O suicídio de Alinne Araújo e o desrespeito ao sofrimento alheio

A influencer Alinne Araújo, de 24 anos, caiu do 9°andar do edifício onde morava no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. A principal suspeita é que ela cometeu suicídio.

Entenda o caso

Alinne estava se preparando para casar-se quando um dia antes da cerimônia seu noivo, por meio de mensagem de texto desistiu de tudo.

A garota relatou o drama em sua conta no Instagram dizendo que quando leu, estava na estrada dirigindo e teve um surto, quase provocando sua morte. Mas disse que Deus a livrou.

Mais tarde comunicou aos seguidores que a cerimônia aconteceria e que ela se casaria consigo mesma como uma forma de superar o fato.

As imagens do casamento foram publicadas no Instagram e em meio às palavras de incentivo houve também pessoas que diziam que ela estava simplesmente querendo aparecer, fazendo uma jogada de marketing.

Porém, ela rebateu em seu Stories tais acusações:

– Não sei de onde tiraram que estou querendo fazer marketing e me promover. Quisera eu, porque não desejo ao meu pior inimigo a dor que estou sofrendo (…) Eu não precisava de mídia ou marketing, nada disso (…) Só posso ser o que posso ser. É ‘legalzão’ fazer marketing sobre uma noiva que foi abandonada no altar.

Desabafo de Alinne Araújo em seu Instagram.

Em entrevista ao jornal O Dia a tia da influencer disse que a sobrinha estava em casa com a mãe e a empregada quando tudo aconteceu. A empregada ainda tentou puxá-la para dentro e evitar a tragédia.

Casos como esses nos chocam pelos detalhes e nos fazem refletir sobre o comportamento de determinadas pessoas nas redes sociais. Em especial aquelas que só fazem comentários negativos, os chamados haters (odiosos).

Tudo indica que o gatilho para que Alinne cometesse suicídio foram as críticas recebidas após anunciar o casamento consigo mesma.

Saiba mais: Suicídio: em busca de um remédio para a dor

Mas não seria um exagero?

Vamos usar uma analogia para que possamos entender o que aconteceu com a jovem. Imagine uma pessoa que sai para uma festa e toma um porre de vinho. No dia seguinte como ela estará?

Com dor de cabeça, enjoo, vomitando, sem suportar ouvir sons altos e enxergar a claridade etc.

Agora voltemos à mesma cena, mas mudemos o personagem: este que resolve tomar um porre é uma pessoa com cirrose hepática. O que você acha que acontecerá com ela? Claro que morrerá!

Agora vamos ao fato: quando uma pessoa com certa solidez emocional recebe críticas é claro que ela vai ficar chateada por um tempo, mas depois vai sacudir a poeira e seguir em frente.

Agora quando alguém que está fragilizado ouve críticas pesadas, como no caso de Alinne, ela não irá reagir como o exemplo acima, pelo contrário. Praticamente a pessoa “morrerá” por dentro e se abaterá de tal forma que pode desistir da vida e foi o que ele aconteceu com a influencer.

Saiba mais: Um suicída vai para o Inferno?

Sensibilidade a flor da pele

Tempos atrás uma jovem fez uma enquete no Instagram se ela deveria viver ou se matar. Seus seguidores (64%) escolheram a morte. Mais tarde a menina se jogou da janela do prédio onde morava.

As redes sociais dão às pessoas uma certa proteção para falarem o que quiserem, mas a maioria não mede suas consequências.

Alinne partilhava com seus seguidores a sua luta contra a depressão e a ansiedade. Todos sabiam da sua condição, então para que colocar lenha na fogueira, maldizendo a garota com comentários inúteis? Tal situação provavelmente foi o gatilho.

As pessoas que a criticaram pela cerimônia logo na manhã do dia 16/07, apagaram os próprios comentários, enquanto isso o perfil de Alinne Araújo ganhava 40 mil seguidores após sua morte. Bizarro?

Nos comentários várias pessoas partilharam a própria vida e na sua maioria com os mesmos sintomas de depressão. Uma garota comentou “um dia terei coragem de fazer a mesma coisa”.

Algumas pessoas partilharam o fato de terem tentado suicídio várias vezes, outras ainda viram a oportunidade de pedir ajuda.

Este é o retrato da nossa sociedade hoje: jovem doentes por dentro, outros insensíveis ao sofrimento alheio, onde vamos parar? Que resposta o cristão, como sal da terra, tem para o nosso mundo de hoje?

Convidamos você a ouvir o depoimento de algumas pessoas que com perseverança e apoio venceram a depressão. Se você está em situação de depressão em e já pensou em tirar a vida, procure ajuda no Centro de Valorização da Vida: disque 188. Mais informações no site www.cvv.org.br

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