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Corpus Christi além dos tapetes coloridos

A Solenidade de Corpus Christi se aproxima e os jornais cobrem o evento como algo folclórico. Além dos tapetes coloridos, a liturgia deste dia fala da presença real de Jesus na Eucaristia e do respeito que devemos ter por ela. Você entende o mistério da Eucaristia?

Solenidade do Corpus Christi

A origem da Solenidade de Corpus Christi vem do século 13, à partir das visões de uma santa belga chamada Juliana de Cornillon. Sem saber como interpretá-las, pediu em oração, que Santíssimo Sacramento lhe explicasse o significado.

Ela via a lua cheia e no meio dela um corte preto. Jesus lhe disse que a Lua é a Igreja com todas as suas festas e a faixa preta, a falta de solenidade com que eram celebradas e pediu que fosse criada uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento.

Foi no ano de 1258 que o cardeal Cher, instituiu a celebração do Corpo de Cristo (Corpus Christi), que aconteceu na Igreja de São Martinho; foi criado um rito próprio que a Liturgia conserva até hoje.

O Papa Urbano IV, fixou o oitavo dia depois de Pentecostes para a solenidade de Corpus Christi e para dar a este dia a dignidade merecida, pediu que São Tomás de Aquino criasse um hino só para a festa.

Assim nasceu o Pange Lingua (Canta minha língua), do qual às duas últimas estrofes damos o nome de Tantum Ergo, ou Tão Sublime Sacramento.

Teologia de Corpus Christi

Na última ceia Jesus deixou para os discípulos um memorial da Sua presença, uma certeza de que Ele estaria com eles até o fim dos tempos, promessa que se estende para nós povo de Deus.

“O nosso Salvador, na última Ceia, na noite em que foi traído, instituiu o Sacrifício Eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar o Sacrifício da Cruz pelos séculos afora, até à sua vinda, deixando deste modo à Igreja, sua dileta Esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se recebe Cristo, se enche a alma de graça e é dado o penhor da glória futura”. (De Sacra Liturgia)

Ele está presente na Palavra, na comunhão fraterna, mas de maneira real, no pão eucarístico.

Como assim real? Explicaremos abaixo e com certeza os motivos nos atrairão ainda mais para a adoração eucarística.

O que é presença real?

Vamos partir da filosofia de Aristóteles, que define a diferença entre substância e aparência.

Aparência é o “acidente”, ou seja, o que tal coisa aparenta.

Um exemplo para ilustrar o conceito é o nosso álbum de infância. Quando olhamos as nossas fotos vemos um bebê, sem barba, ou cabelos pintados, espinhas…não há semelhança alguma com o adulto atual. Nossa aparência sofreu mudanças, mas não a nossa substância, ou seja, quem somos.

Todavia, um dia fomos uma única célula na trompa de nossa mãe e fomos mudando até termos a aparência atual.

Substância é a identidade das coisas.

Já quando a substância é mudada, automaticamente se muda a aparência. Por exemplo, quando comemos, o nosso corpo muda aquele alimento em energia, vitaminas. Acontece uma mudança de substância, tal conceito se chama transubstanciação.

Para os católicos

O dogma católico diz que na Eucaristia, acontece milagre: ao consagrar o pão, a substância muda, transformando-o em Corpo e Sangue de Jesus, mas, a aparência não muda. O peso, o cheiro, a cor e o gosto é de pão, mas ao comê-lo é o Cristo que nos alimenta.

Nós católicos cremos, na presença de Cristo (Corpo, Alma e Divindade) e na ausência do pão.

Protestante e a Eucaristia

Lutero acreditava na consubstanciação, ou seja, a substância do pão também estava presente com a substância de Cristo.

Os calvinistas não creem no que Lutero cria. Calvino acreditava na presença simbólica de Cristo.

Precisamos dizer a verdade sobre a Eucaristia. No diálogo ecumênico costumamos omitir pontos ditos “polêmicos”, como sinal de respeito. Todavia, se omito por pudor algum dogma, peco por omissão.

“Porque, se a Sagrada Liturgia ocupa o primeiro lugar na vida da Igreja, o Mistério Eucarístico é, podemos dizer, o coração e o centro da Sagrada Liturgia, constituindo a fonte de vida que nos purifica e robustece, de modo que já não vivamos para nós mas para Deus, e nos unamos uns com os outros pelo vínculo mais íntimo da caridade”.

Que a Santa Eucaristia seja o nosso refúgio e o centro da nossa vida. Viva o Santíssimo Sacramento!

Segundo Fonte de:

Cruz Terra Santa

Padre Paulo Ricardo

 

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