As almas do Purgatório estão salvas?

O purgatório é um lugar de sofrimento para muitas almas. Alguns santos e bem aventurados receberam a graça de saber e entender o porquê a alma passa por esse sofrimento antes do encontro definitivo com Deus.

Um coração puro

As condições para sermos salvos já nos foram adquiridas por Deus, mas, precisamos vencer dia a dia as tendências para o pecado, um apetite para o mal. Nossa alma é um campo de batalha!

Agora perguntamos: Será que o nosso coração, do jeito que está hoje, poderá entrar no Céu?

Imagine agora, entrarmos no Céu com este coração, e ficar lá para toda a eternidade? Realmente estamos prontos?

Temos necessidade de adquirir virtudes, purificar o coração para estar na presença santíssima de Deus.

Existem corações que transbordam bondade e virtudes a vida toda; que aproximam-se de Deus e do Seu Reino livremente. Outros que vão para o outro extremo e não querem saber de virtude muito menos de Deus; é a rejeição completa. Para o primeiro, está destinado o Céu, o segundo o Inferno.

Existem porém, corações medíocres que vivem ora com amor, ora com egoísmo. São corações que vivem conflitos constantes, sem amar a Deus suficiente. Como podem passar a eternidade com esta disposição?

Um fogo purificador

Santa Catarina Genova, fala sobre o Purgatório. Ela viveu parte da vida em coisas fúteis e mundanas. Numa confissão ela fez a experiência mística da transverberação, ou seja, sentir a grandeza do Amor de Deus por ela, ao mesmo tempo que viu sua grande miséria.

Esta experiência causou-lhe grande sofrimento ao longo da vida; era um fogo interior que, de alguma forma, a purificava. Nesta experiência ela intuiu o que era o Purgatório; que não era tanto um lugar, mas um fogo interior na alma, que ardia ao ver sua miséria e a Misericórdia divina – ser amado e não conseguir corresponder devidamente a este Amor.

No Céu entrará a nossa verdade. Quando a miséria se encontra com a Misericórdia, gera uma purificação “Pai, pequei contra o Céu e contra ti, não sou digno de ser chamado seu filho“(Lc 15,)

A penitência tem um papel importante neste ponto: serve para tomarmos consciência do que somos e nos ajuda a tomarmos posse da salvação que Cristo conquistou para nós.

 “Minha misericórdia não a quer, mas a justiça o faz”

As experiências místicas dos santos, reconhecidas pela Igreja, diferem um pouco, porém, mantêm o cerne da doutrina sem deturpá-la.

Santa Faustina entendia o Purgatório como um lugar. Abaixo ele descreve a experiência vivida ao lado do seu Anjo da Guarda:

Eu vi o Anjo de Deus que me disse para segui-lo. Em um determinado momento me encontrei em um lugar nebuloso cheio de fogo, e nele um monte de almas sofredoras. Essas almas oram muito calorosamente, mas sem proveito para si mesmas, somente nossas orações podem socorrê-las.

Meu Anjo da Guarda não me deixou por um momento. Eu perguntei a essas almas, qual é o maior sofrimento delas? Elas me responderam unanimemente, que o maior sofrimento para elas é o desejo de Deus.

Eu vi a Mãe de Deus visitando almas no purgatório. As almas chamam Maria de “Estrela do Mar”. Ela levava consolo e alívio. Eu queria conversar mais com elas, porém meu Anjo da Guarda me deu um sinal para sair.

Saímos pela porta do que parecia uma prisão. Eu ouvi uma voz interior que dizia: “Minha Misericórdia não a quer, mas a justiça o faz”.

Com informações de Padre Paulo Ricardo 

e Misyjnie.pl/Polônia

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