Domingo laetare

A Quaresma é um tempo onde a Igreja nos convida a intensificar a oração, o jejum e a esmola. Um tempo de penitência. A cor litúrgica adota é o roxo, assim como no advento.

Porém, dentro da quaresma existe um dia especial, onde ao invés de roxo, se usa o róseo (ou rosa). É um dia de júbilo: o Domingo Laetare ou Domingo da Alegria.

O Domingo Laetare recebe esse nome por causa da antífona de entrada da Eucaristia nesse dia solene:

Laetare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae” (“Alegra-te Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações”), conforme Isaías 66, 10-11.

Somos convidados a viver um dia de júbilo, pois a Páscoa se aproxima, o dia de nossa Libertação da Escravidão do pecado, e por isso o rosa.

Este domingo já foi chamado também de Domingo das Rosas, pois, na antiguidade, os cristãos costumavam se presentear com rosas. E é aqui que surge a Rosa de Ouro.

No século X surgiu a tradição da Bênção da Rosa, ocasião em que o Santo Padre, no IV Domingo da Quaresma, ia do Palácio de Latrão à Basílica Estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão esquerda uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa. Com a mão direita, o Papa abençoava a multidão.

Regressando processionalmente a cavalo, o Papa tinha sua montaria conduzida pelo prefeito de Roma. Ao chegar, presenteava o prefeito com a rosa, em reconhecimento pelos seus atos de respeito e homenagem.

Daí, então, teve início o costume de oferecer a Rosa de Ouro, para personalidades e autoridades que mantinham uma relação saudável com a Santa Sé, como príncipes, imperadores, reis.

A Princesa Isabel do Brasil recebeu uma Rosa de Ouro do Santo Padre o Papa Leão XIII. Santa Teresinha do Menino Jesus também recebeu uma Rosa de Ouro em 1920.

O Domingo da Alegria nos convida a dar graças a Deus, pois a Salvação dos homens está próxima, o Deus encarnado morrerá e ressuscitará por nós e assim vencerá a morte e a escravidão do pecado de uma vez por toda e toda a Criação poderá cantar o “Glória” em Júbilo.

É um dia muito importante para toda a Igreja e nos prepara para a maior de nossas esperanças: a Ressureição do Senhor.

 

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