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A mulher do silêncio

“Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração”. (Lc 2, 19)

Ano após ano, o tempo passa, os anos se sucedem e a vida se consome. Acostumamo-nos a tudo, às avalanches de notícias que continuamente “bebemos” e outros decidem passar-nos para alimentar nossa “cultura”, às vezes, para desviar nossa consciência e envenenar nossas almas. Poucas pessoas são capazes de tanta liberdade, como Maria, que sabia discernir os acontecimentos realmente significativos, meditando-os em seu coração para edificar sua casa sobre o sólido fundamento da Palavra que não passa.

O dia do homem segue cheio de acontecimentos. Constantemente somos bombardeados por notícias, ideias e novidades. Gostamos de repetir os fatos que ouvimos, expressando nossos comentários. No entanto, poucos sabem discernir o que alicerça a nossa vida interior, o que pode levar-nos a um crescimento verdadeiro. O estimado psiquiatra Augusto Cury diz que as pessoas escolhem cuidadosamente o alimento do corpo, evitando o que pode estar estragado e causar danos ao organismo; poucos, porém, se dão conta do cuidado maior que é necessário ao escolher o que alimenta os nossos pensamentos, reflexões e a vida interior. Muitas vezes, sem perceber, nos envenenamos com pensamentos estragados que causam concupiscências  piores para o nosso equilíbrio interior que os alimentos para o corpo.

Maria sabe que o centro da história é o “recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura” (Lc 2, 16). Nele, ela fixa o seu olhar contemplativo; Ele é o centro do seu coração (…)

semblante Pietá
pixabay/dominio público.

Por isso, sabemos que da nossa vida, de cada ano, de cada momento, só resta o quanto teremos vivido em Cristo. Ele tem que ser o centro das nossas escolhas, dos nossos pensamentos, dos nossos afetos. Assim, do tempo que passa, só permanece o amor, este relacionamento pessoal, íntimo com o Senhor da história que habita nosso coração e vive em nós, como cristãos chamados a sermos a “luz do mundo” (Mt 5, 14) e moradas do Senhor (Jo 14, 23) através da sua Palavra, ouvida, meditada e vivida (Dt 6, 6ss). Na escola de Maria aprendemos a manter nosso coração atento ao que é eterno, ao amor que nos fixa desde já na eternidade.

(…)

O amor faz passar da morte à vida. É o caso da Severina que, colaborando no bazar para as nossas crianças da Casa Naim, tem sido curada de pressão alta, diabetes e depressão. Ao médico, surpreso pela cura, respondeu: “Doutor, eu entendi que a melhor cura é amar”.

Amar, amar, amar para vivermos hoje e sempre, plenamente, como Maria, mestra do amor.

(Trecho retirado do livro “A Escola de Maria” dos padres Antonello e João Henrique, da Editora Cultor de Livros, coleção Nosso Carisma)

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