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A liquefação do Sangue de São Gennaro: e se não houver o milagre?

Você conhece a história de San Gennaro?

O milagre da liquefação de seu sangue ficou muito conhecido quando, pela primeira vez em 200 anos, o sangue não se liquefez em 16 de dezembro de 2016.

Muita gente falou sobre o “mau presságio” que a falta do milagre significava, mas a pergunta que fica é: e se não houver o milagre?

Antes de aprofundarmos nesse assunto, vamos entender um pouco da história de San Gennaro, ou São Januário, como é conhecido no Brasil.

Pequena Biografia de São Gennaro

Foi um jovem mártir do sul da Itália. São Januário foi Bispo perto da região de Nápoles. Em sua época, o império Romano travava uma forte perseguição aos cristãos e, em 305, São Januário foi condenado a morte.

Inicialmente, São Januário foi solto na arena para ser devorado pelos leões. Porém, a tradição nos conta que, ao invés de devorar o santo, os animais ficaram dóceis e lamberam os pés dos cristãos.

Por isso, o imperador ordenou a decapitação de São Januário e dos outros cristãos. Após sua morte, parte de seu sangue foi recolhido e guardado numa ampola de vidro. Aí começa a grande história do Milagre do Sangue de São Januário.

O milagre do sangue que se liquefaz

O primeiro relato do milagre ocorreu no século XVI onde, pela primeira vez, consta um escrito sobre a liquefação do sangue do santo.

Desde 1389, a Igreja tem registros do milagre, onde o sangue de São Januário passa do estado sólido para o estado líquido, perdendo no peso e aumentando o volume.

Este milagre acontece 3 vezes por ano: 19 de setembro, dia de S. Januário; 16 de dezembro, porque nesse dia, em 1631, foi feita uma procissão com as relíquias de S. Januário que impediu a iminente erupção do vulcão Vesúvio; no sábado que antecede o primeiro domingo de maio, dia da primeira trasladação do corpo do santo.

Nessas datas, as relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente, iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis convencem-se de que a demora se deve aos seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere”.

Quando o milagre ocorre, o Clero entoa um solene Te Deum, a multidão irrompe em vivas, os sinos repicam e toda a cidade rejubila.

Entretanto, sempre que nas datas de costume o sangue não se liquefaz, isso significa o aviso de tristes acontecimentos, segundo uma antiga tradição nunca desmentida.

O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.

Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas.

Há algumas particularidades em relação ao milagre, o volume às vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso.

Em janeiro de 1991, o Professor G. Sperindeo, fazendo uso, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas.

O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior.

Mas, e se o milagre não acontecer?

Pudemos conhecer um pouco mais da fascinante história do milagre de São Januário, um verdadeiro milagre atestado pela ciência como inexplicável, contrariando as leis naturais.

Mas, o que o milagre significa para nós? Olhando a vida de São Januário, conseguimos notar que ele foi um homem que dedicou sua vida à Cristo, preferindo a morte do que renegar sua fé no Deus verdadeiro.

Vemos que muitas vezes na história, a intercessão do santo poupou a cidade de catástrofes e destruições.

E vemos que os cristãos não têm fé porque o sangue se liquefez, mas o sangue se liquefaz porque os cristãos têm fé!

O milagre é uma manifestação externa de uma experiência interna, a experiência de conhecimento e encontro com o Cristo.

Somente o encontro com o Cristo é capaz de fazer um homem preferir ser decapitado do quê negar a fé. Somente a experiência com Cristo é capaz de levar uma cidade a confiar em Deus, de tal forma que sabe que, pela força de Deus que atua naquela relíquia, um pouco de sangue é capaz de poupar uma cidade e acalmar um vulcão.

Existe um ponto muito interessante sobre o milagre de São Januário: em muitos casos, o milagre não era instantâneo, mas começava quando se iniciava as preces coletivas, e “os fiéis convencem-se de que a demora se devia aos seus pecados.”

Um convite ao arrependimento

O Milagre de São Gennaro é um convite a termos um encontro com Deus, a olharmos para o interior e nos arrependermos de nossos pecados.

Com a presença ou a ausência do milagre, não devemos nos perguntar o que acontecerá no mundo, mas, devemos nos voltar para o Cristo Crucificado por quem São Januário deu a vida.

Devemos, mais do que nunca, nos recolhermos em oração, jejum e penitência. Essa é a verdadeira mensagem do Milagre da Liquefação do Sangue de São Januário, um convite à conversão e à busca pela santidade.

É o próprio santo que nos diz: “Ânimo irmãos, este é o dia do nosso triunfo, combatemos com valor o nosso sangue por Aquele a quem devemos a vida”. (Frase atribuída a São Januário).

 

Oração a São Gennaro

“Deus, nosso Pai, São Januário derramou o seu sangue pelo nome de Jesus. Animados pelo seu testemunho, vivamos hoje atentos aos sinais de Vossas maravilhas no mundo e em nossos corações. Cheios de alegria, rendamos graças a Vós, Deus santo, vivo e verdadeiro. É por Vosso amor que existimos, nos movemos e somos. Sois na verdade um Pai zeloso, e o Vosso desejo é que sejamos felizes, vivamos em paz e concórdia, repudiemos o ódio, a vingança, a guerra”.

Amém!

São Gennaro, rogai por nós!

 

 

Fonte: Por que o milagre de São Januário é tão importante? – Pe. Paulo Ricardo

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