Seguindo os passos de Maria, nossa Mãe – Fevereiro/2018

FEVEREIRO/2018

Maria foi apressadamente ao encontro de Isabel.” (Lc 1,39)

Maria mais uma vez nos educa e ensina o caminho da caridade, do serviço e da evangelização. Ela nos ensina a tornar “divino” cada momento do nosso dia e a transformar cada relacionamento humano em experiência do Céu.

Ela, como Mãe, nos educa para vivermos a Palavra no concreto da nossa vida, no dia-a-dia da nossa existência e a descobrir no amor e no serviço aos irmãos a síntese do Evangelho.

Tudo deve ser feito com os olhos de Deus, no amor de Deus, na Sua Presença. Maria e Isabel nos ensinam isso quando se encontraram, depois da anunciação do anjo à Maria:

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc 1,39-41).

O termo “naqueles dias”, que Lucas usa, indica um tempo bem definido. Anteriormente, o evangelista tinha escrito “quando Isabel estava no sexto mês”.

É um tempo que lembra o livro do Genesis, quando Deus criou o homem no sexto dia. O número seis é composto pela soma de três mais três, e este número pela Bíblia diz “limite, finitude”. Diz que nós somos criaturas cheias de limites, pecados.

Maria, no sexto mês, vai apressadamente para servir Isabel. Maria sabe que encontraria uma pessoa limitada e ainda mais velha, sem forças. Maria não foi até Isabel para anunciar a todos o grande milagre que Deus fez nela. Nada disso!

Ela foi para servir uma pequena e mísera criatura, colocando-se totalmente a disposição dela. Maria serve, no silêncio, o “nada” que está na frente dela. Serve a criatura imperfeita, e, nela, quer servir a humanidade que sentia falta de Deus.

Isto para nós se torna um grande ensinamento, porque devemos entender que nunca devemos servir as pessoas para receber em troca qualquer favor. Não podemos servir por interesse ou para ganhar alguma coisa.

Como Maria, devemos ser conscientes em servir aqueles que Jesus escolheu: os pobres, limitados, os últimos. Quantas vezes, ao contrário, ajudamos aquela pessoa rica ou inteligente que pode dar um retorno em dinheiro ou em agradecimento?! Maria escolhe aquilo que Deus escolheu: o último.

Maria foi apressadamente ao encontro de Isabel.” (Lc 1,39)

E faz isso apressadamente… Ela não se preocupa com o seu estado físico, com o fato de que no seu ventre está presente o Filho de Deus. Ela tem pressa de servir sem olhar para si mesma.

A caridade é válida quando a pessoa não vive organizando-se ou fazendo “planos quinquenais”. A Igreja, em geral, no serviço da caridade, muitas vezes, se deixou pegar demais com programas, sínodos, discussões que terminam depois somente no papel e aí morrem.

E nós? Quantas vezes deixamos de lado aquilo que foi para nós salvação, como o nosso encontro pessoal com Deus, porque começamos a “raciocinar inteligentemente” e isso toma conta da nossa cabeça, sem pensarmos que nós reencontramos Jesus através destes meios de evangelização?  Maria apressadamente se colocou a servir, porque o outro necessitava se encontrar com o Salvador. E nós, apressadamente o que fazemos? Será que a morte espiritual e até física dos outros hoje nos deixa indiferentes?

Maria entrou na casa e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre” (Lc 1,40-41). É maravilhoso aquilo que nós lemos neste brevíssimo versículo.

São duas pessoas que se encontram e a presença do Espírito de Deus se manifesta. Lucas, neste versículo, quer nos lembrar de uma verdade fundamental: o meu serviço se realiza milagrosamente e maravilhosamente se eu, como Maria, estou em Deus e tenho Deus em mim.

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A minha ação caritativa terá valor somente se eu vivo em Deus se a minha alma está em sintonia com o criador e realizo aquilo que Jesus nos mandou fazer: amar em Deus, servir em Deus.

Não posso e nunca devo fazer caridade só porque sinto um desejo puramente humano, ou para me sentir realizado como pessoa, de forma egoística.

Frequentemente, o nosso agir, infelizmente, é puramente humano, filantrópico. Sirvo os pobres em busca de gratificações, ou ainda quando estou em companhia de amigos. Faço para eles uma visita, para sentir-me realizado, feliz, mais santo?

Tudo, com o tempo, passa! Quantos de nós, no começo, na empolgação da conversão, passávamos noites inteiras nas ruas, com os moradores de rua e agora será que vivemos essa mesma radicalidade? Se for assim significaria que não estávamos e não estamos em Deus!

Se Jesus não está no centro da minha vida, então não vejo mais Jesus que está vivo nos pobres.

Maria vai apressadamente para servir, mas ela vai com Jesus vivo nela, no seu ventre. Ela oferece a única coisa que tem: Jesus. Não vai para fazer o bem, mas vai para levar Jesus à Isabel. Esta é a verdadeira caridade.

É a presença de Jesus no meu ser que me move constantemente a amar e servir sem limites. Eu me torno assim “Jesus para o outro”. O servir, a caridade tem sentido exclusivamente se eu “sou Jesus”, se amo o Amor, se vivo a Palavra, a Eucaristia.

O dar aos outros de mim mesmo, com o tempo, cria somente fracasso, cansaço, rejeição, até ódio do outro, porque o outro, amado humanamente, mostra e mostrará sempre mais os seus limites, egoísmo, sujeira, pecado. A santa caridade se realiza só se amo como Jesus e em Jesus.

Maria não se preocupou se Isabel era velha, se vivia longe, se estava com medo ou escondida dos outros. Maria levou para Isabel Jesus!

Maria foi apressadamente ao encontro de Isabel.” (Lc 1,39)

E Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41). Este é o resultado do amor de Maria: Isabel recebeu o Espírito e ficou cheia de alegria. É lindo ver como a presença de Jesus dada através de Maria atrai o Espírito.

A nossa caridade, o serviço aos últimos ou a cada pessoa que encontramos, deve ter como ponto inicial e final comunicar o Espírito Santo, levar o outro a renascer no Espírito: Jesus em mim, que se encontra com o Jesus no outro e o amor recíproco gera um Pentecostes!

Esta deve ser a nossa meta, levar o Espírito Santo para qualquer pessoa que servimos nas obras da caridade.

Que o outro, encontrando-nos, possa enfim exclamar como Isabel: bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre!

Pe. Antonello Cadeddu
Fundador da Aliança de Misericórdia

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