Missão Duc in Altum na Venezuela – resultados positivos

Partilha da missão “Duc in Altum” em Boa Vista dos dias 22.02 – 03.03

Missionária ora em frente à fronteira do Brasil com a Venezuela.
Missionária ora em frente à fronteira do Brasil com a Venezuela.

Participaram da missão 33 pessoas, dentre elas um dos fundadores da Aliança de Misericórdia, Pe. João Henrique, e Pe. Evandro e Irmã Mary que hoje são vice-presidentes da Aliança, outros 3 sacerdotes, membros da Comunidade de Vida, Comunidade de Aliança e Amigos do Movimento que vieram de várias partes do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Amazonas.

Nós, missionários da Aliança de Misericórdia, chegamos à fronteira da Venezuela, mas como estava fechada, celebramos uma Missa junto com alguns venezuelanos.

Este momento teve, inesperadamente, grande repercussão nas mídias. Entendemos mais uma vez que a vida, mais que as nossas programações evangeliza! Como não houve possibilidade de passarmos a fronteira, fomos para Boa Vista, capital de Roraima.

Foi preciso mudar toda a nossa programação, e quisemos nos deixar conduzir por Deus, para evangelizar e atender a necessidade dos venezuelanos naquele local.

Hospedamo-nos na Escola Estadual Pastor Granjeiro, aonde dormimos todos os dias de missão e fizemos algumas refeições. Fomos acolhidos pelo Pe. Revislande dos Santos Araújo, da paróquia Nossa Senhora da Consolata, para realizarmos as nossas atividades de evangelização e ação social.

Todos os dias no período da tarde realizamos atividades na Comunidade Santo Agostinho, que pertence a paróquia. Cerca de 80 venezuelanos, entre adultos e crianças, participaram e ao final das atividades dávamos o jantar para eles.

Distribuímos 200 marmitas por dia para os que estavam conosco na igreja e algumas no acampamento que fica atrás da rodoviária de Boa Vista que “acampa” cerca de 700 venezuelanos todas as noites.

 ATIVIDADES DE EVANGELIZAÇÃO

Padres oram pelo povo durante encontro de espiritualidade para os adultos
Padres oram pelo povo durante encontro de espiritualidade para os adultos.
Missionários que participaram do evento.
Missionários que participaram do evento.

Realizamos Missas e momentos de oração para eles no acampamento. Os padres dedicaram tempo de atendimento de oração, confissão e aconselhamento. Essa foi a oportunidade de muitos viverem uma experiência profunda com Deus, e se sentiram visitados pela presença do Senhor no sofrimento que vivem.Saiba mais: Programa Parte de Nós sobre a Missão junto aos venezuelanos

Um testemunho

Uma jovem que participou de um desses momentos, partilhou que antes de chegarmos ali, ela tinha falado com Deus pedindo uma Palavra, pois tinha descoberto há pouco tempo que estava grávida.

No fim do momento de oração, um dos sacerdotes contou a experiência de um morador de rua da Bélgica, ele tinha sonhado que encontrava com o Papa Francisco e que pegava em sua mão. Os nossos missionários que moram na Bélgica falaram para ele que não poderia deixar de sonhar, que Deus poderia realizar esse sonho.

Logo depois o Papa Francisco promoveu um encontro com os moradores de rua no Vaticano, e conseguimos nos organizar para levá-lo no encontro e ver o Papa. E em meio a muitas pessoas esse irmão teve a oportunidade de encontrar com o Pontífice, que segurou em suas mãos e disse para esse morador de rua: “Nunca deixe de sonhar!”.

E ao ouvir esse testemunho, essa mulher acolheu essa palavra e a “visita de Deus” naquele lugar, que dizia a ela para também não deixar de sonhar, mesmo em meio a tantas dificuldades.

Ações para todas as idades

No fim de semana, realizamos na paróquia da Consolata, uma manhã de espiritualidade com brasileiros e venezuelanos, onde participaram aproximadamente 200 pessoas. Foi realizada também uma atividade de espiritualidade com as crianças, com a participação de 70 crianças.

