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Pascoa Eterna do Irmão Nivaldo

Nivaldo, o primeiro missionário da Aliança de Misericórdia, adotou o nome de consagrado com Nivaldo da Cruz. Abraçando a missão de seguir Jesus, entregou-se completamente, assimilando a cruz de Cristo.

Sua vida é marcada pela misericórdia divina. Nivaldo veio de um família pobre e numerosa, marcada pela ausência de educação formal. Cedo, ele se viu imerso no submundo das drogas e do crime, sofrendo inúmeras perdas. Até que certo dia, jovens desconhecidos lhe disseram: “Cara, Jesus te ama!”, e Nivaldo, intrigado, respondeu: “Quem é este Jesus? Eu não O conheço!”.

Um tempo depois ele buscou reabilitação em uma casa de recuperação para dependentes químicos. Mas, em um momento desesperador de abstinência, Nivaldo entrou em uma capela e clamou ao Senhor: “Se você realmente existe, fala comigo!“. Para sua surpresa, ele ouviu uma voz que lhe disse: “Abra a Bíblia!”. Mesmo sendo analfabeto, ele conseguiu ler as palavras sagradas pela primeira vez em sua vida. Isso marcou o início de sua conversão e seu profundo amor a Escola da Palavra.

Decidindo entregar sua vida ao Senhor, Nivaldo se juntou à Aliança no trabalho de evangelização com os mais pobres e acolhidos da rua.

Nivaldo era uma alma simples, dedicada à oração e ao escondimento, e possuía dons notáveis para a pregação e a oração de libertação. Seu testemunho inspirava especialmente os jovens que compartilhavam seu passado tumultuado.

Em seu último dia de vida, Nivaldo pregou na Febem (Fundação CASA) para os jovens encarcerados. Ele meditou sobre a história do Bom Ladrão e ofereceu esperança aos jovens, compartilhando sua própria transformação e exortando-os a se arrependerem.

No entanto, após o retorno de uma busca por um jovem perdido nas drogas, um trágico acidente de carro tirou a vida de Nivaldo naquela noite, em 16 de setembro de 2001.

Seu falecimento ocorreu um dia após a Festa de Nossa Senhora das Dores e na semana da celebração da Exaltação da Santa Cruz, relembrando o nome que ele havia escolhido ao consagrar-se a Deus.

Nivaldo foi um exemplo vivo do carisma da Aliança de Misericórdia, demonstrando que todos são chamados a dar suas vidas pelos outros. Seu convite ao Paraíso, feito aos jovens da Febem, não era apenas uma teoria, mas uma realidade. No dia de sua morte, um daqueles jovens voltou, pedindo perdão após cair novamente nas drogas, testemunhando o impacto profundo da vida de Nivaldo.

Ele acreditava que a verdadeira liberdade estava além das limitações físicas e que todos poderiam experimentá-la, mesmo atrás das grades.

Sua vida e seu chamado à missão na Fundação Casa foram marcados por seu convite: “Você vem comigo ao Paraíso?”. Nivaldo faleceu indo atrás de uma ovelha perdida, exemplificando seu compromisso com a missão até o fim. Ele ofereceu a própria vida para que outros pudessem encontrar vida abundante em Cristo.

Nivaldo é lembrado como um ícone de entrega, celibato, missão, integridade, transformação, consagração e martírio. Sua história continua a inspirar e recordar a todos que o amor de Deus nunca desiste e que a liberdade em Cristo é acessível a todos, não importa o quão perdidos possam parecer.

Sua amizade espiritual e seu testemunho perduram como um lembrete de que a vida pode ser um lugar onde Jesus encontra espaço para nascer, crescer, viver, morrer e ressuscitar.

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