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O Semeador saiu a semear

Semear no mundo inteiro

“Saiu o semeador a semear”. (…) A cena é atual. O semeador divino lança, também agora, a sua semente. A obra da salvação continua a cumprir-se e o Senhor quer servir-Se de nós: deseja que nós, os cristãos, abramos ao seu amor todos os caminhos da Terra; convida-nos a propagar a mensagem divina, com a doutrina e com o exemplo, até aos últimos recantos do mundo.

Pede-nos que, sendo cidadãos da sociedade eclesial e da civil, ao desempenhar com fidelidade os nossos deveres, sejamos, cada um de nós, outro Cristo, santificando o trabalho profissional e as obrigações do próprio estado.

Palavra semeada

Sementes nas mãos

Se olharmos à nossa volta, para este mundo que amamos porque foi feito por Deus, veremos que a parábola se realiza: a palavra de Jesus Cristo é fecunda, suscita em muitas almas desejos de entrega e de fidelidade.

A vida e o comportamento dos que servem a Deus mudaram a história, e mesmo muitos dos que não conhecem o Senhor regem-se – talvez sem sequer disso se aperceberem – por ideais nascidos do cristianismo.

Vemos também que parte da semente cai em terra estéril, ou entre espinhos e abrolhos: há corações que se fecham à luz da fé.

Os ideais de paz, de reconciliação, de fraternidade, são aceites e proclamados, mas – não poucas vezes – são desmentidos com os factos.

Alguns homens empenham-se inutilmente em afogar a voz de Deus, impedindo a sua difusão com a força bruta ou então com uma arma menos ruidosa, mas talvez mais cruel, porque insensibiliza o espírito: a indiferença.

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia de 28 de maio de 1964, festa do Corpo de Deus, «Cristo que passa», n.º 150

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