Como é acolher um refugiado em casa?

A Aliança existe para ser a expressão do Amor Misericordioso de Jesus aos pobres, seja qual for a realidade.

Em cada tempo ser misericórdia

Nestes últimos meses, nós da missão de Bruxelas, na Bélgica, estamos vivendo uma realidade nova: a cada Evangelização de Rua, vamos percebendo mais e mais refugiados que se encontram nas estações de trem e no centro da cidade.

Grupos, às vezes famílias inteiras! De sudaneses, fugindo da guerra sangrenta no Sudão do Sul; homens e mulheres do Iraque, Afeganistão, Paquistão, Turquia, Eritreia, Síria, que buscam um pouco de paz e novas oportunidades para suas vidas.

Muitos tinham bons empregos, amam com fervor o próprio país, mas se encontram sem possibilidade de voltar – há familiares em campos de refugiados, outros que arriscam a vida em um bote no mar, para fugir da violência.

Muitos não ficam por muito tempo – querem reunir a família, descobrir um lugar onde possam se estabelecer… O que fazer, diante desse novo público, tão particular e móvel que nós temos encontrado nas ruas?

Resposta ao chamado

Mesmo diante da nossa pequenez, Deus nos chamou a participar das atividades que iam surgindo em meio ao povo belga, no seu desejo de acolher e ajudar esses irmãos mais sofridos, com uma grande solidariedade.

Conhecemos um grupo que se chama ‘Plataforma Cidadã’, que com muito boa vontade, criou algo simples e que nos tocou desde o início.

Eles criaram um perfil no Facebook e marcaram todas as noites, em um parque da cidade, o ponto de encontro entre os refugiados e famílias dispostas a acolher alguém, como uma medida de acolhida de emergência, durante 1 ou 2 dias, em sua própria casa, verdadeira ponte de Misericórdia!

É muito bonito ver famílias inteiras aguardando no parque para acolher um ou dois jovens – às vezes eles nem mesmo falam o francês ainda, conseguem se comunicar com poucas palavras em inglês – mas a linguagem do amor é mesmo universal!

Deus se revela

Hoje a Plataforma tem mais de 30.000 inscritos, e muitas famílias que vão se revezando para acolher os refugiados por poucos dias.

Nós decidimos fazer parte deste projeto, e na nossa pequena casa de acolhida, os nossos filhos preparam toda semana uma cama a mais para acolher um refugiado, e quando há mulheres e crianças, nós acolhemos na nossa Casa Feminina.

Tem sido uma experiência de graça! Um jovem muçulmano, nos dias que ficou conosco, rezava profundamente diante da cruz, e viveu conosco uma experiência de grande unidade, mesmo só sabendo falar em árabe!

Duas mães eritreias com seus 2 filhos, nos diziam que estar em nossa casa era como um ‘sopro de ar fresco’, a possibilidade de respirar, descansar em um teto e se fortalecer para buscar essa vida nova.

A experiência de conviver com esses irmãos nos enriquece e permite viver de uma nova forma o nosso carisma!

Ana Teresa, Missionária da Comunidade de Vida
Fraternidade dos Santos Anjos / Bruxelas – Bélgica

Se você ficou curioso, para saber mais da ação de acolhida, procure por Hébergement Plateforme Citoyenne)

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