A importância dos anjos para a nossa salvação

Eles estão presentes desde a criação e acompanham momentos decisivos da história da salvação. Além disso, Deus nos presenteou com a sua companhia para todas as horas. Com vocês, os Santos Anjos.

Você acredita em anjos?

Já abordamos em outro artigo a origem dos anjos e dos demônios para entender a batalha espiritual que vivemos hoje.

Agora, queremos conversar um pouco mais sobre os anjos guardiões, os servos, aqueles que estão à disposição de Deus e a nosso favor.

Vamos ver o que o Catecismo da Igreja diz sobre a existência destes seres celestes.

Na Seção sobre o Creio, a partir do parágrafo 325, a catequese é sobre a parte do símbolo niceno-constantinopolitano “Criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis”.

Esta frase explicita que Deus é criador de tudo o que existe no universo; ele criou o mundo dos homens (a terra) e dos seres espirituais que também é sua morada.

A crença no exército celeste é uma verdade de fé, que nos aponta várias passagens da Sagrada Escritura e da Tradição. Santo Agostinho define que anjo é nome dado ao ofício desses seres espirituais que por sua vez, estão sempre contemplando a Face de Deus, prontos a executar Sua vontade.

Todavia, não é por terem este “cargo” que eles são simples serviçais: são espíritos puros dotados de inteligência e vontade própria, são imortais e cheios de beleza.

O Centro da vida dos anjos

“Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a Criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1, 15-16).

Assim, os anjos estão à serviço do plano salvador de Deus, ou seja, eles trabalham a nosso favor.

São inúmeras as passagens bíblicas que testemunham a presença decisiva dos santos anjos:

“Ei-los, desde a criação (Jó 38,7) e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização: eles fecham o paraíso terrestre (Gn 3,24); protegem Lot (Gn 19), salvam Agar e seu filho (Gn 21,17), detêm a mão de Abraão (Gn 22,11), pelo seu ministério é comunicada a Lei (At 7,53), são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23,20-23), anunciam nascimentos (Jz 13) e vocações (Jz 6,11-24; Is 6,6), assistem os profetas (1Rs 19-5) – para não citar senão alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus (Lc 1,11.26)”.  – Catecismo da Igreja Católica (CIC), parágrafo 332

Cairão mil ao teu lado e dez mil à tua direita; mas nada te poderá atingir. Basta que olhes com teus olhos, verás o castigo dos ímpios. Pois teu
refúgio é o Senhor; fizeste do Altíssimo tua morada. Não poderá te fazer
mal a desgraça, nenhuma praga cairá sobre tua tenda. Pois ele dará ordem a seus Anjos para te guardarem em todos os teus passos.
Em suas mãos te levarão para que teu pé não tropece em nenhuma pedra.
Caminharás sobre a serpente e a víbora, pisarás sobre leões e dragões.
(Sl 91 (90), 7-14)

Os anjos na vida dos fiéis

Os anjos são em sua natureza adoradores, desde o nascimento de Cristo até a sua Ascenção, eles nos apontavam o Verbo, glorificando-O desde o Seu nascimento, protegendo sua infância, consolando-O na sua angústia e anunciando a Sua Ressurreição.

Por isso, sabiamente a Igreja introduziu em sua liturgia, um lugar especial para os anjos, mais particularmente para os arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel e ainda, os Anjos da Guarda.

É interessante pensar que assim como com Jesus, Deus Pai quis que desde a nossa concepção (Mt 18,10) até a hora de voltarmos para Ele no céu (Lc 16,22), tivéssemos um protetor, amigo e companheiro para a peregrinação neste mundo.

Isso é afirmado pela Igreja no parágrafo 336 do CIC.

Como prestar devoção aos anjos

Podemos dizer que a melhor forma de “agradar” seu anjo é sendo fiel a Deus. Nada o deixa mais feliz e radiante do que ver que seu coração aos poucos abandona o pecado e se torna aqui nesta terra, cada vez mais semelhante a Cristo.

O seu anjo da guarda é um ser muito simples e humilde, portanto, se você se lembrar dele ao menos uma vez no dia para agradecer-lhe ou pedir uma luz para alguma situação, ele prontamente te ajudará.

Reze a Quarentena de São Miguel

Se você quiser neste tempo unir-se à toda Aliança de Misericórdia na oração da Quarentena de São Miguel =, pode começar hoje mesmo. Esta devoção era praticada por São Francisco de Assis e chegou até nós como um período de batalha e grande edificação interior.

Neste link você terá acesso a oração e pode receber em sua casa uma linda capelinha de São Miguel Arcanjo.

Por fim, práticas devocionais são boas desde que gerem frutos de virtude e santidade na vida de quem as pratica.

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