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Família, lugar do quebrantamento e do Pentecostes de Misericórdia

Meus irmãos, Deus está fazendo um apelo, pedindo: ‘me põe pra dentro da sua casa, da sua mente, do seu coração’”

Neste domingo (14), tivemos na Aliança o Congresso das Famílias, com participação presencial e transmissão online. Contando com a presença de casais missionários do Movimento, Pe. Custódio, Pe. Rodrigo Elias e do Pe. José Eduardo, Diocese de Osasco, o tema principal foi: Família, lugar do quebrantamento e do Pentecostes de Misericórdia.

Família: lugar de ser quem sou

Logo pela manhã, a palestra foi conduzida pelos missionários Ângelo e Vivian, casal consagrado que atualmente está na missão de São José dos Campos/SP, e acompanha os demais casais do Movimento, com orientações e oração.

Olhando para o chamado vocacional ao matrimônio, eles abordaram o lar familiar como sendo este o local onde se deve ser quem nasceu para ser. Ou seja, é o local que constantemente se aprende, se é formado, se torna aquilo que Deus sonhou para você.

Por isso, longe das fantasias e de um lugar perfeito (naquilo que compreendemos como perfeição), na construção desse projeto de Deus há também as tribulações, dificuldades e exigências, pois há uma missão a ser cumprida.

A partir disso, Ângelo fez uma leitura junto a passagem de Apocalipse 7, 13-14, onde o autor diz sobre a “grande multidão que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

Essa é a imagem que tenho da família, pois passamos por grandes tribulações. É comum pintar a família como algo bonito, mas no dia a dia existem muitas precauções”, refletiu o missionário.

Contudo, antes do desespero frente a missão, Vivian relembrou que a graça de Deus é maior que qualquer outra coisa. Sendo assim, Ele mesmo providencia todo o necessário para suprir as necessidades, dá força e o dom para cumpri-la. Portanto, é necessário se firmar naquilo que Ele diz: “Como o trem precisa estar sobre a linha, nós precisamos estar alinhados na Palavra”, alertou a missionária.

Colocando uma boa dose de simplicidade e humor, características do casal, eles trouxeram para a palestra situações cotidianas que passam todos os dias como família, aprendendo a ser melhor, ensinado e, principalmente, reconhecendo a presença de Deus.

Assista a pregação do Ângelo e da Vivian aqui.

Família: ambiente do avivamento – Pe. José Eduardo

Mais tarde, foi a vez do Pe. José Eduardo abordar o tema: “Família, ambiente do avivamento”. Com seus ensinamentos, o sacerdote achou justo trazer um conceito histórico sobre o que é ser família, desde a Antiguidade, Idade Moderna e nos tempos atuais.

“Se eu não mostro pra vocês o sentido do que é uma família, vocês ouvem essa pregação como se fosse uma capa e a deixam assim que saírem daqui. Por que hoje em dia não conseguimos nos ‘encaixar’ com o que a Palavra espera de nós? O motivo é que o ser família em nossos dias mudou de sentido, está enfraquecido”, justificou ele.

Para chegar ao ambiente de avivamento, é necessário reconhecer os equívocos que estamos vivendo e resgatar o sentido maior do matrimônio, elevado por Jesus Cristo a sacramento.

Família, na Antiguidade não é exatamente o que chamamos de família hoje. Quando a Palavra fala de família, ela fala do que havia naquele tempo e esquecemos. Se queremos entrar no plano de Deus para as famílias, precisamos resgatar aquilo que um dia ela foi”.

Na Antiguidade, casar-se não era um ato de romance. Homem e mulher se uniam e tinham o compromisso de criarem um “empreendimento público”, um lar sólido, que causasse impacto em toda aquela localidade onde viviam.

Na época, “uma família bem-sucedida na sociedade era aquela forte, que deu certo, e que determinava os rumos daquele lugar onde moravam”, explicou o padre.

Continuou dizendo: “Jesus Cristo elevou o matrimônio ao nível de sacramento e isso significa que a união do casal é também uma união com o próprio Jesus Cristo. Para os esposos cristãos, marido e mulher são sacramento de Cristo permanentemente um para o outro, até que a morte os separe. Quanto mais se ama o outro, mais se ama a Jesus Cristo”.

Sendo assim, para o casal cristão, casar-se é algo “muito parecido com o “fundar” um mosteiro, um convento”, exercendo no local onde habitam, uma influência também espiritual.

Consequências da Revolução Industrial na família

Com a chegada da Revolução Industrial, a sociedade mudou sua configuração. Com toda a mudança, a casa se transformou num lugar onde realmente só se dormia.

“Na Idade Moderna o casamento se tornou uma estrutura muito fraca, e aí entram as ‘pragas’ (…) O casamento que surgiu na Idade Moderna tem muito pouco a ver com o casamento da Antiguidade. Na Idade Moderna a família se tornou uma estrutura propositalmente frágil. Hoje, quando surgem as ideologias que dizem que temos que acabar com a família, entra muito fácil, porque ela está fraca”.

O diabo sabe que para destruir a sociedade ele precisa destruir a família. O que isso significa na prática? Estamos falando de um despertar espiritual que começa na família. A missão é grande.

Precisamos nos despertar da ‘hipnose’ do mundo moderno. A maior realização que as pessoas buscam hoje em dia é a realização profissional e quase mais ninguém pensa em ter uma família forte.

