As Horas da Paixão

As Horas da Paixão é uma prática de oração escrita pela Serva de Deus Luísa Picarreta, e nos ajuda a entrar no mistério da Paixão de Cristo. Historicamente, apesar de não haver precisão cronológica dos acontecimentos, essa meditação nos permite uma profunda contemplação de cada momento vivido por Jesus, desde a preparação da Ceia da Páscoa até o sepultamento de Seu corpo.

“Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho onde se contemplará, continuamente, para se adornar e tornar-se semelhante a Jesus, nosso modelo” (Trecho da carta de Luísa Picarreta ao padre Aníbal Maria di Francia, Revisor Eclesiástico de seus escritos).

De forma especial, essa meditação é um convite à vigília a partir da Quinta-feira Santa, acompanhando os passos de Jesus nas horas de Sua Paixão, fazendo com Ele as nossas orações, intenções e reparações, elevando ao Pai para a salvação da Humanidade.

Dicas:

 

  • Prepare um lugar propício à oração, onde você possa ficar em silêncio para ajudar neste itinerário com Cristo;
  • Mesmo que você não consiga ou não possa fazer a vigília completa, escolha algumas horas para a meditação e a faça com profunda devoção;
  • Após a leitura de cada Hora, faça um momento de reflexão da Palavra, buscando contemplar esse mistério de Deus também na Sua vida;
  • Ao fim de cada passagem bíblica trazemos um convite à reflexão, que pode lhe auxiliar nesse caminho. Mas, deixe seu coração livre à inspiração do Espírito Santo.
  • Preparamos uma Playlist com músicas para essa ocasião. Para ouvir no Spotify e Deezer: Clique aqui: Amor de Cruz.

Clique aqui e baixe as meditações das Horas da Paixão.

Preparação e Finalização

 

Oração Inicial

 

“Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na Tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação das 24 Horas da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até a morte de cruz. Ajuda-me e dá-me graça, amor, profunda compaixão e compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito a Hora”

Ao fim de cada hora, rezar: 

Pela Vossa dolorosa Paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Meu Jesus, perdão e Misericórdia, pelos méritos das Vossas Santas Chagas.

 

1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai

 

Meditações

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18h00 – Preparação da Páscoa

“Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa’. Perguntaram-lhe eles: ‘Onde queres que a preparemos?’. Ele respondeu: ‘Ao entrardes na cidade, encon­trareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos’. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7-13)

Convite à reflexão: pensando nessa situação, neste momento reflita sobre sua obediência e mansidão a Deus, fazendo o que Ele lhe pede, como cumprimento de Sua vontade.

19h00 – Jesus lava os pés dos discípulos

“Levantou-se Jesus da mesa, depôs as suas vestes e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido (…) Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: ‘Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós’”.
(Jo 13, 4-5. 12-15)

Convite à reflexão: pensando nessa situação, neste momento reflita sobre a pergunta de Jesus, como se Ele mesmo lhe questionasse: “Sabeis o que vos fiz?”

20h00 – Jesus institui o sacerdócio e a Eucaristia

“Durante a refeição, Jesus tomou o pão, abençoo-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Tomai e comei, isto é meu corpo’. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lhes, dizendo: ‘Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai’” (Mt 26, 26-29).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, neste momento reflita sobre como tem sido a postura de seu coração na Ceia com Jesus, ou seja, a cada Santa Missa.

21h00 – Jesus reza no horto das Oliveiras

“Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar… E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’” (Mt 26, 36-38).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, dentre as reflexões que o Espírito Santo pode te inspirar, reflita sobre esse convite pessoal de Jesus para ficar e vigiar com Ele.

22h00 – Jesus entra em agonia, suando sangue

“Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua’. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ain­da com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra” (Lc 22, 43-44).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre as dores e agonias que tem suportado, entregando-as neste momento à Divina vontade, confiando no infinito amor de Deus que lhe conforta também nas horas mais difíceis.

23h00 – Jesus recebe o beijo da traição de Judas

“Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: ‘Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o!’. Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: ‘Salve, Mestre’. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: ‘É, então, para isso que vens aqui?’. Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo” (Mt 26, 47-50).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre as intenções que têm cultivado em seu coração, desejando viver com Jesus, de agora em diante, uma relação de confiança, fidelidade e pureza.

