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Vícios e Virtudes no carnaval – leia mais

“Claro que é perfeitamente possível viver um carnaval moderado, virtuoso e santo, buscando os retiros de carnaval, tão comuns no Brasil, ou mesmo um tempo maior com a família e com Deus, através da oração”.

A palavra “carnaval” tem sua origem na da palavra latina “carne vale”, segundo alguns autores. Isto é, “adeus, carne” ou “despedida da carne”. É a festa onde se despedia da carne para, na Quarta-feira de Cinzas, se iniciar o tempo quaresmal, de jejum, esmola e oração.

Alguns estudiosos datam o carnaval com origem na antiguidade, século VI antes de Cristo, na Grécia. Há pinturas gregas em vasos, com figuras mascaradas, desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio (deus do vinho e das orgias), com fantasias e alegorias, certamente anteriores à era cristã.

Com o Cristianismo, a Igreja, que não é contra as demonstrações de alegria, desde que não se tornem pecaminosas, tentou ao máximo cristianizar a festa, retirando todos os excessos e restringindo o período aos três dias antecedentes à Quarta-feira de Cinzas, subordinando-a aos princípios evangélicos.

Exageros do carnaval

Hoje, muito mais do que uma mera despedida da carne enquanto alimento, o carnaval se tornou uma verdadeira festa da carne, do pecado.

O período do carnaval, infelizmente, é visto como um tempo onde todos os vícios se tornam normais, e até lícitos. Infelizmente, vemos e ouvimos que o abuso de álcool e drogas é “natural” no carnaval, a sexualização extrema e orgias são “normais” no carnaval…

É tempo onde os vícios estão todos soltos, como os quatro cavaleiros do apocalipse (Cf.Ap 4,6 ). Onde tudo é permitido, e que se reflete sobre os atos na Quarta-feira de Cinzas, onde há choro e ranger de dentes.

O Carnaval de Veneza

O Carnaval de Veneza é um dos carnavais mais famosos do mundo. A festa data de 1094, quando Vitale Falier, de uma das famílias mais importantes da cidade, decidiu que, antes da Quaresma, a população merecia o direito de se divertir com jogos e brincadeiras.

Até aí tudo muito justo, porém, com o tempo, o carnaval foi mudando de aspecto, os jogos deixaram de ser jogos inocentes, as pessoas passaram a promover o uso de máscaras e fantasias para pular o carnaval.

Com isso, se tornou sinônimo de um período onde se abandonava a própria identidade, e por isso podia-se fazer o que quisesse: atos imorais, pequenos crimes e golpes.

O caso foi tão grave que, por um período, as autoridades de Veneza proibiram o uso de máscaras durante a noite, em locais sagrados e em casas de jogos.

Os vícios e o carnaval

Em 2018, André Parreira, membro do Instituto Nacional da Pastoral Familiar e da Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e autor de livros sobre matrimônio e família, em uma entrevista afirmou sobre o carnaval:

“a resposta pode começar com outra pergunta: alguém poderia dizer que o os blocos, desfiles e bailes de Carnaval não são ambientes propícios ao pecado, com tanto álcool, nudez e erotização? As modas das mini-roupas (as bermudinhas viraram o traje oficial!) e fantasias minúsculas ou de caráter sexual refletem o pudor daqueles que tem consciência de que são templo do Espírito Santo?”.

Hoje, as festas tradicionais de carnaval são uma grande ocasião para o pecado e para cairmos em todos os tipos de vícios. Como Santo Afonso Maria de Ligório diz, devemos fugir das ocasiões de pecado.

Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: ‘Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!’” (Santo Afonso Maria de Ligório)

Devemos combater os nossos vícios. Essa falta de combate gera homens e mulheres fracos e maus. Homens e mulheres que só pensam em si mesmos e no seu prazer.

Quando cedemos, por exemplo, ao vício da gula, alimentamos em nós a concupiscência e o egoísmo. Torna-se mais fácil ceder à luxuria, à inveja, e a tantos outros vícios que nos assemelham aos animais.

É isso que o carnaval moderno incentiva, a nos tornarmos menos humanos e mais como os bichos, agindo pelos nossos instintos mais baixos e usando coisas e pessoas.

É possível viver esse período em santidade

Claro que é perfeitamente possível viver um carnaval moderado, virtuoso e santo, buscando os retiros de carnaval, tão comuns no Brasil, ou mesmo um tempo maior com a família e com Deus, através da oração.

Mas, mais do que tudo, é importante refletir: como tem sido meus carnavais? Tenho me deixado levar pela falsa alegria? Tenho constantemente nesse período alimentado meus vícios?

A Quaresma logo começará e é um tempo de conversão. Deus nos pede hoje “Sede Santos como vosso Pai é Santo” (Mt 5, 48).

A Aliança de Misericórdia realizará várias iniciativas durante esses dias. Veja aqui algumas propostas de atividades e participe.

 

 

Fonte:

Formação Canção Nova

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