Metanoia

Hoje, muitos imaginam um casamento feliz idealizado: “marido e mulher que se amam e vão passear. Têm uma espécie de realização fantasiosa. As pessoas se frustram por isso”, disse o padre.

Nossa imaginação está povoada por fantasias. Comparando ao ideal pregado, muitos se sentem frustrados. Nosso imaginário precisa ser profundamente corrigido.

“O que queremos? Formar uma família forte. Objetivo prioritário: “meu cônjuge e eu precisamos viver um amor sobrenatural, não só um romance”. O casal cristão se casa porque os dois juntos querem encontrar a Deus, o Reino. Porque os dois juntos querem construir um lar que seja uma verdadeira comunidade de fé e amor. Uma igreja. Um pequeno mosteiro, dentro do qual vão buscar a Deus.

Deus quer que tenhamos famílias fortes. Será que seu ideal de família não está restrito e precisando alargar um pouco mais?

Os cristãos de nossa geração precisam receber uma enxurrada do Espírito Santo para alargar o coração. Se os cristãos da nossa geração não tomar a responsabilidade de reconstruir esse mundo, alargar o coração para algo mais profundo, firme, real… vamos ficar falando sobre avivamento, mas não iremos viver isso.

Avivamento não é euforia, é ser iluminado pela verdade da Palavra. Temos que reconstruir tudo de novo. Recuperar a nossa posição. Se quisermos um avivamento na nossa família, precisamos mudar o nosso conceito de ser família e nos arrependermos de deixar Deus tão longe”, encerrou o sacerdote, iniciando logo em seguida a um momento de oração, com a presença de Jesus Eucarístico.

Assista aqui a pregação do Pe. José Eduardo

Família: Lugar do quebrantamento e do Pentecostes de Misericórdia

Finalizando as pregações do Congresso das Famílias, os casais Paulo e Tatiane, Ramon e Pâmela falaram a respeito do quebrantamento de coração, essencial para o tão esperado Pentecostes de Misericórdia.

Ramon e Pâmela, missionários da Comunidade de Aliança, em Sorocaba, falaram da necessidade do verdadeiro arrependimento para um quebrantamento de coração. Arrepender-se profundamente, não por medo de Deus ou Seu castigo, mas por amor a Ele e ter reconhecido seu erro, ofendendo-O.

“Se hoje percebemos que erramos em algum momento, reconhecendo os nossos erros e pedimos perdão, o Senhor perdoará. Talvez, esse pedido não seja um passo de sentimento, mas de razão”.

Sendo este um assunto de reflexão individual e incentivo ao reconhecimento de pecados, Paulo e Tatiane trouxeram a verdade da presença do Espírito, que auxilia, que ilumina e molda os corações para um verdadeiro quebrantamento: “Não tem como viver o Pentecostes senão tivermos o quebrantamento de coração. Para isso, precisamos pedir o fogo do Espírito para que a dureza do nosso coração seja ‘derretida’ e nos curvemos diante de Deus”.

Ainda na pregação, falaram da necessidade dos pais e mães reassumirem o papel de autoridade que lhes foi conferida por Deus, como pastores de uma família, não deixando que as más influências adentrem o lar.

O jovem casal colocou um testemunho recente do que estão enfrentando em sua família, com a perda de um bebê e o diagnóstico de um tumor. Contudo, sublinharam a fortaleza Divina que estão tendo, assumindo, com ainda mais forças, o chamado de serem igreja dentro de casa, crescendo com as tribulações e confiando na Providência Divina.

Assista aqui a pregação com Paulo e Tatiane – Ramon e Pâmela

Encerramento

Concluindo o dia de evangelização, Pe. Custódio, presidente do Movimento, celebrou a Santa Missa. Na homilia, explicando a mensagem “enigmática” do Evangelho, onde podemos cair na tentação do medo do fim dos tempos narrado, ele trouxe para o tema do congresso.

Os grandes problemas não são as dificuldades que se enfrentam em casa. O problema das famílias é o afastamento de Deus. Quando não se procura mais Ele, ‘o sol se apaga, a lua para de brilhar e as estrelas caem do céu’. O Problemas não é o que vai acontecer amanhã. É o que já está acontecendo. Quantas famílias destruídas. (…). Sem perceber, aos pouquinhos vamos afastando o nosso coração de Deus. Com tantos afazeres, muitas vezes não somos capazes de dedicar sequer 5 minutos para Deus, para lutar por nossa família. (…) Não deixem Deus na varanda da casa, põe Deus pra Dentro. Quando Deus entra no coração, o inimigo sai, porque Deus está ocupando um espaço que é Dele. Meus irmãos, Deus está fazendo um apelo, pedindo: ‘me põe pra dentro da sua casa, da sua mente, do seu coração’”, alertou, o sacerdote.

Congressinho das Crianças

Simultâneo ao Congresso das Famílias, estava acontecendo o “Congressinho das Crianças”, com o tema: “Crianças avivadas no Espírito Santo”. Cerca de 130 crianças participaram, sendo elas os filhos dos casais que estavam no evento. Ao término da Santa Missa, elas fizeram uma surpresa ao pais, rezando por todos eles. Um momento bonito e de profunda emoção com tamanha pureza e simplicidade.

Assista aqui a homilia com Pe. Custódio

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