O sacerdote nos dias de hoje

“Se tivéssemos fé, veríamos Deus escondido no sacerdote como uma luz por detrás do vidro, como o vinho misturado com a água” (São Cura d’Ars).

Estas lindas palavras de São João Maria Vianey, descrevem o que é o sacerdote quando, no meio do povo, se põe a pastorear o rebanho confiado a ele por Deus.

Cura D’Ars, modelo de amor a Cristo

A vocação sacerdotal dentro da comunidade dos fieis é aquela que está intimamente ligada à promessa de Cristo de que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mt 21). Ele está através, principalmente, da Eucaristia que vem a nós através da Santa Missa.

O presbítero mais do que ninguém é chamado à perfeição da fé; da sua santidade depende uma multidão.

São João Maria Vianey tornou-se padre em meio a muitas dificuldades; no auge da Revolução francesa, período muito sofrido para a igreja na França, sentiu o chamada ainda criança.

Já no seminário, seu desempenho intelectual ficava abaixo da média e o reitor pensou em expulsá-lo, mas, um padre amigo intercedeu pela sua permanência.

Ordenado, foi enviado a um vilarejo esquecido de nome Ars, pois, não o consideravam capaz de dirigir uma grande paróquia.

O Senhor já lhe mostrava que ali acorreria muita gente e assim foi. Sua perseverança na oração, escolha radical e amor por Deus converteram não só Ars, mas com o tempo, pessoas de todo o país acorriam para aquela igreja.

Ser padre hoje

Hoje, um tempo bem diferente do que viveu o Cura d’Ars, os padres têm outros desafios, mas o mesmo compromisso: o de configurar-se perfeitamente ao Cristo.

Em uma audiência geral em 2009, logo depois da instituição do ano sacerdotal, o Papa Bento XVI enumerou as dificuldades vividas pelos padres no mundo atual: secularização, dessacralização e funcionalismo.

Depois de elencar esses fatores, ele chega a um ponto crucial da vocação sacerdotal:

“O que significa propriamente, para os sacerdotes, evangelizar? Em que consiste o chamado primado do anúncio?”. Jesus fala do anúncio do Reino de Deus como a verdadeira finalidade da sua vinda ao mundo e o seu anúncio não é apenas um “discurso”.

Inclui, ao mesmo tempo, o seu próprio agir: os sinais e os milagres que realiza indicam que o Reino vem ao mundo como uma realidade presente, que em última análise coincide com a sua própria Pessoa.

Neste sentido, é importante recordar que, também no primado do anúncio, palavra e sinal são indivisíveis.

A pregação cristã não proclama “palavras”, mas a Palavra, e o anúncio coincide com a própria pessoa de Cristo, ontologicamente aberta à relação com o Pai e obediente à sua vontade.

Portanto, um serviço autêntico à Palavra exige da parte do sacerdote que tenda para uma aprofundada abnegação de si mesmo, a ponto de dizer com o Apóstolo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

A Voz que clama no deserto do mundo

O presbítero não pode considerar-se “senhor” da palavra, mas servo. Ele não é a Palavra mas, como proclamava João Batista (…) é “voz” da Palavra: “Voz que brada no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mc 1, 3).

Nisto consiste a vida inteira de um sacerdote: perder-se totalmente em Cristo e tudo nele, a partir disto, se torna um sacrifício vivo entregue a Deus (Rm 12, 1). O sacerdote é um servo de Cristo, pertencendo totalmente a Ele.

E acrescenta o Papa: “Precisamente porque pertence a Cristo, o presbítero encontra-se radicalmente ao serviço dos homens: é ministro da Sua salvação, nesta progressiva assunção da vontade de Cristo, na oração, no ‘estar coração a coração’ com Ele”.

Por isso, rezemos pelos nossos padres, para que possam ter uma vida interior com Cristo, cada vez mais íntima e fecunda.

Que o Espírito Santo possa suscitar mais vocações e os que já o são, possam ser renovados em seu ministério.

Por ocasião do dia dos padres, Padre João Henrique gravou um onde diz, com muita simplicidade, o que é ser padre na Aliança de Misericórdia.

 

Com informações de Vatican.va

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