A espiritualidade de Nivaldo, um apaixonado pela Cruz

Cruz com lençol branco em cima do monte

“O amor não cansa e nem se cansa.” (São João da Cruz)

Com esta frase de São João da Cruz que começo a falar um pouco da experiência que tive com o Nivaldo.

O Nivaldo era um jovem muito simples e de uma vida muito simples, mas que possuía um coração enorme e uma grande busca por Deus. Rezava todos os dias o Rosário da Virgem Maria em qualquer momento, até trabalhando ou viajando de ônibus, e dormia com o crucifixo no peito, porque sentia que ele o protegia dos maus pensamentos e das tentações durante as noites.

O Nivaldo era apaixonado por São João da Cruz, sempre dizia a todos as frases e pensamentos do santo, e que lhe ajudava cada vez mais a abraçar a cruz.

Ele era apaixonado pela Sagrada Escritura, mas devido a sua dificuldade para ler, não conseguia se aprofundar muito, ainda assim, sempre pedia ajuda aos irmãos para poder entender melhor e dessa forma poder comunicar melhor em suas pregações o amor de Deus.

O que o sustentava era a espiritualidade de São João da Cruz, que o ensinou a ser apaixonado pela cruz, embora em muitos momentos essa cruz parecesse pesada demais devido às várias circunstâncias.

Por não saber ler nem escrever muito bem, suas pregações eram muito enraizadas no seu testemunho de vida, que era uma profunda experiência do amor de Deus. Deus realmente foi resgatá-lo no fundo do poço e o deu uma nova vida, que ele soube acolher bem e fez também frutificar na vida daqueles que o escutavam pregar.

Uma caminhada espiritual feita com Maria e com Jesus Crucificado. Maria foi aquela que permaneceu de pé junto à cruz de Jesus, e assim foi a vida e espiritualidade do Nivaldo que buscava todos os dias crescer com esses dois pilares de sua Vida: Maria e o Crucificado.

A sua história se assemelha a de muitos santos que na simplicidade de suas vidas foram capazes de comunicar um Deus cheio de amor e que está sempre escondido nas pequenas coisas, em gestos simples e na vida cotidiana.

Que “o amor que não cansa e nem se cansa” possa nos ajudar a compreender este mistério que foi a vida do Nivaldo.

Pe. Luiz Fábio, fraternidade de Belo Horizonte

Foto: acervo histórico da Aliança.

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