Importância dos avós em nossa formação

Celebrando São Joaquim e Santa Ana, o calendário secular também nos faz recordar o Dia dos Avós.

Os vovôs da Tradição

Joaquim e Ana são, segundo a Tradição da Igreja, os pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Antes que alguém diga, “mas não está na Bíblia”, nós católicos baseamos nossa vivência de fé no tripé: Sagrada Escritura, Tradição e Magistério.

Sem estes três, a compreensão da fé ficaria “manca”. A primeira dispensa comentários e a terceira diz respeito aos teólogos conciliares e sinodais que guardam a doutrina.

Já a Tradição, é formada pelo conjunto de práticas que chegaram até nós pela vivência das primeiras comunidades cristãs, seja pela tradição oral ou por escritos, como os que encontramos em alguns livros apócrifos, por exemplo.

É em um desses livros que as pessoas de Joaquim e Ana aparecem, no caso, no protoevangelho de São Thiago.

Todavia, não quero partilhar sobre doutrina hoje, mas sobre as figuras que a memória que os santos de hoje nos trazem: os avós.

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Doces lembranças

Avó com os netos.
Avó com os netos.

Não tive muito contato com meus avós, porém, do pouco que tive, guardo boas lembranças, todas elas da infância.

De meus avós maternos não lembro muito, mas a avó paterna sim. Ficava fascinada com a doçura com que a mãe de meu pai nos tratava. Seu abraço era macio e consolador.

Aquele rostinho enrugado me encantava de tal maneira que era, eu e meus irmãos ficávamos ao redor dela para ganhar (claro) docinhos e escutar as histórias da roça.

Eram “causos” incríveis de mula-sem-cabeça, saci, animais que falavam, pessoas que viam fantasmas… histórias que aguçavam nossa imaginação e nos levavam a criar nosso próprio mundo da fantasia e da criatividade!

Infelizmente ela partiu há quatro anos e não pude me despedir por conta da distância.

O legado dos avós

Neto abraça a avó
Presença dos avós é fundamental para o nosso desenvolvimento humano.

Penso que o maior presente que ganhamos com a presença dos avós é o contato com nossas origens, eles podem nos dar pistas preciosas de quem somos, sem perceber.

Poucas pessoas hoje em dia conhecem as particularidades de sua família, muitas vezes se percebem jogadas no mundo e, sem raiz, se identificam com qualquer grupo.

A presença de parentes mais velhos, no caso dos avós, nos faz fincar raízes para poder crescer de modo saudável enquanto pessoa que sabe para onde vai, pois sabe perfeitamente de onde partiu.

Saber quais foram as lutas e sofrimentos que os avós passaram para dar aos nossos pais uma vida digna, deve nos encher de orgulho e nos motivar nos momentos mais difíceis.

Minha avó Maria, por exemplo, enfrentou a morte de dois dos seus sete filhos, depois criou os outros cinco praticamente sozinha, pois meu avô a deixou. Trabalhando no ardente sol do sertão pernambucano no corte de cana, dava o que podia aos filhos e não sucumbiu a homens aproveitadores que, vendo sua condição de mulher sozinha, tentavam se aproveitar de sua integridade.

O que aprendi desta história? A pergunta certa seria o que estou aprendendo. A vida dos nossos avós é como um baú com tesouros preciosos; guardamos bem e abrimos de vez em quando para de lá retirar o necessário para alguma necessidade que a vida nos apresentar.

A segurança que dá é saber que isso ninguém vai nos tirar.

E você? Conhece bem seus avós? Partilhe alguma história que te marcou e que serve de motivação para você hoje.

São Joaquim e Santa Ana, rogai por nós.

Fernanda Tabosa, Colaboradora da Aliança

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