Dia Nacional da Adoção – uma via de amor

Na busca pela conscientização quanto à importância da adoção e fomento quanto às reflexões sobre o assunto, hoje, dia 25 de maio, é celebrado no Brasil, o Dia Nacional da Adoção.

Dia Nacional da Adoção

No portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com informações do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, é possível acompanhar as estatísticas de crianças e adolescentes acolhidos, disponíveis para adoção, número de pretendentes e outras informações.

De acordo com as estatísticas, mais de 4 mil estão em processo de adoção e quase 5 mil disponíveis para agregarem a um lar de amor. Por outro lado, existem mais de 30 mil pessoas com pretensão em adotar.

Contudo, muitos fatores ainda dificultam o processo e “fechamento dessa conta”, sejam burocracias, lentidão e até mesmo o perfil que alguns pretendentes esperam, incluindo faixa etária, uma vez que o maior número dos acolhidos estão com idade acima dos 10 anos.

Maternidade e paternidade por via Adotiva

Nesse mês de maio, a Aliança fez uma série de lives no Instagram, sobre o tema “Ser Mãe”, abordando, inclusive, a maternidade por via adotiva. Na edição, a missionária de aliança, enfermeira Obstetra e Consultora de Amamentação, Helaine Carneiro, nos contou o seu testemunho como mãe e família acolhedora, sublinhando que: “muitas vezes, a gente fala assim: ‘vamos adotar porque vamos fazer o bem, uma caridade para uma criança’. Adoção não é caridade! É união de almas, de corações. Se pensamos que vamos fazer o bem a uma criança, estamos enganados, porque a gente é que ganha, ganha tanto. É um sentir-se pleno!”.

Clique aqui para assistir a Live Ser Mãe por via adotiva

Troca de experiência – Dia Nacional da Adoção

Como a Helaine comenta na Live, ainda existem “tabus” que impedem as famílias de iniciarem o processo de adoção e até mesmo na realização desse sonho. Conversar com famílias acolhedoras, ouvir suas experiências e perseverança durante o processo, que costuma ser longo, é uma ótima alternativa.

No programa Parte de Nós, exibido pela TV Canção Nova e no nosso canal no Youtube, conversamos com dois casais que viveram esse caminho, atestando que ser pai e mãe vai muito além dos laços sanguíneos!

 

O sentimento que temos hoje é de gratidão, e o desejo de se entregar cada vez mais. É Deus que cuida de Tudo. Foi Ele que cuidou da nossa história (Júlio Neto)

 

Para refletir – Dia Nacional da Adoção

Complementando essa reflexão a respeito do Dia Nacional da Adoção, nessa matéria ainda outro relato de quem vive essa via de amor.

A adoção me escolheu

E você sabia que pessoas solteiras também podem se candidatar à adoção?

Foi a situação da Élida de Freitas, que conheceu a sua filha na comunidade do Moinho (onde a Aliança mantém atuação social e de evangelização), quando iniciou seu trabalho no local. Ela conta que “a adoção a escolheu”, pois achava que para isso acontecer existiam muitos fatores que a distanciava do processo: “[eu] achava que para isso acontecer, existiam fatores econômicos e outros, e que isso estava longe de nós naquele momento”.

O início

No ano de 2008, quando comecei a trabalhar no Moinho, eu conheci primeiro a mãe da Natasha. Ela era usuária de drogas e, me aproximando dela, aceitou fazer um caminho nas nossas casas de acolhida. Porém, não conseguiu ficar, passando depois por outras casas de acolhida também”.

Elida contou que em uma dessas casas, a filha foi com ela, mas não resistiu à abstinência das drogas e voltou às ruas, deixando a filha na casa onde estava. “Ela quis sair e pediu para alguém da casa me contactar, para que eu fosse pegar a menina, porque ela ia voltar para a rua. Entraram em contato comigo e falaram que eles iam aguardar. Se eu não aparecesse, iam acionar os abrigos para assumir a guarda.

Eu era solteira, morava com meus pais, conversei com eles e falei se poderíamos assumir a Natasha, que na época tinha dois anos. Decidimos que iríamos assumir. Para nos resguardar, também em relação à escola, vacinas, médicos, e eu não sabia quando veria a mãe novamente, fomos até à Vara da Infância e pedimos uma guarda provisória de um ano.

Aos cuidados de Deus

Natasha, à esquerda, junto com a Élida.

Fomos fazendo esse caminho de adaptação, de ter uma criança em casa, e graças a Deus foi tudo preparado pelo Senhor. Teve muitas pessoas da Igreja que nos ajudaram com roupas, se oferecendo para ajudar a cuidar… os anos foram se passando e hoje ela tem 14 anos”.

Após um período de muita luta, a mãe biológica conseguiu se restabelecer, se casou e teve outra filha. A Natasha continuou com a Élida, que hoje é também mãe biológica de outros 3 filhos.

“A mãe da Natasha teve a oportunidade de se casar e a Natasha foi a ‘noivinha’. A mãe dela, infelizmente, faleceu em 2017, grávida de 9 meses, com pressão alta, e o bebê faleceu junto. Nesse dia, nós conhecemos umas tias por parte da mãe. Então, a Natasha conheceu também o outro lado da família dela, ao qual ela também mantém o contato. 

Apesar de a amarmos muito, deixamos ela muito livre para escolher com quem ela gostaria de viver, com quem ela gostaria de morar.  E ela, a todo tempo, nos têm como referência de família”.

Um presente de Deus

“Hoje ela tem 14 anos. Nós brincamos e nos perguntamos se o amor é maior ou igual, e eu me arrisco a dizer que o amor é maior, porque é uma responsabilidade de ter uma pessoa que ‘não é sua’ e você criar, educar e rezar para que ela seja feliz e faça escolhas boas na vida.

E que diferença há entre ser adotado ou não? Não existe! É algo que a gente deixou muito claro para ela desde pequena: ‘onde cabe ela, nos cabe. Onde não a cabe, também não nos cabe’. Ela faz parte de nós e foi um presente que Deus nos deu, que nós criamos com muito amor e queremos vê-la muito feliz”.

Élida de Freitas

Acolhida de crianças e adolescentes na Aliança – Saiba mais

A Aliança de Misericórdia presta serviço de acolhimento institucional na modalidade Casa Lar, que visa aproximar-se da estrutura familiar. Atualmente, são 04 casas que proporcionam proteção integral.

O projeto realiza acompanhamento familiar, a fim do restabelecimento de vínculos, e de padrinhos afetivos. Há uma oferta de espiritualidade, a fim de que as crianças e adolescentes tenham a oportunidade de vivenciarem a misericórdia de Deus, acreditando na restauração integral de cada ser humano.

Deseja saber mais sobre nossa atuação? Entre em contato com nossa Central de Relacionamentos, através do WhatsApp, clicando aqui 

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