24h00 – Jesus é preso

“Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: ‘Saístes armados de espadas como se viésseis contra um ladrão. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas” (Lc 22, 52-53).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre este momento de entrega inocente de Jesus à prisão. Numa situação de injustiça, como se sente? Em quem coloca sua confiança? 

01h00 – Jesus é levado até Anás

“Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus res­pondeu-lhe: ‘Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei’. A essas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: ‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’. Replicou-lhe Jesus: ‘Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?’. Anás enviou o preso ao sumo sacerdote Caifás” (João 18, 13. 19-24).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre sua caminhada com Deus, o que Ele tem te ensinado, e quais as verdades que Ele tem colocado em sua vida, como mais um convite a uma nova conversão.

02h00 – Jesus é entregue a Caifás

“Levantaram-se, então, alguns deram este falso testemunho contra ele: ‘Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens’. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembleia e perguntou a Jesus: ‘Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti?’. Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: ‘És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito?” (Mc 14, 57- 58. 60-61).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre a sua profissão de fé à Cristo em sua vida. Ele é o Cristo, o Filho de Deus bendito. E em sua vida, “quem é Jesus pra você?”

03h00 – Jesus é três vezes negado por Pedro

“Pedro, então, começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. E saindo, chorou amargamente”. (Mt 26, 74-75)

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre o dom da Misericórdia de Jesus em sua vida e confie a Ele tudo que traz neste momento. Se precisar, faça um exame de consciência, peça perdão e renove sua confiança a Ele.  

04h00 – O Sinédrio entrega Jesus à morte

“Ao amanhecer, reuniram-se os an­ciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. Perguntaram-lhe: ‘Dize-nos se és o Cristo!’ Respondeu-lhes ele: ‘Se eu vos disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus”. Então, perguntaram todos: ‘Logo, tu és o Filho de Deus?’. Respondeu: ‘Sim, eu sou’. Eles então exclamaram: ‘Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos de sua boca’” (Lc 22, 66-71).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre a resposta de Jesus: “Logo, tu és o Filho de Deus?. Respondeu: ‘Sim, eu sou’. Temos nós também dado testemunho da Filiação Divina, principalmente nos momentos mais difíceis, como esse que estamos passando como humanidade, onde somos chamados a ser pontes de misericórdia?

05h00 – Jesus é levado até Pilatos

“Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: ‘És tu o rei dos judeus?’ Jesus respondeu: ‘Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que te disseram de mim?’ Disse Pilatos: ‘Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?’ Respondeu Jesus: ‘O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo’. Perguntou-lhe então Pilatos: ‘És, portanto, rei?’ Respondeu Jesus: ‘Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz’. Disse-lhe Pilatos: ‘Que é a verdade?’. Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: ‘Não acho nele crime algum’” (Jo 18, 33-38).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, reflita sobre o seu chamado à construção do Reino de Deus aqui na Terra, como sementes de eternidade.

06h00 – Jesus é desprezado por Herodes

“Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presen­ciar algum milagre operado por ele. Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. Ali, estavam os príncipes dos sacer­dotes e os escribas, acusando-o com violência. Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos” (Lc 23, 7-11).

Convite à reflexão: pensando nessa situação, vale refletir sobre nosso relacionamento com Jesus. Recorremos a Ele por uma experiência pessoal de amor, de confiança, de profissão de fé ou, como Herodes, O buscamos por ouvir “falar dele muitas coisas, e esperava presen­ciar algum milagre operado por ele”?

07h00 – Herodes devolve Jesus a Pilatos

“Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magis­trados e o povo, e disse-lhes: ‘Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o, eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois o devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. Por isso, eu o soltarei depois de o castigar’” (Lc 23, 13-16).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Meu Jesus, como é consolador ver-Te rezar e reparar, no meio de tantos opróbrios! A Tua voz ecoa no meu coração e sigo aquilo que Tu fazes. E agora deixa que me aproxime de Ti, que tome parte nas Tuas penas, Te console com o meu amor, e, afastando de Ti os inimigos, Te tome nos meus braços, para Te restabelecer e beijar-Te a fronte”.

