Família, lugar da manifestação divina

 Se alguém de outra religião o parasse na rua e perguntasse sobre as últimas palavras do Papa, o que você diria? Teria uma boa resposta para dar?

Vamos tentar ajudar um pouco…

Os documentos da Igreja são, para cada um de nós, filhos desta mesma Igreja, um convite para debruçarmo-nos sobre a nossa fé – sentido mais profundo de nossas vidas.

Deveríamos estuda-los, aliás, faz até mais sentido buscar esse conhecimento do que absorver tantas informações inúteis com as quais vivemos sendo bombardeados.

Sempre depois que a Igreja se reúne num Sínodo, nasce um documento chamado “Exortação Apostólica”, que é fruto das discussões e assuntos que foram tratados.

Em 1980 houve um Sínodo sobre a Família e então nasceu o documento chamado “Familiaris Consortio”.

A Alegria do Amor

O mesmo aconteceu em 2014 e 2015 – depois destas duas assembleias, pudemos receber, em 2016, a “Amoris Laetitia”, que traduzida significa “A Alegria do Amor”.

O Papa já inicia a Exortação fazendo uma leitura das “famílias da Bíblia” e podemos perceber que a família é “lugar da manifestação divina” – Deus mesmo escolhe por entrar na História da humanidade no seio de uma família!

Já o Segundo Capítulo nos traz a problemática da família de hoje, especialmente às famílias da Cultura Ocidental e Materialista: em resposta às mudanças culturais, as famílias são diretamente influenciadas em sua vida e configuração atual. Dos parágrafos 50 ao 57, o Papa nos mostra os atuais desafios, mencionando, por exemplo, as marcas da ausência paterna ou ainda o perigo da Ideologia de Gênero.

Uma dádiva

Nos capítulos seguintes, o Papa discorre sobre a Vocação da Família, sobre o Matrimônio – seu Amor e sua Fecundidade – e aqui vale ressaltar o convite que nos é feito, de passar a enxergar os filhos sobre uma outra perspectiva, em que “não são uma dívida, mas uma dádiva” (§ 81).

Os casais são chamados a não fecharem-se à vida, porém devem considerar o que é viver uma “paternidade responsável” (§ 167) e ainda são até mesmo incentivados à adoção (§ 178 em diante).

O Papa faz também um apelo para que a Família não se isole, não se feche, mas se relacione com os outros e principalmente com a Comunidade (§ 182).

Ela deve valorizar o “Encontro”, senão corremos o mesmo risco que se corre com os avanços tecnológicos, que, apesar de nos ajudarem, também podem criar “uma multidão de solitários”.

Amadurecer no amor

Ainda poderíamos citar tantas coisas, como a exortação que é feita para que haja uma boa preparação para as novas famílias que surgem, um bom acompanhamento destes novos casais, especialmente em seus períodos de dificuldade, e ainda os capítulos dedicados à educação dos filhos, ao acompanhamento, discernimento e integração das fragilidades e à espiritualidade conjugal e familiar.

Enfim, não queria escrever muito, pois você precisa mesmo é ficar com “um gostinho de quero mais”, como quem sabe que pode encontrar na Igreja a fonte, não só para saber o que responder se alguém lhe perguntar, mas principalmente para firmar aquilo em que se acredita, e saber se colocar na História… não como “mais um”, mas como alguém que fez realmente a diferença.

Deixo aqui duas dicas:

1. Vá ler o Documento na íntegra! Vale a pena!

2. Comece por viver dentro de casa, na sua família! Pois nenhuma família é perfeita, mas todas são chamadas a amadurecer para o Amor! (§ 325)

Camila Souza Sordi, missionária de vida

*Citações retiradas da Carta Amoris Laetitia (Alegria do Amor0, do Papa Francisco

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