7 Dicas para sair fortalecido depois das adversidades

Foto: Edu Lauton @edulauton-unplash-Face (1)

Diante da vida você se considera uma pessoa resistente ou frágil? E se dissermos que existe uma outra postura diante que nos faz crescer que mescla ambas as características? Estamos falando do antifrágil!

Jesus diante da adversidade

Para ilustrar o que queremos explanar vamos usar o Exemplo dos exemplos:

“Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor se tornou como grossas gotas de sangue, que caíam por terra. Depois de orar, levantou-se e foi ter com os discípulos. Encontrando-os dormindo de tristeza disse-lhes: ‘Por que dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação’”. (Lc 22, 44-46)

O contexto é anterior à morte de Jesus. O Mestre já sabia o que iria acontecer com Ele, mas sofreu extremamente e mostrou toda sua angústia. Vemos em diversas situações Jesus agindo de maneira forte contra os ataques dos fariseus, mas desta vez não. Ele está vulnerável.

Suas palavras de autoridade conquistaram as multidões; se todos estavam fascinados imagine os seus discípulos que conviviam dia e noite com Ele?

Diante da morte, Jesus não esconde dos mais próximos o que está se passando; Ele mostra o que O aflige e ao vê-Lo assim, os Apóstolos (Thiago, João e Pedro) adormecem de tristeza, ou seja, não querem ver que o seu sustentáculo está “desmoronando”.

Mas logo após a cena do suor de sangue Lucas faz questão de nos mostrar que Jesus não ficou ali prostrado, pois “Depois de orar, levantou-se”.

Ele só caiu sob o peso da Cruz, porém levantou-se e permaneceu até o fim; tal postura O levou a ser glorificado pelo Pai.

O “antifrágil”

Jesus é o nosso modelo de Antifrágil! Mas o que é isso?

Para entender este conceito precisamos saber o significado da palavra frágil. Esta basicamente é a característica de algo ou alguém que sai prejudicado, que se rompe, deforma ou se quebra diante de determinada situação adversa.

Se temos um objeto frágil, logo, iremos protegê-lo para que este não sofra nenhum tipo de pressão, impacto ou queda. Analogamente falamos de nós; por vezes não suportamos nenhum tipo de adversidade e sucumbimos.

Acabamos “adormecendo de tristeza” como os Apóstolo e fugindo de diversas maneiras para não ter que enfrentar tal situação.

O antifrágil é exatamente o contrário: é aquele indivíduo que ao sofrer pressão ou algum contratempo, a encara e acaba saindo fortalecido dela, além de melhorar as suas habilidades, crescendo em virtude.

Ser antifrágil não quer dizer ser forte ou resistente. Estas últimas características por vezes nos protegem, mas também blindam os nossos sentimentos de tal modo que não crescemos enquanto pessoa. Se nada nos abala então quer dizer que as situações da vida também não nos ensinarão nada.

De onde vem a nossa força?

Às vezes planejamos e projetamos tantas coisas, mas não contamos com os imprevistos e ficamos abatidos, desmotivados e sem um horizonte. O ser humano é capaz de superar as maiores tribulações (a história de nossos antepassados está aí para nos mostrar).

Cada situação pode se tornar um trampolim de novas possibilidades e de um ressurgimento. Esta força, porém, não é só nossa:

“Uma multidão inteira grita a meu respeito: “Não, não há mais salvação para ele em seu Deus!”. Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça. * Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa.

Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim. Levantai-vos, Senhor! Salvai-me, ó meu Deus! “(Salmo 3, 3-8).

Treinamento para a batalha

Caminhamos neste mundo e contamos com a auxílio da graça em todos os momentos, todavia a nossa parte temos que fazer. Aqui abaixo algumas dicas importantes sobre como treinar para desenvolver essa habilidade antifrágil:

1 – Ter consciência de que fatores externos podem sim alterar seus planos; assim quando alguma fatalidade chegar, será encarada com mais naturalidade;
2 – Analise suas fraquezas: não se rebaixe demais, mas também não se “ache” demais.
3 – Não tenha medo de errar;
4 – Tenha pessoas próximas com quais compartilhar suas dúvidas e medos. Somos seres de relação e externar nossas angústias ajuda a compreendê-las e enfrentá-las;
5 – Adote uma leitura espiritual além da Bíblia. A vida dos santos é uma grande ajuda e irá nos iluminar em momentos chaves;
6 – Aproveite os momentos de calmaria para crescer na vida espiritual e intelectual;
7 – Nunca fuja dos seus problemas, pois um dia você vai acordar com todos batendo à sua porta.

Seguindo essas dicas muito simples você pode passar do estresse pós-traumático para o crescimento pós-traumático. Pense nisso.

Com informações de Na Prática

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