08h00 – Jesus é flagelado

“Pilatos mandou então flagelar Jesus” (Jo 19,1).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Os Teus gemidos continuam a dizer: – ‘Ó Pai, olha para Mim, estou todo chagado, debaixo desta tempestade de golpes; mas, não é tudo, quero formar tantas chagas no Meu Corpo, como moradas suficientes, no Céu da Minha Humanidade, para todas as almas, de modo a formar em Mim mesmo a sua salvação e depois fazê-las passar ao Céu da Divindade. Meu Pai, cada golpe destes flagelos repare diante de Ti todas as espécies de pecado, um por um, e ao atingirem-Me, a Mim, desculpem aqueles que os praticam. Estes golpes atinjam os corações das criaturas e lhes falem do Meu Amor, ao ponto de as constrangerem a render-se a Mim”.

09h00 – Jesus é coroado de espinhos

“Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, colocaram-lhe na cabeça e lhe puseram na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: ‘Salve, rei dos judeus!’. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça” (Mt 27, 28-30).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Jesus coroado, os Teus cruéis inimigos fazem-Te sentar, cobrem-Te com um pano de púrpura, pegam na coroa de espinhos e, com fúria infernal, colocam-na sobre a Tua adorável cabeça. Depois, com golpes de bastão, fazem com que os espinhos se enterrem na Tua cabeça e alguns deles chegam mesmo até aos olhos, aos ouvidos, ao crânio e até à nuca. Meu Amor, que dilaceração, que dores indescritíveis! Quantas mortes cruéis sofres!

O Sangue escorre pelo Teu Rosto, de modo que só se vê Sangue; mas debaixo daqueles espinhos e daquele Sangue, vê-se o Teu Santíssimo Rosto, resplandecente de doçura, de paz e de amor. E os carnífices, desejando concluir a tragédia, vendam-Te os olhos, colocam-Te um bastão na mão e começam a fazer piada de Ti. Saúdam-Te como Rei dos Judeus, batem-Te na coroa, dão-Te bofetões e dizem-Te: “Adivinha quem Te bateu!”.

10h00 – Jesus é condenado à morte

“Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’ Mas eles clamavam: ‘Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!’. Pilatos perguntou-lhes: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’. Os sumos sacerdotes responderam: ‘Não temos outro rei senão César!’” (Jo 19, 14-15).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Meu Jesus, foste reduzido a tal estado que não Te reconheço! O Teu estado chegou ao extremo mais profundo das humilhações e das dores mais atrozes! Ah, eu não consigo aguentar o Teu olhar tão doloroso, sinto-me morrer; quereria arrancar-Te da presença de Pilatos para Te encerrar no meu coração e dar-Te repouso; quereria curar as Tuas feridas com o meu amor e com o Teu Sangue quereria alagar o mundo inteiro para encerrar nele todas as almas e conduzi-las a Ti, como conquista das Tuas penas!”

“(…) E Tu, no entanto, ó meu Jesus dilacerado, movido pela minha dor, parece que me dizes:Meu filho, estreita-te ao Meu Coração e toma parte nas Minhas penas e reparações; o momento é solene: deve decidir-se a Minha morte ou a morte de todas as criaturas. Neste momento, duas correntes se derramam no Meu Coração; numa delas estão as almas que, se me querem ver morto, é porque querem encontrar em Mim a Vida; e assim, Eu ao aceitar a morte por elas, as mesmas são libertas da condenação eterna e as portas do Céu abrem-se para recebê-las. Na outra corrente estão as almas que Me querem ver morto por ódio e confirmação da sua condenação, e o Meu Coração é dilacerado e sente a morte de cada uma delas e as próprias penas do Inferno! Ah, o Meu Coração não aguenta estas dores tão atrozes; sinto a morte a cada palpitação, a cada respiro, e vou repetindo: “Para quê tanto Sangue derramado em vão? Por que é que as Minhas penas serão inúteis para tantos?” Ah, filho, apoia-Me porque não aguento mais; toma parte nos Meus sofrimentos, a tua vida seja uma oferta contínua para salvar as almas, para curar chagas tão lancinantes!’

11h00 – Jesus carrega a cruz até o Calvário

“Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota” (Jo 19, 17).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Ah, meu Jesus, para o Teu Amor, a Cruz é muito leve, mas ao peso da Cruz une-se o das nossas culpas enormes e imensas como a extensão dos céus; e Tu, meu Bem aflito, sentes-Te esmagado debaixo do peso de tantas culpas; a Tua alma horroriza-se à vista delas e sente a pena de cada culpa; a Tua Santidade fica chocada diante de tanta baixeza e por isso, tomando a Cruz aos ombros, vacilas, afliges-Te e da Tua Santíssima Humanidade brota um suor mortal. Meu Amor, não sou capaz de Te deixar só, quero que partilhes comigo o peso da Cruz e, para Te aliviar do peso das culpas, abraço-me aos Teus pés; em nome de todas as criaturas, quero dar-Te amor por quem não Te ama, louvores por quem Te despreza, bênçãos, ação de graças e obediência por todos”.

