Em nova biografia de Bento XVI fala do anticristo

Na sociedade atual está em curso a formulação de um “credo anticristão”, afirma o Papa Emérito Bento XVI em sua nova biografia.

Um papa que incomoda

Jornais de todo o mundo classificaram as declarações de Bento XVI em sua nova biografia como “afirmações ultraconservadoras”, “ataques ao casamento gay” e um título o chamava até de “papa nazista”.

O portal “ACI digital inglês” teve acesso ao conteúdo e divulgou algumas partes que se referem aos riscos que a Igreja e os cristãos correm neste tempo.

No alto dos seus 93 anos, Bento XVI comenta como a sociedade está se afastando a passos largos da fé cristã e adotando um modo pensar contrário.

A maior ameaça para a Igreja hoje é “ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas”.

Ele mantém sua postura adotada no início de seu pontificado em 2005, quando pediu para os católicos rezarem por ele, “para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos”.

Defensor da fé e da moral

Desde, então, Bento XVI nunca se calou diante de ideologias que tentaram deturpar o pensamento cristão.

“(…) a verdadeira ameaça para a Igreja e, portanto, para o ministério de São Pedro, não consiste nessas coisas (escândalos), mas na ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas, e contradizê-las constitui uma exclusão do consenso social básico”.

“Cem anos atrás”, continuou, “todos teriam pensado que era absurdo falar sobre casamento gay. Hoje, quem se opõe, é excomungado socialmente. O mesmo se aplica ao aborto e à produção de seres humanos em laboratório”.

“A sociedade moderna está no processo de formular um ‘credo anticristão’, e quem resiste a ele é castigado com a excomunhão social.

O medo desse poder espiritual do Anticristo é, portanto, muito natural, e são realmente necessárias as orações de toda uma diocese e da Igreja universal para resisti-lo”.

Neste novo livro, Bento XVI, confirmou que havia escrito um testamento espiritual a ser publicado após sua morte, repetindo o que fez o Papa São João Paulo II.

Sinal de esperança

“Mas a escuridão dos sucessivos períodos históricos nunca separará a alegria completa de ser cristão. Sempre há momentos na Igreja e na vida do cristão em que se sente profundamente que o Senhor nos ama, e esse amor é alegria, é ‘felicidade'”.

Diante de especulações sobre o seu relacionamento com o atual papa, Bento XVI disse que guardava a lembrança de seu primeiro encontro com o recém-eleito Papa Francisco em Castel Gandolfo e que a amizade com seu sucessor continuou crescendo.

Publicação original de ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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