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Festa da Sagrada Família: O modelo da família de Nazaré

A Festa da Sagrada Família logo após o Natal é uma data muito importante e significativa, pois meditamos na vida da família de Nazaré. Neste momento é essencial refletir sobre a importância da família como alicerce da fé e da sociedade.

São João Paulo II, um dos papas mais amados da Igreja, destacou a Sagrada Família como o modelo para todas as famílias cristãs.

Em sua simplicidade e humildade, a família de Nazaré nos ensina a importância da oração, do respeito e da dedicação mútua. Ao celebrar esta festa, somos chamados a buscar a santidade em nossos lares, modelando nossas vidas pelo exemplo da Sagrada Família.

O Papa Paulo VI enfatizou a família como a célula fundamental da sociedade, um santuário onde os valores cristãos são cultivados e transmitidos.

Durante a Festa da Sagrada Família, somos convidados a fortalecer nossos laços familiares, tornando nossos lares verdadeiros lugares de oração, compreensão e apoio mútuo.

Santo Agostinho nos lembra que o amor é a força que une a Sagrada Família. Em nossas próprias famílias, devemos buscar amar incondicionalmente, imitando o amor divino exemplificado por Jesus, Maria e José.

Ao celebrarmos esta festa, abramos nossos corações para as lições inspiradoras que a Sagrada Família nos oferece. Que possamos encontrar força e orientação nas palavras dos Santos e Padres, moldando nossas famílias à imagem daquela que é sagrada, exemplar e cheia de graça.

 

Meditação de São João Paulo II sobre a Sagrada Família

O Filho de Deus veio ao mundo pela Virgem, cujo nome era Maria; nasceu em Belém e cresceu em Nazaré sob a proteção de um homem justo, chamado José.

Jesus foi, desde o princípio, o centro do grande amor de ambos, amor cheio de solicitude e afeto; foi a grande vocação, foi a inspiração e foi o grande mistério da vida de Maria e de José. Na casa nazarena crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens (Lc 2, 52). Foi obediente e submisso, como o deve ser um Filho em relação aos próprios Pais. Esta obediência nazarena a Maria e a José ocupa a quase totalidade dos anos que Ele viveu na terra, e constitui, assim, o período mais longo da total e ininterrupta obediência tributada ao Pai celeste. Não são muitos os anos que Jesus dedicou ao serviço da Boa Nova e, finalmente, veio o Sacrifício da Cruz.

A Sagrada Família pertence, deste modo, parte importante do mistério divino, cujo fruto é a redenção do mundo.

Na solenidade da Sagrada Família de Nazaré, a Igreja, através da liturgia de hoje, apresenta os melhores e mais fervorosos votos a todas as famílias do mundo. Tiro da carta de São Paulo aos Colossenses apenas duas frases bem ricas de significado. Seja a primeira: A paz de Cristo reine nos vossos corações (Col 3, 15). De facto, a paz é sinal do amor, é a sua confirmação na vida da família. A paz é a alegria dos corações; é conforto no trabalho diário. A paz é o amparo que marido e mulher se oferecem reciprocamente, e que os filhos encontram nos pais e os pais nos filhos.

Acolham todas as famílias do mundo os votos de tal paz.

Acolham elas, também, outro voto. de que se fala em seguida na mesma carta de São Paulo aos Colossenses: A palavra de Cristo permaneça em vós abundantemente (Col 3, 16).

A palavra é manifestação do pensamento e meio de entendimento recíproco. Os pais começam o trabalho educativo ensinando aos filhos palavras. Elas revelam a inteligência e a alma e abrem à criança os caminhos do conhecimento do mundo, dos homens e de Deus.

A palavra é meio fundamental de educação e desenvolvimento para todo o homem.

Acolham hoje todas as famílias do mundo os votos de bem e de paz que emanam da riqueza da Palavra de Cristo, para que, através da fé .na mesma Palavra, os filhos dos homens encontrem a força de vida que Ele lhes transmitiu com o seu Nascimento. Por estas intenções elevemos agora a Nossa Senhora as nossas orações.

 Veja também: A vocação da família revelada na Sagrada Família de Nazaré

Oração à Sagrada Família, de São João Paulo II

Que São José, “homem justo”,

trabalhador incansável,

guarda íntegro dos penhores

que lhe foram confiados,

guarde, proteja e ilumine nossas famílias.

 

Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja,

seja também a Mãe da “Igreja doméstica”

e, graças ao Seu auxílio materno,

cada família cristã

possa tornar-se verdadeiramente uma “pequena Igreja”,

na qual se manifeste e reviva

o mistério da Igreja de Cristo.

 

Seja Ela, a serva do Senhor,

o exemplo de acolhimento

humilde e generoso da vontade de Deus;

seja Ela, Mãe das dores aos pés da cruz,

a confortar e a enxugar as lágrimas dos que sofrem

pelas dificuldades das suas famílias.

 

E Cristo Senhor, Rei do Universo,

Rei das famílias, como em Caná,

esteja presente em cada lar cristão

a conceder-lhe luz e felicidade,

fortaleza e serenidade.

Amém.

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