12h00 – Jesus é despojado de Suas vestes e crucificado

“Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: ‘Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será’” (Jo 19, 23-24).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Meu Jesus despojado, permite-me que Te estreite ao meu coração para Te aquecer, porque vejo que tremes e um suor gélido de morte invade a Tua Santíssima Humanidade. Como gostaria de Te dar a minha vida, o meu sangue para substituir o Teu, que derramaste para me dar vida!

(…) Meu despojado Bem, enquanto reparo juntamente conTigo, peço-Te que me despojes de tudo com as Tuas Santíssimas mãos e não permitas que nenhum afeto nocivo entre no meu coração; vigia-o, rodeia-o com as Tuas penas e enche-o com o Teu Amor; a minha vida seja apenas a repetição da Tua, e com a Tua bênção confirma o meu despojamento; abençoa-me de coração e dá-me a força para assistir à Tua dolorosa crucifixão, para permanecer crucificado juntamente contigo!”

13h00 – Jesus nos entrega Maria como nossa mãe

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe” (Jo 19, 26-27).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Ó Jesus, vejo que reabres os Teus olhos moribundos e olhas em redor da Cruz, como se quisesses dar o derradeiro adeus a todos. Olhas para a Tua Mãe que está estática e silenciosa devido às muitas penas que sente, e dizes: “Adeus, Mãe, Eu parto, mas ter-Te-ei no Meu Coração; Tu cuida dos Meus e dos Teus filhos”. Olhas para a Madalena chorosa, para o fiel João e para os Teus próprios inimigos, e com os Teus olhares dizes-lhe: “Eu perdoo-vos e dou-vos o beijo da paz”. Nada escapa ao Teu olhar, despedes-Te de todos e perdoas a todos”

14h00 – Jesus morre na Cruz

“Jesus deu então um grande brado e disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. E, dizendo isso, expirou” (Lc 23, 46).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Meu Jesus, a este grito toda a natureza se agita e chora a Tua Morte, a morte do seu Criador! A terra treme com força e, ao tremer, parece que chora e quer despertar as almas para Te reconhecerem como verdadeiro Deus. O véu do Templo rasga-se, os mortos ressuscitam, o sol, que até então chorava as Tuas penas, retirou com terror a sua própria luz. A este grito, os Teus inimigos ajoelham-se, batem no peito e dizem: “Verdadeiramente Ele é o Filho de Deus; e a Tua Mãe, estática e agonizante, sofre penas mais dolorosas que a morte.

Meu Jesus morto, com este brado, Tu também nos entrega a todos nas mãos do Pai, a fim de que não nos rejeite; por isso, bradas com força, não só com a voz, mas com todas as Tuas penas e com as vozes do Teu Sangue: ‘Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito e todas as almas!’ Meu Jesus, também eu me abandono a Ti e dá-me a graça de morrer totalmente no Teu Amor, no Teu Querer, pedindo-Te que nunca permitas que, nem em vida nem na morte, eu me afaste da Tua Santíssima Vontade. Entretanto, tenciono reparar por todos aqueles que não se abandonam perfeitamente à Tua Santíssima Vontade, perdendo assim ou diminuindo o precioso fruto da Tua Redenção. Qual não será a dor do Teu Coração, ó meu Jesus, ao ver tantas criaturas que fogem dos Teus braços e se abandonam a si mesmas? Ó meu Jesus, tem piedade de todos, tem piedade de mim”.

15h00 – Jesus é transpassado pela lança

“Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água’” (Jo 19, 32-34).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Meu Amor, se uma lança feriu o Teu Coração por mim, rogo-Te que também Tu com as Tuas mãos firas o meu coração, os meus afetos, os meus desejos e todo o meu ser; não exista nada em mim que não seja ferido pelo Teu Amor. Uno tudo às penas dilacerantes da nossa querida Mãe, a qual, pela dor, ao ver dilacerar o Teu Coração, desfalece de dor e amor e, como pomba, voa para ele, a ocupar o primeiro lugar, para ser a primeira Reparadora, a Rainha do Teu próprio Coração, a Medianeira entre Ti e as criaturas.