Na Escola Estadual Barão de Parima organizamos o encontro querigmático para jovens chamado “Thalita Kum”, onde participaram 27 venezuelanos e 10 brasileiros. Destacamos de maneira especial o Ronaldo da Venezuela, que nunca tinha lido a Bíblia, mas através deste encontro, viveu um experiência especial com Deus.

Um acordo com Deus

No fim do encontro partilhou conosco, contando que seu pai sempre dizia que um dia ele teria que se encontrar com Deus, porém sua vida estava distante disso, pelas escolhas que fazia, o caminho que estava trilhando.

Ele dizia que era uma pessoa má. Por conta da situação de crise da Venezuela ele decidiu vir para o Brasil e antes de vir fez um “acordo” com Deus: que Ele teria que o conduzir nesse novo caminho. No dia do encontro, pela manhã, ele falou com Deus que queria um sinal.

Ele estava na rodoviária e encontrou um dos missionários que foi lá para buscar os jovens que já haviam sido convidados para o retiro. O missionário perguntou se era ele que ia para o retiro.

Ele nem sabia do que se tratava, mas nesse momento entendeu que era Deus respondendo o seu pedido, era o sinal. Ele disse ao missionário que sim, que era ele mesmo e foi para o retiro.

Viveu todo o retiro e fez uma experiência forte de confissão com o sacerdote. Chorou de alegria e arrependimento por mais de uma hora.

Logo depois do retiro um amigo da Aliança, que também participou da missão, se comoveu com o seu testemunho, acolheu-o e ofereceu-lhe um emprego na cidade de Manaus.

Após o Thalita Kum, os jovens brasileiros que participaram do encontro se comprometeram a continuar a missão de evangelizar os venezuelanos em Boa Vista e a realizar outros Thalita Kum para evangelizar os jovens.

ACOLHIDA DOS VENEZUELANOS

“Ontem, por volta das 17h30, este pão foi dado por mim a esta criança e ela chorou quando deu a primeira mordida. Meu coração muito mais. Do povo venezuelano, tudo lhes foi tirado. A dor física é dolorosa, mas a dor da alma nos machuca muito e dói, profundamente, muito mais!” (Maria Clara Bianchetti, missionária de Aliança e autora da foto)

Algo que foi muito marcante para nós nesta missão foi a possibilidade que surgiu de acolhermos alguns venezuelanos em nossas fraternidades, em São Paulo/SP, Barbalha/CE, Barbacena/MG, Rio de Janeiro/RJ e Ibiúna/SP. Além das fraternidades, algumas famílias amigas também acolheram venezuelanos na cidade de Piracicaba/SP, Holambra/SP, Sorocaba/SP, Brusque/SC, Água Formosas/MG e na Paraíba.

Fizemos um caminho de triagem com cada um deles ao longo da semana para ver o desejo de ir para nossas casas e como isso poderia acontecer.

Ao todo, até agora vamos encaminhar 89 venezuelanos, contando crianças, adultos (homens e mulheres). Tivemos a ajuda de uma assistente social, que estava conosco na missão de evangelização e nos ajudou a fazer bem a triagem para o encaminhamento de cada um.

PARCERIAS

Ao longo da semana de missão, realizamos parceria também com o Exército Brasileiro com a base na Rodoviária Internacional de Boa Vista, por meio do Major Jorge Alexander e também em contato com outros locais de acolhida e triagem que estão aos cuidados do Exército Brasileiro.

Ficamos muito admirados pelo trabalho maravilhoso de tantas paróquias, congregações, organizações católicas com as quais nos comprometemos a colaborar. Uma única paróquia distribuiu nesses últimos dois anos 350.000 refeições para mais de 35.000 venezuelanos.

Muitos leigos da igreja em Boa Vista nos ajudaram para que todo esse trabalho pudesse acontecer. Ficamos felizes com a acolhida de cada um, sem a qual não teria acontecido essa missão de evangelização.

Desde o começo da missão recebemos total apoio e benção do bispo de Boa Vista, o querido Dom Mário Antônio.

Agradecemos toda a acolhida, apoio e disponibilidade para que a missão pudesse acontecer da melhor forma. Permanecemos unidos em oração, para que a graça de Deus sempre nos acompanhe e possa agir na vida desses nossos irmãos que vivem esse momento de drama em sua vida e em seu país.

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