um salto da mediocridade e viver pelas virtudes.

O anjo, ao transmitir as mensagens, propõe a José entrar na ordem divina, na Obra de Deus, e ele aceita dando seu melhor: obedece amando, servindo, silenciando. E este é o convite de Deus para nós! Devemos escolher: desejamos viver mergulhados no humano ou divino?

José acreditou na Obra de Deus, e ofereceu a Deus a possibilidade de agir no humano, e assim alcançou esta graça.

Abraçamos, portanto, os propósitos divinos que Deus nos oferece. Basta apenas obedecermos!

 

Pe. Antonello Cadeddu

Fundador da Aliança de Misericórdia

Palavra do Mês de agosto

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