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Pessoas com autismo têm um afeto incrível e um amor profundo

“Pessoas com autismo têm um afeto incrível e um amor profundo.”

O autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. As pessoas com autismo apresentam dificuldades em compreender e expressar emoções, em manter contato visual e em se comunicar verbal ou não verbalmente.

O autismo é um espectro, abrangendo uma ampla gama de características e sintomas, que podem variar desde quadros leves até formas mais graves da condição. Além disso, muitas pessoas com autismo têm habilidades e interesses específicos, que podem ser muito notáveis e até mesmo geniais.

A causa exata do autismo ainda é desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos e ambientais podem estar envolvidos no seu desenvolvimento. Não há cura para o autismo, mas intervenções precoces e terapias adequadas podem melhorar a qualidade de vida das pessoas com a condição.

Entre as terapias mais comuns para o autismo estão a terapia comportamental, a terapia ocupacional, a fonoaudiologia e a terapia sensorial. Além disso, muitas pessoas com autismo podem se beneficiar de apoio psicológico, suporte educacional e outras formas de intervenção multidisciplinar.

Na Aliança, promovemos a integração total de cada pessoa. Temos alguns casos em nossos projetos, e não demorou muito para entendermos que acolher e conviver com pessoas autistas requer amor, compreensão, empatia e adaptação às suas necessidades e características individuais; respeitando suas habilidades e preferências.

Nossa comunicação com eles é clara e simples, usando recursos visuais, rotinas estáveis e um ambiente confortável. É assim que promovemos a inclusão, incentivando sua participação, expressão de sentimentos e realização de suas próprias tarefas diárias.

No projeto SASF (Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Básica no Domicílio) em Taipas, temos alguns casos que orientadores e técnicos acompanham a família, incluindo o cuidador do autista. Nesses casos, há diferentes idades e características, e alguns participam das atividades realizadas no núcleo, onde é dada a devida atenção a cada um. Um deles, acompanhado pela mãe, concluiu um curso de Manutenção de Celular há dois anos. A equipe de orientadores ressalta que a presença familiar é fundamental para a adaptação a novos ambientes e pessoas, ajudando na qualidade de vida, na aquisição de novas habilidades e reduzindo os desafios, permitindo que ganhem autonomia.

Na creche CEI I, temos um caso que relata a professora Kelly Cristina S. Santos: ‘Foi um desafio ter um autista em sala, pois eu não tinha experiência e precisei me informar sobre o assunto a partir do T.A.F. No começo, senti algumas dificuldades, pois o início do T.A.F. ficou resistente a mim; ele sentia falta da professora anterior, tinha tendência a se isolar, fazia muitos movimentos repetitivos e não tinha autonomia. Então, comecei a me aproximar cada vez mais dele para que confiasse em mim, de forma que ele também participasse das atividades em grupo. Observei que ele gostava de pintar e aproveitei esse momento para que ele mostrasse suas habilidades. Fomos aos poucos trazendo-o para a interação e a socialização. Me aproximei tanto dele que ganhei aquela criança desconfiada e ao mesmo tempo cheia de potencial. Hoje, T.A.F. é uma criança participativa e interage com as propostas que aplicamos em sala com o grupo. A cada dia, percebo sua melhora na socialização e na interação com seus colegas de sala. Eu, como educadora, respeito o espaço e o tempo dele. Foi desta forma que vimos seu belo crescimento. Para mim, o caso T.A.F. foi um desafio que só reforçou em mim uma ação amorosa que sempre acreditei: que eu quero transformar a vida das pessoas através da educação.

 

Atualmente, muitas organizações e grupos de defesa dos direitos das pessoas com autismo estão trabalhando para aumentar a conscientização sobre a condição, promover a inclusão e garantir que essas pessoas tenham acesso a recursos e suporte adequados. Com maior conscientização e investimento em pesquisas e políticas públicas, podemos ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo e suas famílias.

 

Os dados sobre o número de pessoas com autismo no Brasil ainda são bastante limitados, e não há estatísticas oficiais precisas sobre a prevalência da condição no país. No entanto, algumas estimativas indicam que o autismo afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, considerando tanto crianças quanto adultos.

 

Essas estimativas têm como base estudos realizados em outras partes do mundo, que indicam que o autismo afeta em média cerca de 1 em cada 100 pessoas. No Brasil, estima-se que haja cerca de 200 mil novos casos de autismo por ano, o que reforça a importância de se investir em pesquisas e políticas públicas voltadas para a detecção precoce e o tratamento adequado da condição.

 

Vale ressaltar que o autismo é um transtorno complexo e heterogêneo, que pode se manifestar de diferentes formas e em diferentes graus de gravidade. Portanto, é importante que a sociedade em geral esteja ciente da diversidade de experiências e necessidades das pessoas com autismo, e que sejam oferecidos recursos e suporte adequados para que essas pessoas possam desenvolver seu potencial e ter uma vida plena e digna.

 

LINK DA CAMPANHA: https://bit.ly/sejadoadordenfp

 

 

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