O Monte Carmelo na vida cotidiana

O monte fica dentro do Parque Nacional de mesmo nome, localizado entre o Mar Mediterrâneo e o Vale de Jezrael. O episódio bíblico mais famoso acorrido lá, foi o massacre dos profetas de Baal. Elias desafiou os sacerdotes do ídolo para que ele fizesse um milagre.

Como nada aconteceu e o milagre quem fez foi Deus de Israel, Elias incitou o povo a matar os 400 sacerdotes. Logo depois deste episódio, Elias fugiu para uma das grutas do Monte, pois tinha medo de Jezabel (I Rs 18).

Espiritualidade Carmelita – Qual a origem da ordem carmelita?

Houve um grupo de monges essênios, na época de Jesus, que morava na região. Esse grupo buscava a pureza do ritual judaico, porém fora do templo, numa vida abnegada e de penitência. João Batista pertencia a este grupo. Com a primeira cruzada (século XI), vários cristãos quiseram se fixar por lá como eremitas, pois, queriam estar próximos do lugar onde o profeta Elias falava com Deus.

Apesar de serem eremitas, ou seja, sozinhos, reuniam-se todos os dias para a Santa Missa numa capela que era dedicada à Santíssima Virgem Maria. Nasce daí, a ordem dos Carmelitas, tendo como característica ser medicante-contemplativa. Com o passar do tempo, ela foi perdendo a dimensão de contemplação.

Santa Tereza, com a reforma (sec. XVI), trouxe de volta a dimensão contemplativa, ou seja, de união com Deus, no silêncio e recolhimento.

O que a espiritualidade carmelita diz para nós hoje?

Todos nós batizados, somos habitados pela Santíssima Trindade e de alguma forma, podemos experimentar na terra o que será no Céu. É necessário, para chegar a esta experiência, uma purificação interior, com jejum, oração e penitência.

No livro, Subida ao Monte Carmelo (São João da Cruz), define o ápice da unidade com Deus, como matrimônio espiritual. É um conhecimento e uma união tão profunda de vontades a tal ponto que, a minha vontade se confunde com a Vontade de Deus. Esta plenitude, todos os batizados são chamados a viver.

Essa união, São João da Cruz chama de subida ao Monte Carmelo, ou seja, é um caminho de esforço. As virtudes teologais devem ser exercitadas.

A fé purifica o intelecto, a esperança purifica a memória e a caridade purifica a nossa vontade. Tudo é obra de Deus, pois essas virtudes são infusas.

Como Nossa Senhora vai nos ajudar nisso?

O Carmelo é todo mariano, antes mesmo de São Luiz Maria Grignion de Monfort, eles já falavam de escravidão a Maria. O escapulário seria este sinal, como uma recordação do exemplo de Maria; o fiat como entrega e serviço. A união profunda de Maria com Deus é um modelo para todos os cristãos e carmelitas.

Ela é exemplo de vida interior e entrega a Jesus; ela mais do que ninguém soube percorrer seu interior e contemplar a Trindade em sua alma, conduzindo sua vontade a se unir com a Vontade de Deus: “Eis aqui a escrava do Senhor!”

O silêncio é muito caro à espiritualidade carmelita, e em Maria também encontramos este modelo. É necessário fazer silêncio meditativo, para promover o encontro com o Trindade dentro de mim e meditar os mistérios divinos. “Maria meditava e guardava todos esses fatos em seu coração“.

Como disse o padre Paulo Ricardo “No batismo nos revestimos de Cristo, com o escapulário nos revestimos de Maria. Ela vai nos modelando e gerando em nós o Cristo”.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

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