Também eu quero voar com a minha Mãe para o Teu Coração, para escutar como Ela, Te reparar e repetir as Suas reparações por todas as ofensas que Tu recebes. Ó meu Jesus, neste Teu Coração ferido, encontrarei a Vida; assim, quando estiver para fazer qualquer coisa, beberei sempre dele. Nunca mais darei vida aos pensamentos, mas se quiserem viver, tomarei os Teus. O meu querer nunca mais terá vida, mas se quiser ter vida, tomarei a Tua Santíssima Vontade; o meu amor nunca mais terá vida, mas se quiser viver, tomarei o Teu Amor. Ó meu Jesus, toda a Tua Vida é minha, esta é a Tua Vontade, este é, também, o meu querer”.

16h00– Jesus é retirado da cruz

“Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo. Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus” (Lc 23, 50-52).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

Meu Jesus morto, vejo que os Teus discípulos se apressam a depor-Te da Cruz; José (de Arimatéia) e Nicodemos, que até então estiveram escondidos, agora, com coragem e sem nada temer, querem dar-Te sepultura honrosa e por isso pegam em martelos e turqueses para realizarem o ato sagrado e triste de Te despregarem da Cruz, enquanto a Tua dolorosa Mãe estende os Seus braços maternais para Te receber no colo.

Meu Jesus, enquanto Te despregam, quero também eu ajudar os Teus discípulos a suster o Teu Santíssimo Corpo e, com os pregos que Te tiram, prega-me totalmente a Ti e, com a Tua Santa Mãe, quero adorar-Te e beijar-Te e depois fechar-me no Teu Coração para nunca mais sair dele”.

17h00 – Jesus é sepultado e Maria Santíssima desolada

“Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo” (Jo 19, 41-42).

Trecho da contemplação de Luíza Picarreta

“Minha Mãe dolorosa, vejo que estás disposta a fazer o último sacrifício, o de sepultar o Teu Filho. Completamente resignada à Vontade de Deus, acompanha-Lo e, com as Tuas próprias mãos, coloca-o no sepulcro; mas, enquanto compões os Seus membros e Te preparas para Lhe dar o último beijo e o último adeus, a Tua dor é tal que parece que Te arrancam o Coração do peito. O amor faz-Te debruçar sobre aqueles membros e, em virtude do amor e da dor, a Tua vida está para chegar ao seu termo, juntamente com a do Teu Filho. Pobre Mãe, o que farás sem Jesus? Ele é a Tua Vida, o Teu Tudo.

(…) Minha Mãe, com decisão, vejo-Te acariciar, de novo, aqueles membros e encostar a Tua cabeça à de Jesus; ao beijá-la, encerras nela os Teus pensamentos e fazes Teus os Seus espinhos, os Seus pensamentos aflitos e ofendidos e tudo aquilo que sofreu na Sua Santíssima Cabeça. Oh, como quererias animar a Inteligência de Jesus com a Tua, para poderes dar vida por vida! Ao fazeres Teus os pensamentos e os espinhos de Jesus, fez-Te começar a viver de novo.

(…) A pedra encerra o sepulcro e Tu, dilacerada, beija-O e, chorando, dá-Lhe o último adeus e vais embora; mas, a tua dor é tal que, por momentos, ficas gelada e petrificada. Minha Mãe trespassada, juntamente contigo digo adeus a Jesus e, chorando, tenho compaixão de Ti e quero acompanhar-Te na Tua amarga desolação. Quero estar ao teu lado, para Te dar, a cada suspiro, aflição e dor, uma palavra de conforto, um olhar de compaixão. Enxugarei as Tuas lágrimas e se Te vir desfalecer, amparar-Te-ei com os meus braços”.

Clique aqui e baixe as meditações das Horas da Paixão.

Oração para todos os dias

 

Como prática de oração, as Horas da Paixão não são exclusivas à Semana Santa, e podem ser feitas quando desejar viver mais profundamente e intimamente o mistério da Paixão e Redenção. Você também pode meditar as Horas da Paixão pelo aplicativo “Divina Vontade”, da Rede Século XXI.

Clique aqui e baixe as meditações das Horas da Paixão.

 

Fontes:

As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Blog Cristo Sempre

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