Padre Lawrence: “Fotografar é como desenhar com a luz”

Frei Lawrence Lew-em Lourdes
Frei Lawrence Lew em Lourdes.

Quando começou

Padre Lawrence Lew o.p nasceu em uma família protestante na capital da Malásia – Kuala Lumpur. Ele cursou o ensino médio em Cingapura, onde se converteu ao catolicismo.

No último ano de estudo, sentiu a vocação para a vida religiosa e partiu para o noviciado dominicano em Cambridge, Reino Unido.

Durante suas primeiras viagens ele sempre usou uma câmera simples. Isso mudou em 2000, quando, durante uma peregrinação a Roma, ele viu a câmera digital de um bispo que fazia parte do grupo.

Foi a primeira vez que ele viu esse tipo de equipamento. Fascinado por suas habilidades, ele perguntou ao padre onde ele poderia conseguir uma.

Ao final do noviciado já estava equipado com uma câmera de boa qualidade, com a intenção de usá-la em seu tempo livre, como estímulo para explorar o mundo fora dos muros do mosteiro.

(Foto/Padre Lawrence Lew o.p.) Registro de um céu estrelado.

Gradualmente, a lente da câmera tornou-se para Padre Lawrence, um ferramenta de contemplação da beleza das obras de Deus e da arte sacra que adornavam as igrejas que visitou. É também uma ferramenta de “trabalho”, porque graças a ela pôde capturar todos os aspectos da sua vida nos dominicanos.

O que é uma boa foto?

Padre Lawrence nos lembra que, das coisas belas criadas por Deus, a primeira foi a luz; logo depois tudo ganhou ordem.

Nela está a energia de Deus que “habita em luz inacessível” (1 Timóteo 6, 16).

O processo de fotografar é como se fossemos “escrever” ou “desenhar com a luz”. Este ato, para ele, tem uma relação com o milagre da criação feita por Deus, pois sem luz, não há imagem bonita, nem fotografia.

Catedral Imaculado Coração de Maria em Detroit
(Foto/Pe. Lawrence Lew o.p.) Catedral Imaculado Coração de Maria em Detroit/EUA.

Uma boa foto pode capturar algo mais da pessoa retratada. Quando a foto é bem bonita, pode-se dizer que a pessoas mora ali. É conhecido que à época do desenvolvimento da foto, quando boa parte da população mundial não tinha acesso à este recurso, quando elas se viam pela primeira vez numa foto, expressavam o temor de que esse “dispositivo mágico” capturasse ou roubasse uma parte da alma.

Tirando a superstição, há certa verdade nesta crença: um bom quadro deve capturar e, assim, transmitir algum elemento da bondade metafísica humana, revelando sua beleza.

Nesse sentido, a fotografia se encaixa na obra da pregação: primeiro, admiramos o bem da criação divina e, depois, os frutos dessa contemplação. De acordo com o lema da Ordem Dominicana, ao qual pertence o Padre Lawrence, ensinamos e, no caso da fotografia, mostramos aos outros aquilo em que estamos enraizados por meio da contemplação.

Detalhe de escultura no altar-min
(Foto: Padre Lawrence Lew o.p.) Detalhe de escultura no altar.

Ele é como como um vigia do mundo ao seu redor e quer encorajar outros a observar e reconhecer a beleza da criação; a natureza, o mundo dos animais e plantas, a arquitetura, e o mais importante e difícil para o fotógrafo, as pessoas em relação com o mundo.

“para mim, é uma honra e um presente quando, através da fotografia, eu posso ajudar a outra pessoa a descobrir a beleza de quem ele é, o que ele é “. Disse Padre Lawrence.

Inspiração para conversão

O frade lembrou de um fato interessante, em que uma mulher observando as imagens da sua galeria de fotos no Flickr ficou profundamente tocada. As fotos eram da principal igreja jesuíta de Londres, e haviam encantado tanto aquela mulher que, com seu marido saiu dos EUA para ver as imagens com os próprios olhos.

Imagem da Basílica de Lourdes-França
Imagem da Basílica de Lourdes-França.

Os dois fizeram um caminhos de catecumenato para adultos e receberam os primeiros sacramentos na Igreja Católica na mesma igreja.

Padre Lawrence lê isso como um sinal da graça de Deus através de fotografias, através de redes sociais nas quais – ele está convencido – Deus também aparece.

“Minha tarefa, eu acho, é mostrar a Cristo às pessoas através das fotografias que eu faço. Como Maria, eu só quero dizer: “Faça o que ele lhe disser!”

Com informações de Aleteia/Espanha

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