Quem foi Beato Eustáquio?
A história de Beato Eustáquio van Lieshout é marcada por fé, caridade e uma missão que atravessou oceanos. Religioso da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, ele nasceu na Holanda, mas encontrou no Brasil o campo fecundo onde viveu sua vocação missionária com amor, serviço e sinais extraordinários de santidade.
Hoje, sua vida inspira milhares de fiéis que recorrem à sua intercessão, reconhecendo nele um verdadeiro exemplo entre os grandes santos do Brasil.
As origens na Holanda
Hubertus van Lieshout, mais tarde conhecido como Eustáquio, nasceu em 3 de novembro de 1890, em Aarle-Rixtel, na Holanda. Era o oitavo de onze filhos de uma família profundamente católica. Desde cedo, sentiu o chamado para a vida religiosa e ingressou na Congregação dos Sagrados Corações, onde recebeu o nome religioso de Eustáquio.
Foi ordenado sacerdote em 1919 e logo se destacou por sua piedade, zelo pastoral e cuidado com os doentes e pobres. Seu desejo missionário crescia, e ele se ofereceu para servir fora da Europa. O chamado veio do outro lado do Atlântico.
A missão no Brasil
Em 1925, Eustáquio chegou ao Brasil, estabelecendo-se em Poá (SP). Enfrentou o desafio do idioma e da adaptação cultural, mas logo conquistou os corações do povo com sua simplicidade, amor e atenção aos mais necessitados.
O que mais impressionava era sua dedicação ao sacramento da confissão, à Eucaristia e à oração pelos doentes. Muitos relatos de curas começaram a circular, e o povo logo o associou a um padre milagroso. No entanto, ele sempre atribuía qualquer graça à misericórdia de Deus e à intercessão dos Sagrados Corações.
Transferido depois para Belo Horizonte (MG), continuou sua missão com o mesmo fervor. Sua saudação habitual “saúde e paz” se tornou marca registrada do seu acolhimento afetuoso.
Um missionário santo entre o povo
Além das atividades paroquiais, o Beato Eustáquio preocupava-se com os pobres, os marginalizados e os enfermos. Visitava casas, hospitais e levava conforto espiritual a todos. Sua casa estava sempre aberta. A fila para confissões e bênçãos crescia diariamente.
Mesmo enfrentando incompreensões, transferências e desafios internos, ele jamais perdeu a alegria de servir. Sua fama de santidade se espalhou e, com o tempo, ultrapassou os limites da paróquia.
Morte e processo de beatificação
Padre Eustáquio faleceu em 30 de agosto de 1943, aos 52 anos, vítima de infecção generalizada. Sua morte causou grande comoção popular. Já naquela época, muitos o chamavam de santo.
O processo de beatificação teve início em 1980 e avançou graças aos testemunhos de fé, conversão e curas atribuídas à sua intercessão. Em 15 de junho de 2006, foi oficialmente beatificado pelo Papa Bento XVI, após o reconhecimento de um milagre.
Sua tumba em Belo Horizonte se tornou lugar de peregrinação e oração. Milhares de fiéis continuam a pedir por sua intercessão e agradecem graças alcançadas.
Um legado de fé, saúde e paz
A história do Beato Eustáquio é a de um missionário que viveu intensamente o Evangelho. Veio da Holanda, mas se fez brasileiro pelo amor ao povo que Deus lhe confiou. Sua memória permanece viva na oração de muitos fiéis que continuam a repetir sua saudação: “Saúde e Paz!”
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