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Arte sem Beleza

Nesta semana uma exposição de artes plásticas no espaço Santander Cultural em Porto Alegre, deu o que falar. Com o tema: “Diversidade sexual”, mostrava imagens de zoofilia (sexo com animais), pedofilia, além de imagens satirizadas de Jesus crucificado, da Virgem Maria e com palavrões impressos em réplicas da hóstia.

A exposição foi cancelada devido à repercussão negativa nas redes sociais.

Certo, percebemos que o conceito de arte se modifica ao longo de séculos, porém, há uma definição consensual: a arte serve para que o homem fale do seu interior, da sua visão de mundo.

Vivemos num tempo de desconstrução de valores e relativismo. Tudo se encerra com: “mas o que é certo para você, pode não ser para mim”, ou então frases do tipo “qual o seu conceito de tal e tal coisa”. A verdade? Ninguém mais a identifica! Cada um constrói o seu mundo, a sua verdade e como no assunto desta matéria, cada um tem o seu conceito de arte.

Não é de hoje que artistas zombam de elementos religiosos somente com o intuito de chocar; ao ridicularizar o sagrado eles dizem que aquele símbolo não diz nada para eles, menosprezando assim os cristãos.

Já se foi o tempo em que, com a arte, a humanidade expressava o seu respeito pela criação e pelo próximo, pelo humano e pelo divino; Da Vinci, Michelangelo, Donatello, Van Gogh, Salvador Dali, entre outros, antigos e modernos. Cada um, com a sua arte expressa algo que está em falta hoje: a beleza.

O que é Beleza?

Não adianta retrucar perguntando qual o conceito de beleza. O Belo é belo.

Uma vez na faculdade, durante a aula de cultura brasileira, o meu professor contou a história de um pintor que havia anunciado que em tal dia e hora apresentaria a maior obra de arte da sua vida e chamou toda imprensa. Chegado o dia, quem estava lá, viu uma tela branca enorme colocada no chão, em frente a um edifício.

Na hora marcada o artista chegou, subiu até o último andar do prédio e se precipitou de cima até à tela branca. Sim, ele morreu e pediu que ninguém recolhesse seus órgãos e/ou limpasse o sangue e que era para erguer a tela para todos verem sua melhor tela acabara de ficar pronta.

Isto pode ser chamado de arte, mas, não é bela. A beleza, traz vida e faz brotar do ser humano o que ele tem de melhor. Inspira, incentiva, emociona, reconcilia, motiva ao respeito e não agride.

São João Paulo II já dizia que o artista pode colaborar com a obra de evangelização através da beleza de suas obras. O mundo precisa ver o lado belo da vida para se reencontrar com o Criador.

Fiquemos com o discurso do Papa Bento XVI para diversos artistas, na Capela Sistina em 2009:

“A experiência do belo, do autenticamente belo, do que não é efêmero nem superficial, não é acessório ou algo secundário na busca do sentido e da felicidade, porque essa experiência não afasta da realidade, e sim leva a enfrentar totalmente a vida cotidiana para libertá-la da escuridão e transfigurá-la, para torná-la luminosa, bela (…)

Não tenhais medo de relacionar-vos com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história, rumo à Beleza infinita! (…)

 A fé não elimina nada da vossa criatividade, da vossa arte; mais ainda, ela vos exalta e vos nutre, animando-vos a atravessar o limiar e a contemplar, com olhos fascinados e comovidos, a meta última e definitiva, o sol sem crepúsculo que ilumina e torna belo o presente”.

(Leia na íntegra: https://pt.zenit.org/articles/bento-xvi-aos-artistas-o-mundo-precisa-da-beleza/ )

Isso nos faz lembrar outro episódio: lembra das charges de Maomé que custaram a vida de jornalistas do jornal Charlie Hebdo? O cristão não faz reparação de ofensas recebidas através da violência e simplesmente exige que quem prega respeito às diversidades possa ser o primeiro a praticá-lo.

Convido o leitor a verificar no link a definição da palavra arte no dicionário de significados (https://www.significados.com.br/arte/).

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